sexta-feira, 22 de agosto de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Arqueologia ao Sul. Palestra Nelson Almeida - Os registos arqueofaunísticos do Baixo e Médio Vale do Tejo durante o processo de neolitização
Caros colegas,
O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Nelson Almeida, com o tema "Os registos arqueofaunísticos do Baixo e Médio Vale do Tejo durante o processo de neolitização: resultados preliminares de um projecto de investigação", que se realizará no próximo dia 8 de Maio pelas 17h30 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas)
RESUMO
Está em desenvolvimento um projecto de investigação que pretende, através da revisão de colecções arqueofaunísticas anteriormente observadas e do estudo de outras inéditas, enquadrar estes registos nas discussões sobre o processo de neolitização. Para tal, optou-se por tomar como área de estudo o Baixo e Médio Vale do Tejo e como âmbito crono-cultural os contextos do Neolítico antigo até ao Calcolítico inicial. Através de uma metodologia assente na análise zooarqueológica e tafonómica procura-se i) realizar considerações específicas ao nível dos contextos estudados e sua formação, e ii) elaborar uma tentativa de síntese actualizada dos registos arqueofaunísticos no Vale do Tejo.
Nesta comunicação são apresentados alguns dados preliminares focando contextos na Estremadura, Alto Ribatejo e Extremadura espanhola. Os sítios em análise representam distintos modelos de ocupação territorial, tanto em gruta (e.g., Gruta do Cadaval), como em ar livre (e.g., Espargueira/Serra das Éguas). Tendo como base indicadores tafonómicos é discutida a formação destes registos, salientando-se a relevante acumulação de vestígios de leporídeos nas ocupações em gruta. Diferenças de representatividade de espécies e padrões demográficos, entre outros, serão também apresentados e discutidos.
terça-feira, 25 de março de 2014
Arqueologia ao Sul. Palestra Karina Croucher - Living with the dead: Mortuary practices from the Neolithic Near East
Caros colegas,
O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Karina Croucher, com o tema "Living with the dead: Mortuary practices from the Neolithic Near East", que se realizará no dia 2 de Abril de 2014 pelas 17h30 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas).
Esta é uma palestra que conta com a colaboração da Associação Arqueológica do Algarve (http://www.arqueoalgarve.org/)
Abstract
This presentaion discusses mortuary evidence from the Neolithic of the Near East (Southwest Asia), a crucial period in the development of civilization, seeing the introduction of farming and the first settled towns. There were multiple ways of treating the dead, including fragmentation of the human body and the reuse of body parts, particularly the skull. Practices included the plastering of the skulls of the dead, where the faces of the deceased were recreated onto the skulls of the deceased using lime, mud and gypsum plasters. This paper discusses recent interpretations of this enigmatic phenomenon, including the connections between the living and the dead, and the tangible role of the dead in the lives of the living.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Biographies, Practices and Social Change: multiscalar research at the Late Neolithic-Early Bronze age collective burial of Bolores, Portugal
Caros colegas,
O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Katina Lillios, com o tema "Biographies, Practices and Social Change: multiscalar research at the Late Neolithic-Early Bronze age collective burial of Bolores, Portugal", que se realizará no dia 26 de Março de 2014 pelas 17h30 no Anfiteatro A do edifício do Complexo Pedagógico (Gambelas).
Abstract
In order to better articulate the lifeways and deathways of Late Neolithic peoples in the Iberian Peninsula and shed light on the nature of the social landscape during this time, interdisciplinary and collaborative excavations have been conducted since 2007 at the Late Neolithic-Early Bronze Age burial of Bolores, Portugal. In my talk, I discuss our analyses of the use of space in this small artificial cave, the biographies of the adults and children buried in it, and the interactions the living had with these dead over time. The methodological and interpretative frameworks used to analyze the site, which consist of bioarchaeological and archaeothanatological analyses combined with GIS, are also presented.
segunda-feira, 17 de março de 2014
"Os hipogeus de Aljezur: velhos dados e novas descobertas",
Caros colegas,
O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Elisabete Barradas, com o tema "Os hipogeus de Aljezur: velhos dados e novas descobertas", que se realizará no dia 28 de Março de 2014 pelas 16h00 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas).
Resumo
No último quartel do século XIX, foi identificado e escavado por Estácio da Veiga, junto à Igreja de N. Srª de Alva, em Aljezur, um monumento funerário coletivo, por ele designado como Estação-tumulus de Aljezur. Neste sepulcro surgiram restos osteológicos pertencentes a pelo menos 30 indivíduos e recolheu-se um espólio rico e diversificado, compatível com cronologias do Neolítico final / Calcolítico inicial, destacando-se um importante conjunto de placas de xisto, para além de outros artefactos usuais neste tipo de contextos funerários. O monumento, hoje muito provavelmente destruído, seria uma gruta artificial escavada na rocha, com uma planta irregular, sem paralelos no território português, formada por seis hemiciclos dispostos em planos escalonados, segundo as descrições e desenhos apresentadas pelo autor nas Antiguidades Monumentais do Algarve.
As escavações realizadas em 2011 e 2013 no Sítio da Barrada, no âmbito de um projeto de investigação plurianual dirigido por Silvina Silvério, Elisabete Barradas e Maria João Dias da Silva, permitiram descobrir dois hipogeus, relativamente próximos do local onde terá existido o referido sepulcro. O hipogeu I da Barrada, cuja escavação está quase concluída, encontrava-se selado pelo abatimento da cúpula e tem revelado um grande potencial científico. É constituído por uma antecâmara e uma câmara funerária com planta irregular, semelhante à do sepulcro escavado por Estácio da Veiga, e apresenta inumações humanas e espólio funerário associado, incluindo instrumentos de pedra polida, lâminas e geométricos de sílex, alguns elementos de adorno (bracelete em concha de Glycymeris sp., contas de pedras variadas), tendo-se conservado indícios relacionados com o ritual funerário, nomeadamente o uso de ocre. O hipogeu II, embora muito destruído, apresenta a mesma morfologia e espólio semelhante.
Pretende-se nesta comunicação, com base nas informações antigas e nos dados das escavações recentes, caracterizar os hipogeus de Aljezur e aprofundar algumas questões relacionadas com as práticas funerárias destas comunidades que depositaram aqui os seu mortos nos finais do 4º e inícios do 3º milénio a.C.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Caros,
O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia (NAP) irá, a partir deste mês, organizar reuniões mensais para debate de artigos científicos com impacto, publicados recentemente em revistas nacionais e internacionais de Arqueologia, Paleoecologia e Evolução Humana. As reuniões decorrerão de modo informal, pretendendo-se, sobretudo, fomentar o espírito crítico e uma maior integração de alunos, docentes e investigadores em Arqueologia da Universidade do Algarve.
A primeira reunião realizar-se-á no próximo dia 13 de Março pelas 15h na sala 0.20 da FCHS, e o artigo seleccionado é o seguinte (PDF em anexo):
Kintigh, K., Altschul, J., Beaudry, M., Drennan, R., Kinzig, A., Kohler, T., Limp, W., Maschner, H., Michener, W., Pauketat, T., Peregrine, P., Sabloff, J., Wilkinson, T., Wright, H., Zeder, M. 2014. Grand challenges for archaeology. American Antiquity 79 (1), 5-24.
O debate terá inicio com uma pequena introdução aos conteúdos do artigo por João Marreiros.
Estão desde já todos convidados a participar.
Os melhores cumprimentos
terça-feira, 16 de julho de 2013
Dia Aberto da Jazida Arqueológica Paleolítica de Vale Boi
Celebra-se de
novo, este ano, em colaboração do Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da
Universidade do Algarve e da Câmara Municipal de Vila do Bispo, o Dia Aberto da
Jazida Arqueológica Paleolítica de Vale Boi. No próximo dia 27, entre as 10 e
as 16:00 horas, o sítio arqueológico, localizado perto da EN125, a meio caminho
entre Lagos e Vila do Bispo, encontra-se aberto ao público. Aí todos os que
queiram terão oportunidade de ver em detalhe o trabalho de escavação
arqueológica, observar e mexer nos artefactos exumados com mais de 30 mil anos
e fazer, na primeira pessoa, todas as perguntas que tenham aos arqueólogos e
jovem estudantes a trabalhar em Vale Boi.
Neste âmbito,
serão ainda celebradas duas palestras sobre o tema, uma no dia 1 de Agosto
pelas 17:00 horas, em português, no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, e
outra no dia 2 de Agosto, pelas 15:00 horas, em inglês, na Fortaleza de Sagres.
O sítio
arqueológico foi descoberto em 1998 como resultado dos trabalhos de prospecção
nos vales fluviais da Costa Vicentina. Situada a leste da Ribeira de Vale Boi
(concelho de Vila do Bispo), em frente da pequena localidade com o mesmo nome,
a jazida paleolítica localiza-se a cerca de 2 km da atual linha de costa. Os
vestígios arqueológicos apresentam uma dispersão superior a 10 000m2,
ocupando toda a vertente, que é limitada a Este por um afloramento calcário com
10 metros de altura e a Oeste pelo aluvião da Ribeira.
Os trabalhos
arqueológicos tiveram início no ano de 2000 e têm-se pautado pela intervenção em
três áreas distintas da jazida, que revelaram uma longa sequência cronológica,
iniciada há mais de 30 mil anos com os mais antigos elementos da nossa espécie
em Portugal.
Para além de
inúmeros artefactos de caça e de actividades diárias, foram também exumados
milhares de ossos de animais caçados, incluindo veado, auroque, cavalo, javali
e coelho que terão servido para a alimentação desses caçadores-recoletores, bem
como leão, lobo, raposa e lince, provavelmente caçados devido às suas peles. O
marisqueio fazia também parte da vida diária desses primeiras comunidades
humanas no Algarve. Ainda de realçar, no sítio arqueológico de Vale Boi, a
presença de elementos de arte móvel, característica do período paleolítico na
Península Ibérica.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Caro(a) Colega,
Com o intuito de reunir informação sobre o uso e (re)conhecimento das potencialidades e importância dos Sistemas de Informação Geográfica em Arqueologia solicito a sua participação no preenchimento do inquérito online Os Sistemas de Informação Geográfica na Arqueologia Portuguesa.
O inquérito é dirigido à comunidade arqueológica em Portugal e demora menos de dois minutos a responder, sendo feito em regime de anonimato.
Encontra-se disponível para preenchimento no endereço :
Agradeço desde já a sua colaboração e divulgação pela comunidade arqueológica.
Com os melhores cumprimentos
Célia Gonçalves
Phd Student
Universidade do Algarve
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Campus de Gambelas, 8005-139 Faro
Portugal
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quaternary Science Reviews
terça-feira, 11 de setembro de 2012
La respuesta está en el valle
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| Varios arqueólogos trabajan en el yacimiento de Pinilla del Valle (Madrid) SANTI BURGOS |
El valle de Lozoya, en la sierra madrileña de Guadarrama, bien podría llamarse el valle de los neandertales, dice el paleontólogo Juan Luis Arsuaga. “Está protegido por dos cuerdas de montañas, rico en fauna, ecológicamente privilegiado e ideal para los neandertales, un buen cazadero para ellos”. No es una hipótesis: en los yacimientos de Pinilla del Valle, junto al pantano, se han encontrado ya nueve dientes de neandertal, restos de fogatas y miles de fósiles de animales, incluidos enormes uros (cada uno mide como dos toros), rinocerontes y gamos, entre otros.
Los neandertales son una especie humana conocida y desconocida a la vez. Conocida porque se han encontrado numerosos vestigios de su existencia en Europa hace entre 200.000 y 30.000 años. Desconocida por las muchas incógnitas que siguen emergiendo, incluida la primera: ¿por qué se extinguieron justo cuando hizo su aparición en el continente nuestra especie actual? Tampoco se sabe a ciencia cierta si eran capaces de hablar... ni si convivieron en el territorio compartido con el homo sapiens o las dos especies se ignoraron hasta que una, la nuestra, proliferó y la otra se perdió para siempre... Los científicos que se ocupan de los yacimientos de Pinilla del Valle pueden hacer aportaciones importantes para encontrar respuestas sobre la vida de los neandertales.
“En España hay una quincena de yacimientos de esa especie —en la Cordillera Cantábrica, Levante y Andalucía—, pero ninguno en la meseta, donde no hay formaciones de calizas y, por tanto, no hay cuevas adecuadas que pudieran preservar los vestigios humanos durante miles de años”, añade Arsuaga. Pero Pinilla del Valle es la excepción. “Aquí sí hay calizas. Era como una visera de piedra en la que los neandertales se cobijarían a preparar la caza, tallar herramientas, comer... no es que vivieran dentro, en el sentido de vivienda; ellos vagaban por el campo y esto sería más bien un campamento en el que refugiarse cuando lo necesitaban”.
“El yacimiento, con mucho potencial, se extiende unos 150 metros de distancia y ahora estamos trabajando en tres zonas: la cueva del Camino, el abrigo de Navalmaillo y la cueva Des-Cubierta, con tres rangos temporales distintos”, comenta Enrique Baquedano, director del Museo Arqueológico Regional, de la Comunidad de Madrid. Y recalca el peculiar nombre, con guion, jugando con la idea de la cueva descubierta y a la vez con su descripción física: un alero rocoso que se desplomó dejando la superficie destapada.
Allí mismo los neandertales debieron colocar una niña muerta, de dos años y medio o tres, en el suelo del refugio; encima pusieron dos lascas de piedra y un asta de uro y prendieron fuego. Baquedano explica que han encontrado unos dientes de aquella criatura, que ellos llaman la niña, aunque no tienen datos científicos para determinar el sexo, detalles sobre el asta y un trozo de carbón que ha aparecido hace solo unos días y que les facilitará una datación exacta. “Los enterramientos completos, con una estructura clara que permita reconstruir comportamientos, son muy raros en el mundo”, comenta el catedrático Arsuaga, codirector de las excavaciones de Atapuerca.
Junto a él, Baquedano muestra el punto donde han encontrado el carbón de aquella hoguera, tal vez ritual, que se podrá datar por la técnica del carbono 14. “Tenemos la convicción de que es una deposición intencionada del cuerpo de la niña; tal vez en los yacimientos de neandertales había más enterramientos y no se han reconocido como tales”, sugiere el director del museo. Lo cierto es que los neandertales cuidaban de alguna manera de sus muertos. Se han encontrado rastros en Francia e Israel.
En el valle madrileño, arqueólogos y paleontólogos se afanan a medida que pasan los días. Un total de 70 personas en tres yacimientos escarban los sedimentos con punzones y pinceles; se abren camino en la roca con taladradoras; lavan kilos y kilos de tierra extraída para que no se escape ni una minúscula pieza interesante... y se documenta cada centímetro excavado. Llevan ya una década haciendo este trabajo científico cada verano, “durante 40 días en dos turnos”, explica César Laplana, del museo regional.
Los nueve dientes de neandertal ya descubiertos tienen entre 60.000 y 90.000 años y varios han aparecido en lo que debieron ser madrigueras de hienas, que devorarían y triturarían los cuerpos. “Los dientes son el tejido orgánico más resistente, se conservan mejor que el resto del esqueleto y dan mucha información: dieta, enfermedades, paso o de niño a adulto...”, continúa Laplana.
“Los neandertales vivieron tanto en el periodo interglacial como en el glacial”, explica Arsuaga. Tras un periodo de glaciación en que media Europa sería como Groenlandia hoy, empezó, hace unos 130.000 años, el período interglacial, con un clima que llegó a ser más cálido que el actual, hasta hace 85.000 años, cuando comenzó la última glaciación, que terminó hace 11.500 años. En las excavaciones de Pinilla correspondientes al interglacial aparecen muchos restos de gamos, un cérvido muy mediterráneo; tortugas; puercoespines y osos pardos, en lugar de osos cavernarios, como en la época glacial.
En la cueva Des-Cubierta, Javier Somoza, estudiante de la Universidad de Salamanca, se acerca a Baquedano y le enseña una pieza envuelta en un papel blanco: es una herramienta que acaba de extraer. “Sí, me he emocionado mucho”, dice Somoza. Es una pieza de cuarzo rosado.
Se han encontrado ya miles de herramientas de piedra. “La mejor piedra para tallas es el sílex, pero en esta zona no hay. Así que tuvieron que apañarse. Adaptaron su técnica de talla —musteriense— a lo que tenían, que es cuarzo. Es peor, pero sirve y significa toda una adaptación tecnológica admirable”. ¿Y para cazar? “Lanzas de madera con punta endurecida al fuego”. “Aquí, en este valle de yacimientos tan ricos, podemos averiguar muchas cosas sobre los neandertales, su vida y su muerte, su medio, su clima, su tecnología, su economía... Solo es cuestión de tiempo”, concluye el arqueólogo.
Carne de caza y bellotas en el menú
Los neandertales eran soberbios cazadores que se atrevían con rinocerontes, uros, caballos.... “Eran carnívoros. Y tenemos que investigar el componente vegetal de su dieta”, sugiere Arsuaga, señalando que en Europa en el territorio de los neandertales solo hay frutos disponibles para comer a finales de verano y otoño. Por eso no hay apenas monos, excepto macacos, que son pequeños, precisan pocas calorías y comen hojas. “Los ecosistemas en Europa son estacionales porque el clima es estacional y, en período de glaciación la situación es aún más extrema. Los neandertales tuvieron que ser carnívoros”, añade el paleontólogo.
Los homínidos primitivos, como el resto de los primates, vivieron en África, en el bosque tropical y subtropical, cuyos ecosistemas proporcionan alimento constante todo el año, argumenta Arsuaga, quien concluye: “Hubo que aprender a cazar para salir del trópico y extenderse por Eurasia, por eso tardaron tanto los homínidos en lograr desligarse de los ecosistemas tropicales”.
Los neandertales, que son ya muy avanzados en comparación con los australopitecos africanos —que comían raíces, frutas o, en todo caso, carroña—, practicaban caza mayor. Pero para vivir de esas capturas hace falta dominar un salto tecnológico muy importante que es hacerse herramientas para cortar y preparar las presas. “Un uro o un rinoceronte no los puedes comer a mordiscos, con la piel tan gruesa que tienen; hace falta cortar y trocear las piezas. No solo eran unos expertos cazadores; también dominaban la fabricación de piedras de filo para desgarrar y raederas para el cuero y la madera”, apunta Enrique Baquedano. “En estos yacimientos de Pinilla del Valle hemos encontrado miles de herramientas de piedra”, añade.
Pero los neandertales comieron algún tipo de vegetales. Arsuaga explica que una investigadora ha descubierto que el sarro de los dientes conserva almidón vegetal y así ha podido identificar las plantas que comían los individuos prehistóricos. “Los neandertales de Bélgica, en la época glacial, según indican los fósiles, comían raíces de junco, y los de Irak, dátiles. Estoy convencido de que los nuestros comían bellotas”, comenta.
Quaternary International
Volume 274, Pages 1-272
1 October 2012
Temporal and spatial corridors of Homo sapiens sapiens population dynamics during the Late Pleistocene and Early Holocene
Edited by Jürgen Richter, Martin Melles and Frank Schäbitz
Volume 275, Pages 1-136,
10 October 2012
Site Formation and Postdepositional Processes In Archaeology (International Workshop, Barcelona, 2–4 June 2010)
Edited by Rosa Maria Albert, Miguel Ángel Cau and Dan Cabanes
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