quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vestígios de um Passado Tropical. Os fósseis de Cacela

A exposição Vestígios de um Passado Tropical. Os fósseis de Cacela estará patente ao público até ao final do presente ano lectivo no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela (CIIPC), localizado na Antiga Escola Primária de Santa Rita. Pode ser visitada entre as 9h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h00.

Alertar a comunidade para a importância do património geológico do concelho de Vila Real de Santo António é o principal objectivo da exposição Vestígios de um Passado Tropical. Os fósseis de Cacela, organizada pelo CIIPC em parceria com uma equipa de investigadores do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg.

As estrelas desta exposição são um conjunto de fósseis recolhidos na Jazida Fossilífera de Cacela Velha, onde se podem encontrar sedimentos que contêm o testemunho melhor preservado e mais completo do nosso País, em termos de abundância e diversidade de fósseis de moluscos formados num período da História da Terra designado de Miocénico.

Através de uma série de painéis ilustrados e de uma projecção multimédia os visitantes desta exposição podem aprender mais sobre a formação geológica de Cacela, tal como sobre o ambiente, a ecologia e a paisagem do período em que se formaram estes fósseis. Haverá ainda espaço para uma breve incursão sobre a diversidade dos fósseis que ali se podem encontrar, mostrando-se, de uma forma didáctica, todo o trabalho desenvolvido pelos paleontólogos, alertando-se simultaneamente para a importância da protecção da geodiversidade.



Jazida de Fossilífera de Cacela Velha revela passado tropical

Um fóssil é um resto ou um vestígio de um organismo conservado em material rochoso. Tendo em conta o tamanho e a espessura das conchas analisadas pelos investigadores da UAlg, estes fósseis são associados a ambientes tropicais.

A Jazida de Fossilífera de Cacela Velha tem um elevado valor educativo, cultural e científico na medida em que tem sido alvo de estudos por vários investigadores portugueses e espanhóis desde meados do Séc. XIX, existindo actualmente vários exemplares integrados em colecções de diversos museus europeus.



Contacto para entrevistas:
Prof.ª Delminda Moura
dmoura@ualg.pt

A TECNOLOGIA LÍTICA NO TARDIGLACIAR DO ALGARVE

ORIENTADOR:
Doutor Nuno Gonçalo Viana Pereira Ferreira Bicho

TÍTULO DA DISSERTAÇÃO:
A Tecnologia Lítica no Tardiglaciar do Algarve

JÚRI:
PRESIDENTE:

- Doutor António Manuel Faustino de Carvalho, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve

VOGAIS:
- Doutor Nuno Gonçalo Viana Pereira Ferreira Bicho, Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve
- Doutor Francisco José Nunes da Silva e Almeida, bolseiro pós-doutoramento do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico de Lisboa


RESUMO
O trabalho aqui apresentado pretende dar continuidade ao projecto coordenado por Nuno Bicho – Ocupação Humana Paleolítica do Algarve – com início em 1998. Os objectivos primordiais eram o estabelecimento de uma cronologia para o paleolítico do Algarve e a identificação e caracterização do Paleolítico Superior e Epipaleolítico regionais.
O trabalho A Tecnologia Lítica no Tardiglaciar do Algarve pretende estudar os materiais líticos correspondentes à ocupação Magdalenense dos sítios Ponta Garcia, Vale Santo 4, Vale Boi (camada Z do abrigo, campanha de 2006 e 2007), Lagoa do Bordoal, Praia da Albandeira e Praia da Galé, com cronologia entre os 16.000 e os 9.000 BP.
Este trabalho debruça-se essencialmente sobre as questões de utilização de tecnologia referentes à produção de utensilagem lítica, tendo como objectivo principal um melhor conhecimento da utilização do espaço local e regional, bem como a integração dos sítios ao nível do Paleolítico Superior em Portugal.

Palavras-chave:
Paleolítico Superior, Tardiglaciar, Algarve, Tecnologia Lítica e Tipologia Lítica.

Provas para a obtenção do grau de Mestre em Arqueologia – Especialização em Teoria e Métodos da Arqueologia da Drª Carolina Mendonça.

Dia 12 de Junho, pelas 16h00
Universidade do Algarve, Gambelas

quinta-feira, 28 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Acesso a todos os recursos disponíveis fisicamente na rede Ualg

Serviço VPN (Virtual Private Networks) - Acesso a todos os recursos disponíveis fisicamente na rede Ualg.

Para aceder deve utilizar as seguintes configurações:
http://www.si.ualg.pt/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=23&Itemid=44

Depois de instalado o software, clicar em "import" e abrir o ficheiro ualg.pcf que está na pasta do ficheiro que se fez download da página acima.
Seguidamente seleccionar a ligação Ualg e depois conect...e voilá!!

Bom trabalho!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Conferência Associação Arqueólogos Portugueses

No próximo dia 14 de Maio de 2009 (esta quinta-feira) pelas 18 horas, no Museu do Carmo (Largo do Carmo - Lisboa), serão proferidas duas comunicações entituladas:


Estilo, identidade e adaptação: o abrigo de Vale Boi no quadro do Solutrense peninsular
João Cascalheira
Universidade do Algarve

Resumo
Sendo um dos poucos contextos com ocupações solutrenses conhecidos na área entre o Levante espanhol e a Estremadura portuguesa, Vale Boi tem-se revelado um elemento crucial na compreensão das características económicas, sociais e tecnológicas das comunidades que habitaram o extremo sudoeste peninsular durante o Último Máximo Glacial (21 000 – 17 000 BP). A presente comunicação pretende focar quais os modos de gestão de recursos e de exploração do território praticados por esses grupos, e como se integram estas opções nas dinâmicas culturais desse período, dando ênfase às ligações e/ou dissociações com populações coetâneas, residentes noutras regiões da Península Ibérica.


Paleotecnologia e funcionalidade lítica durante o Gravetense em Vale Boi (Algarve, Portugal)
João Marreiros
Universidade do Algarve

Resumo

A última década de investigações arqueológicas trouxe à luz do dia numerosos dados sobre as comunidades de caçadores-recolectores que durante o Paleolítico habitavam o Algarve, todavia a investigação encontra-se ainda preliminar num território que se adivinha auspicioso.
A jazida de Vale Boi, complexo de indubitável importância, pela sua dimensão espacial e arqueológica, ostenta um registo diacrónico rico em sucessivas ocupações: Gravetense, Solutrense, Magdalenense e Neolítico antigo. Para lá das sondagens preliminares registarem a existência de um Gravetense Antigo e Gravetense Final, a escavação da jazida apresentou, no terraço, uma ocupação gravetense marcada por diferentes abordagens tecnológicas, ao qual lhe sucede, marcada pela existência de uma cascalheira em quartzo, uma transição Gravetense-Solutrense. Esta ocupação humana em Vale Boi constitui o único registo gravetense no Algarve.
O trabalho tem como base metodológica a análise tecno-tipológica da indústria lítica, procurando remontagens mentais das cadeias operatórias, que aliada à análise funcional permitirá correlacionar diacrónica e sincronicamente ocupações penecontemporâneas da Estremadura portuguesa e Espanha mediterrânea, caracterizando antropologicamente as comunidades aí residentes.
Esta acção está inserida na próxima reunião da Secção de Pré-História da Associação de Arqueólogos Portugueses, mas este convite é endereçado a todos o interessados na temática em questão.
A entrada é livre.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Padrões de mobilidade...

Padrões de mobilidade é uma expressão que surge maioritariamente no âmbito da arqueologia pré-histórica, conectada quase sempre às comunidades de caçadores-recolectores. Porém, esta ideia, algo tendenciosa, está incontestavelmente errada, uma vez que do caçador-recolector ao produtor de alimentos sedentário verifica-se constantemente uma certa carga de mobilidade, alterando-se apenas o seu grau de muito móvel a pouco móvel.

Esquema de padrões de mobilidade
(adaptado de ROWLEY-CONWY, 2004:5)

Em oposição ao modelo uniformitarista proposto por Richard Lee e Irven De Vore (1968) surgiram, desde a década de 80, outros paradigmas defensores de que o sistema de aproveitamento de recursos naturais e consequentemente os padrões de mobilidade são dinâmicos (Binford, 1980; Lurie, 1989; Vierra, 1992), estando relacionados com as distintas particularidades culturais e naturais, quer sincrónica quer diacronicamente. São defendidos então dois tipos de mobilidade:

- Mobilidade do tipo residencial: grupos de número variável que a partir da base residencial desenvolvem expedições diárias para obtenção dos recursos.

- Mobilidade do tipo logístico: pequenos grupos deslocam-se para a obtenção de recursos não-locais, estabelecendo-se em acampamentos de curta duração, trazendo-os depois para os acampamentos principais (Bicho, 2002).


Entender e reconstruir os padrões de subsistência e mobilidade de um determinado grupo, implica ser-se capaz de responder a certas problemáticas:

- Duração da ocupação dos sítios
- Função e especialização dos sítios
- Espaço percorrido durante o ciclo anual
- Mapeamento dos recursos e conhecimento da sua sazonalidade
- Identificação das direcções e tempos de migração das espécies migratórias

Bibliografia:
BICHO, N.
2002. Sistemas de Povoamento, Mobilidade e Aproveitamento dos Recursos Naturais no Território Português Durante a Transição Plistocénico-Holocénico. Lusíada. Arqueologia, História da Arte e Património, 1: 31-58
BINFORD, L.
1980. Willow smoke and dog´s tails: hunter-gatherer settlement systems and archaeological site formation. American Antiquity, 31(2): 2-15
LEE, R. & VORE, I.
1968. Man the Hunter. Chicago: Aldine Publishing Company.
LURIE, R.
1989. Lithic technology and mobility strategies: the Koster Site Middle Archaic, in R. TORRENCE (ed.) – Time, energy and stone tools: 46-56. Cambridge: Cambridge University Press.
ROWLEY-CONWY, P.
2004. Complexity in the Mesolithic of the Atlantic Façade: Development or Adaptation?, in M. GONZÁLEZ MORALES & G. CLARK (eds.) – The Mesolithic of the Atlantic Façade: proceedings of the Santander Symposium: 1-12. Arizona State University.
VIERRA, J.
1992. Subsistence e Diversification and the Evolution of Microlithic Technologies: A study of the Portuguese Mesolithic. Tese de doutoramento, Universidade do Novo México.



Célia Gonçalves
Mestranda em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve

domingo, 12 de abril de 2009

L'Anthropologie Volume 113, Issue 1, Pages 1-264 (January-March 2009)


Saiu o novo número da revista L'Anthropologia dedicado ao tema:

" Les premiers habitants de l'Europe - (XVe Congrès international de l'UISPP, Colloque C13, Lisbonne 2006)"

Download gratuito em ScienceDirect

quinta-feira, 9 de abril de 2009

VII Reunião do Quaternário Ibérico

VII Reunião do Quaternário Ibérico: “O futuro do ambiente da Península Ibérica - as lições do passado geológico recente” 05 a 08 de Outubro de 2009 - Faro, Portugal.


INSCRIÇÃO:
Participantes 200 Euros
membros GTPEQ e AEQUA 180 Euros
Estudantes 75 Euros
As taxas incluem: o volume de resumos, beberete inaugural e almoços.


LOCALIZAÇÃO:
A VII Reunião do Quaternário Ibérico realizar-se-á no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro. As modernas instalações dentro duma area verde situada entre o aeroporto internacional e a cidade de Faro são de fácil acesso e proporcionam um ambiente ideal para o encontro.

CALENDÁRIO 2009:
15 de Fevereiro - Envio da pré-incrição;
30 de Março - Envio da 2ª circulaR;
1 de Junho - Data limite para o envio de resumos;
1 de Julho - Notificação sobre a aceitação de resumos;
30 de Julho - Pagamento da taxa de inscrição;
15 de Setembro - Envio do programa definitivo da VII REQUI.


ORGANIZAÇÃO DA REUNIÃO:
As actividades científicas compreenderão a apresentação de comunicações (orais e em painel), a realização de conferências, a organização de simpósios, reuniões de grupo, bem como duma excursão.
As línguas oficiais da reunião serão o Português, o Espanhol e o Inglês.

PROGRAMA CIENTÍFICO:
Para tornar a reunião o mais abrangente possível o tema geral da reunião estará subordinado ao título “O futuro do ambiente da Península Ibérica - lições do passado geológico recente”, integrando 4 subtemas:

1. Quaternário continental,
2. Quaternário marinho,
3. Alterações climáticas e evolução dos ecosistemas,
4. Ocupação humana na Península.

Posteriormente, à recepção dos resumos, o programa científico será adaptado a tópicos mais específicos.

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS:
A comissão organizadora convida todos os quaternaristas a apresentarem trabalhos científicos a esta reunião. Os resumos respectivos (máximo de 4 páginas A4 incluindo figuras e bibliografia) devem ser enviados até 1 de Junho de 2009

Entidade organizadora da VII REQUI:
CIMA-FCMA
Universidade do Algarve
Campus de Gambelas
8000-139 Faro, PORTUGAL
Telefone: (351) 289 800 900 ext.7766
Email:
cima@ualg.p


Ficha_Inscrição(PT)
1ª_Circular (PT)
1ª_Circular (ES)
1st_Announcement (ENG)
Mais informações AQUI.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Milreu

Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema "Território - Um Património Plural" (18 de Abril de 2007) em parceria com a Junta de Freguesia de Estoi e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve - com a realização de Actividades Educativas nas Ruínas de Milreu e uma conferência proferida pelo Sr. Arquitecto João Cerejeiro, responsável pelo projecto de recuperação e valorização dos Jardins históricos do Palácio de Estoi.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Silves

A Câmara Municipal de Silves (CMS) organiza, no próximo dia 18 de Abril, uma série de actividades comemorativas do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.



Assim, no Centro Histórico da Cidade de Silves, pelas 10h00, haverá visitas guiadas que ao espaço urbano, quer aos monumentos que nele se concentram, como sejam o Museu Municipal de Arqueologia, as Igrejas e o Castelo. Estas visitas terão o acompanhamento de técnicos da autarquia.

Também a Biblioteca Municipal se associa a estas comemorações, levando a efeito, pelas 15h30, uma Conferência intitulada “Cristãos e Mouros em Confronto: Portugal e Silves no Reinados de D. Sancho II". Esta palestra será proferida pelo Professor Doutor Hermenegildo Nuno Goinhas Fernandes e insere-se num Ciclo de Palestras sobre “As Relações dos Reis de Portugal com a Cidade de Silves”.Ainda no Centro Histórico da Cidade de Silves e no Castelo, mas pelas 21h00, terá lugar mais um percurso, desta feita subordinado á temática Astronomia e História. As observações astronómicas ocorrerão no Castelo com a presença da Astrónoma Bárbara Monteiro, técnica do Centro de Ciência Viva do Algarve. Ocorrerão, igualmente, visitas nocturnas guiadas aos Monumentos.

Quem desejar mais informações sobre estas iniciativas deverá contactar a Divisão de Educação, Cultura, Turismo e Património (DCTP), através do telefone 282 440 800, do Fax 282 440 856 ou do email geral@cmsilves.pt.



Programa:
Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Entradas gratuitas 09H00 - 17H30

Centro Histórico da Cidade de Silves
Visitas Guiadas 10H00

Poço Cisterna - Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Visitas: 10H00 - 12H00 e das 15H00 - 17H00

Conferência: "Cristãos e Mouros em Confronto: Portugal e Silves no Reinado de D. Sancho II",
Professor Doutor Hermenegildo Fernandes, Biblioteca Municipal 15H30

Percurso Astronomia e História:

Centro Histórico da Cidade de Silves e Castelo 21H00

Observações Astronómicas: Castelo de Silves
astrónoma Bárbara Monteiro 22H00


terça-feira, 10 de março de 2009

Matriz de Harris

Surgida da necessidade do aperfeiçoamento do registo de dados em escavações arqueológicas com milhares de unidades estratigráficas, a matriz de Harris objectivava a elaboração de um esquema perfeitamente legível, onde se colocasse em evidência as relações estratigráficas essenciais, mostrando assim a ordem de deposição/formação das mesmas ao longo do tempo, de uma forma organizada e sequencial.
Através de um rigoroso registo dos dados resultantes das escavações arqueológicas, em fichas de unidades estratigráficas, estas realidades são identificadas, numeradas e registadas aquando do seu reconhecimento.

São definidos os três princípios base de estratigrafia em arqueologia:

· Princípio da sobreposição da estratigrafia arqueológica;
· Princípio da horizontalidade;
· Princípio da continuidade.



Aliados a estes, a ideia de interface, a percepção da existência de estruturas positivas e negativas e a identificação de relações cronológicas entre as camadas, pretendia colocar em evidência o princípio da sucessão estratigráfica, segundo as leis da sobreposição - o lugar exacto de uma unidade estratigráfica numa matriz encontra-se entre a mais recente (mais alta) de todas as unidades que cobre e a mais antiga (mais baixa) de todas as unidades que a cobrem – sendo que, desde que mantenham contacto físico entre ambas, é redundante qualquer outro tipo de relação. Contudo, as matrizes podem ainda representar mais dois tipos de relações: a correlação, que se estabelece sempre que duas unidades estratigráficas tenham sido apenas uma; e a diferença, onde as unidades não apresentam uma conexão estratigráfica directa.

Assim, e através da numeração das realidades estratigráficas aquando do registo de campo (não sendo esta necessariamente sequencial), é possível representar graficamente todas as relações entre as unidades, através da elaboração da matriz - do mais antigo para o mais recente, de baixo para cima - de modo a compreende-las e a reconstituir o seu contexto original.

Por fim, e uma vez que a matriz em si não apresenta dados cronológicos, deve-se proceder ao faseamento da mesma.

Desde Janeiro de 2008, o "Principles of Archaeological Stratigraphy" encontra-se disponível on-line. Para fazer o download em PDF basta clicar aqui.


Bibliografia
*Harris, E. (1997) Principles of Archaeological Stratigraphy, Second edition, London: Academic Press Limited.


Vera Pereira
Mestrando em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve

Silves recebe Colóquio Internacional sobre os Moçárabes no Gharb Al-Andalus


O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, numa organização conjunta com o Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, promove o primeiro Colóquio Internacional subordinado ao tema “Os Moçárabes no Gharb Al-Andalus. Sinais de uma cultura”, no dia 14 de Março,no Auditório do Instituto Superior Jean Piaget, em Silves.

Os Moçárabes, realidade social e cultural que existiu entre os séculos VIII e XII, são uma área tradicionalmente pouco estudada em Portugal.

Com este primeiro encontro, o CELAS afirma pretender «fazer o ponto da situação sobre os conhecimentos actuais em Portugal e noutros países, delinear perspectivas de futuras investigações e promover a regularidade dos encontros com um leque cada vez mais alargado de especialistas».

Temas como “Existe una identidad mozárabe?”, “Novos elementos sobre a arte moçárabe em território português”, “Identidade e resistência. São Vicente e os Moçárabes de Lisboa”, “Os Moçárabes de Coimbra na frente de resistência à monarquia leonesa (séc.XI-XII)”, “Nos traços dos Moçárabes para uma investigação de hagiotoponímia no espaço português”, “Cronística Moçárabe (séculos VIII a XII)”, serão abordados pelos Professores e investigadores Maria de Jesus Viguera Molins, Paulo Almeida Fernandes, Pedro Picoito, Mário Campos de Gouveia, Isabel Alves Moreira, António Rei, vindos da Universidade Complutense de Madrid, da Nova de Lisboa e de outras instituições.

Após o debate, decorrerá o lançamento do nº 6 da revista «Xarajib», publicação do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, que apresenta nesta edição mais um importante conjunto de estudos, muitos deles inéditos, referentes à história, à cultura e ao património árabo-islâmicos e do Al-Andalus, da autoria de eméritos investigadores tanto portugueses como estrangeiros.

Este evento é apoiado pela Direcção Regional de Cultura do Algarve, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pela Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural de Silves, pela Gráfica Zambuja e pelo Instituto Superior Jean Piaget.

As inscrições podem ser efectuadas junto do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves: Apartado 57, 8300-999 Silves, pelo telemóvel 966345976, ou pelo e-mail silveslusoarabe@hotmail.com.


Barlavento On-line