quinta-feira, 25 de novembro de 2010

No túmulo de Thyco Brahe há mais oito pessoas

Inesperadamente, a abertura do túmulo do astrónomo dinamarquês Thyco Brahe, esta segunda-feira, trouxe a revelação de que ao seu lado estão sepultadas mais oito pessoas. A equipa de cientistas ia à procura de esclarecer um mistério com mais de 400 anos – as causas da morte do astrónomo, que pode ter sido envenenado com mercúrio – e acabou por se deparar com esta surpresa.


Os investigadores esperam agora saber mais sobre a vida...e morte de Tycho Brahe
(Petr Josek/Reuters)


Uma das pessoas deverá ser a mulher de Thyco (1546-1601), Cristina, que foi sepultada três anos depois da morte do astrónomo, na Igreja de Nossa Senhora de Týn, em Praga (República Checa).

Mesmo assim, a equipa, liderada pelo arqueólogo dinamarquês Jens Vellev, da Universidade de Aarhus, não tem a certeza de que seja Cristina Brahe. Os ossos não estão completos, o que torna difícil a sua identificação, relatou um dos elementos da equipa, o antropólogo Petr Veleminsky, do Museu Nacional Checo, citado pelo jornal “El Mundo”. “Destes oito indivíduos, cinco são crianças. Foi bastante inesperado.”

Não há registos escritos sobre os outros mortos, que terão sido sepultados naquele local antes do astrónomo dinamarquês.

Mas a identidade dos ossos de Thyco, que nasceu na nobreza, foi confirmada. “Trata-se de um homem de idade avançada, que tem algumas mudanças no nariz. Poderão corresponder à lesão que Brahe sofreu quando tinha 20 ou 22 anos”, disse Veleminsky.

Thyco ficou desfigurado num duelo e, desde então, usou uma prótese de metal no nariz. Há quem diga que era de ouro e prata, outros que era de cobre, um facto que poderá agora ficar esclarecido.

A tomografia axial computorizada (TAC), que permitiu ter imagens tridimensionais dos ossos, também confirmou tratar-se de um homem do Norte da Europa, referiu Jens Vellev. Com estes dados, a equipa tenciona fazer uma reconstituição da cara do famoso astrónomo do século XVI, que passou 40 anos da sua vida a recolher observações das estrelas e dos planetas, ainda antes de o telescópio ter sido apontado aos céus.

Junto aos restos mortais do astrónomo, depositados numa urna de zinco, em 1901, quando se completaram 300 anos da sua morte, encontrou-se uma bota, uma meia e uma capa.

Foram também recolhidas amostras de cabelo e da barba e bigode, para detectar a presença de níveis elevados de mercúrio. Há cerca de 20 anos, análises aos fios de bigode de Thyco (que tinham sido retirados em 1901, quando se abriu o túmulo pela primeira vez) revelaram a existência de mercúrio em concentrações 100 vezes superiores ao normal.

Não tardaria muito a surgir a tese de que Thyco pode ter sido assassinado, e um suspeito começou a andar na berlinda – o astrónomo alemão Kepler, que foi seu assistente nos últimos 18 meses de vida. A relação de ambos era tensa. Diz-se que Kepler queria apoderar-se das observações de Thyco, que vieram a permitir aos astrónomo alemão elaborar as famosas três leis sobre o movimento dos planetas.

No entanto, mesmo que as novas análises corroborem a ingestão de dose elevadas de mercúrio, Thyco pode simplesmente ter sido intoxicado de forma acidental, uma vez que também era alquimista. Ou ter tomado o mercúrio como um fármaco, que nessa época era utilizado no tratamento de uma série de patologias.

Através das análises aos cabelos e à barba, os cientistas querem traçar os últimos meses de vida de Thyco. E, com o estudo dos ossos, pretendem descortinar um pouco mais da sua vida e das marcas que deixou no esqueleto. Aguardam-se os próximos capítulos.

Renasceu a Lisboa antes do terramoto

Uma nova recriação virtual mostra como era Lisboa antes do sismo de 1755. Ruas e edifícios que ruíram, como a Casa da Ópera ou a Rua Nova dos Ferros, ergueram-se agora da destruição. A viagem a essa Lisboa antiga pode fazer-se a partir de hoje no Museu da Cidade.


Maqueta de Lisboa antes do terramoto de 1755
(Foto: DR)


Recuemos até 31 de Outubro de 1755, véspera do sismo que arrasou Lisboa. Deambulemos pelo emaranhado de ruas sujas e nauseabundas, de traça medieval, e depois continuemos a pé até à beira do Tejo. Entre o labirinto de casas e ruelas desordenadas, abre-se o Terreiro do Paço, praça ampla com uma fonte no meio: de um dos lados, sobressai o torreão do Paço da Ribeira, onde vivem o rei e a corte. Não muito longe, encontramos a Igreja da Patriarcal, a recém-construída Ópera do Tejo ou a Ribeira das Naus, onde ficam estaleiros de construção naval.

No dia seguinte, 1 de Novembro, pelas nove e meia da manhã, a crosta terrestre rompeu-se no mar, ao largo de Portugal, e a terra tremeu com uma tal violência que grande parte da cidade ficou reduzida a escombros. Com magnitude de 8,5 graus, um dos maiores sismos de que há memória, o terramoto de 1755 é considerado a primeira grande catástrofe natural da história.

Uma hora e meia depois chegou o tsunami, gerado pela deformação no fundo do mar quando se deu o sismo, e inundou a zona ribeirinha da capital. Por último, os incêndios. Os fogões no casario denso, sempre acesos, atearam fogos que cobriram Lisboa de negro.

Terão morrido dez mil pessoas, nas estimativas recentes, entre as 200 mil que habitavam a cidade. Umas terão ficado debaixo dos escombros. Aquelas que fugiram para as margens do Tejo, sobretudo o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, foram apanhadas pela onda, que chegou com cinco metros de altura e avançou 250 metros terra adentro.

Foi em cima destas ruínas que renasceu uma Lisboa de ruas largas e geométricas na Baixa, tal como conhecemos agora. A cidade erguida da catástrofe - cujos trabalhos de reconstrução foram dirigidos por Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal - sepultava assim muitos vestígios da antiga, descrita nos textos da época como caótica, cujas ruas e becos não obedeciam a qualquer plano prévio. Descreviam-na ainda como nojenta (as bacias com dejectos eram despejadas no Tejo) e contava-se queestava sempre a ser fustigada por incêndios.

Documentos, gravuras, litografias ou mapas perpetuaram a memória da cidade desaparecida, que foi sendo resgatada em projectos de investigação. Há cinco anos, na passagem dos 250 anos do terramoto, o Museu da Cidade quis ir mais longe e iniciou a recriação virtual a três dimensões da cidade pré-pombalina. Hoje, às 19h, faz-se a apresentação pública dessa reconstituição, com o presidente da câmara, António Costa, e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Em quiosques multimédia, os visitantes podem agora reencontrar a Lisboa à beira do terramoto e cruzar-se com edifícios e algumas das zonas mais marcantes da cidade. Quem quiser pode visualizar as reconstituições rodando-as 360 graus. Ou ainda ver vídeos que reconstituem percursos - por exemplo, uma vista panorâmica da cidade, a frente ribeirinha,ou a Rua Nova dos Ferros...

City and Spectacle: A Vision of Pre-Earthquake Lisbon from Lisbon Pre 1755 Earthquake on Vimeo.


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Povoado romano encontrado na periferia de Londres

Aldeia teria sido importante ponto de passagem entre Silchester e a antiga Londinium
in CiênciaHoje 2010-11-18

Em 2008, uma equipa de arqueólogos do Museu de Londres que realizava sondagens no espaço a ser ocupado por um hotel de luxo (em Syon Park, oeste de Londres) descobriu vestígios romanos século I d.C. Depois de dois anos de escavações, as descobertas são agora apresentadas ao grande público. Os vestígios incluem uma estrada, um povoado, locais de enterro e numerosos objectos.


Os esqueletos encontrados estão enterrados de uma forma pouco comum


A arqueóloga Jo Lyon, do Museu de Londres, afirma que foi “uma sorte encontrar tanto material perto da superfície. Este diz muito sobre como as pessoas daquele local viviam, trabalhavam e morriam”. Esta aldeia agrícola na periferia de Londinium (que deu origem a Londres actual) fazia parte de um importante caminho que ligava Londres a Silchester. Teria servido para fornecer bens àquela cidade e dar abrigo aos viajantes.

A descoberta ajuda a construir um retrato da paisagem romana e mostra como a agitada metrópole comunicava com o resto da Roma britânica. No sítio foram recuperados milhares de artefactos, incluindo duas braceletes de xisto, centenas de moedas, uma faca, louça romana e uma bracelete de ouro, esta do Bronze Final, anterior à ocupação romana.

Foram encontrados também esqueletos humanos que poderão ser de habitantes da povoação. Os arqueólogos admitem que a colocação destes esqueletos em valas e de lado é particularmente curioso, pois muito pouco comum.

O Duque de Northumberland, cuja família tem o seu Palácio em Syon Park há mais de 400 anos, já se pronunciou sobre o achado: “Syon Park tem uma história rica e notável. Os achados romanos são um complemento incrível para este legado e dão ênfase a este local como um marco importante na história britânica. Estamos satisfeitos que a construção do novo hotel tenha revelado esses importantes artefactos que, sem dúvida, podem gerar muito interesse nos hóspedes e nos visitantes do parque”.

Estudo revela que alguns islandeses descendem de ameríndia pré-colombiana

Análises de DNA provam que houve cruzamento entre vikings e índios americamos por volta do ano 1000
in CiênciaHoje 2010-11-17



Os vikings estiveram na América por volta do ano 1000
Os vikings estiveram na América por volta do ano 1000

Através de dados arqueológicos e da tradição literária existente, já se sabia que os vikings tinham estado na América antes do descobridor oficial – Cristóvão Colombo – lá ter chegado. Agora, uma investigação genética vem comprovar essa presença, indicando que houve de facto contacto entre as populações. Mais, uma mulher ameríndia terá sido levada para a Islândia e dela descendem algumas das famílias ainda existentes.

Para chegar a esta conclusão a equipa de investigadores analisou o DNA de quatro famílias islandesas – 80 pessoas – nas quais tinha identificou uma linhagem ameríndia. Apercebeu-se, assim, que o contacto pré-colombiano terá acontecido cinco séculos antes da chegada de Colombo. O artigo está publicado na revista «Journal of Physical Anthropology».
Sabia-se que os genes dos actuais islandeses procediam dos países escandinavos, da Escócia e da Irlanda, mas não se conhecia esta outra origem distante, explica o Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol, ao qual pertence um dos grupos de investigação.

O povoado viking L'Anse aux Meadows, na ilha de Terra Nova (Canadá), descoberto em 1960 por Helge Ingstad e Anne Stine Ingstad, e textos medievais como «A Saga de Erik, o Vermelho», escrita em 1260 apontavam já que estes povos tinham alcançado a América no século X.

Os dados de DNA vêm acrescentar que os genes das populações se cruzaram. A linhagem encontrada nas quatro famílias (C1e) é mitocondrial, uma organela da célula externa ao núcleo e implicado nos processos de produção de energia, que é herdado exclusivamente da mãe.

Os vikings terão levado uma mulher ameríndia para a Islândia por volta do ano 1000, que cruzou os seus genes com os da população local. Esta é uma hipótese plausível, acredita Carles Lalueza-Fox, investigador do Instituto de Biologia Evolutiva (CSIC - Universidade Pompeu Fabra, Barcelona), pois a ilha ficou bastante tempo isolada a partir dessa época.

A investigação foi realizada em colaboração com a Universidade da Islândia e a empresa farmacêutica Decode Genetics, ambas de Reiquiavique.

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, o IICT participa na Semana da Ciência 2010, que se irá realizar entre os dias 22 e 28 de Novembro.

As actividades do IICT começam no dia 23, com uma visita guiada à colecção de Zoologia do IICT, com discussão sobre o material em colecção, métodos de museologia aplicados, efectivação dos trabalhos e resultados práticos (publicações, colaborações, etc.), sob a orientação do Professor Luís Mendes. No dia 26, a investigadora Isabel Moura fará uma visita guiada ao Jardim Botânico Tropical, onde os visitantes poderão apreciar as plantas de origem tropical e subtropical, com indicação de algumas espécies que se encontram ameaçadas de extinção, e ainda conhecer o laboratório de cultura de tecidos do JBT. Para fechar a semana, no Sábado dia 27, a equipa de Arqueologia irá realizar 2 actividades no JBT - "Arqueologia ao Sábado". No Atelier “O que é a Arqueologia?”, indicado para crianças dos 6 aos 14 anos, será feito um circuito de actividades simples relacionadas com o método de trabalho de um arqueólogo no campo e no gabinete, nomeadamente escavação e desenho arqueológico. No Atelier de Talhe será feita uma demonstração, ao vivo, de talhe de instrumentos líticos, por um especialista, o Doutor Francisco Almeida, observando como o Homem do Paleolítico os executaria.

As actividades são abertas ao público, e as inscrições devem ser feitas por telefone ( 21 361 63 43 21 361 63 43) ou email. Agradecemos a divulgação pelos vossos contactos.

Os segredos do subsolo no Concelho do Fundão – seis anos de escavações arqueológicas (2003-2009)

No próximo dia 4 de Dezembro, realiza-se no Fundão o colóquio Os segredos do subsolo no Concelho do Fundão – seis anos de escavações arqueológicas (2003-2009).
Neste encontro estarão reunidos os arqueólogos que têm efectuado trabalhos de escavação no Concelho do Fundão, para uma apresentação dos resultados dessas mesmas investigações.
As conferências iniciam-se às 10h00 no Museu d’Imprensa (Casino Fundanense) e a entrada é livre.

domingo, 21 de novembro de 2010

A Ciência à Procura do Passado - O Laboratório de Arqueociências


Nesta emissão dos Encontros com o Património visitamos o Laboratório de Arqueociências , em Lisboa, onde diversos investigadores, nacionais e estrangeiros, desenvolvem programas de pesquisa, em antigos territórios humanos, e na paisagem portuguesa. São nossos anfitriões David Gonçalves, Ana Cristina Araújo, Randi Danielsen, Marina de Araújo Igreja, Simon Davis e Sónia Marques Gabriel.

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1703986

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

NAP no V Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular

No âmbito do V Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, em Almodôvar, estiverem presentes vários investigadores de várias nacionalidades, bem como algumas participações de membros do NAP.

Este V Encontro pretende juntar arqueólogos com trabalhos e projectos numa vasta zona ibérica, para apresentar e discutir a evolução e resultados da sua investigação. Os trabalhos decorrerão ao longo de três dias, agrupando as comunicações em grandes períodos cronológicos, com uma conferência inicial por um orador convidado.

Leandro Infantini, Carolina Mendonça - "As linhas de costa e a tecnologia lítica durante o tardiglaciar do Algarve"



Vera Pereira - "Alcarias de Odeleite sob perspectiva zooarqueológica"


Explosive archaeology - Safe demolition in karstic environments

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Oldest tool-use claim challenged

By Jonathan Amos
Science correspondent, BBC News

The idea that human ancestors were using stone tools about 3.4 million years ago has been challenged by a Spanish-led team of researchers. The original claim was based on what were purported to be butchery marks on animal bones found in Ethiopia. It pushed back the earliest known tool-use and meat-eating in our ancestors by some 800,000 years. But Manuel Dominguez-Rodrigo and his team tell PNAS journal that the marks are more likely to be animal scratches. "A mark made with a stone tool could be morphologically similar to a mark that is accidentally made by an animal trampling on a bone, if the bone is lying on an abrasive [surface]," said Dr Dominguez-Rodrigo from the Complutense University of Madrid. "We can match mark-by-mark every single mark on the fossils with marks that we obtain using trampling criteria," he told BBC News. The group behind the original claim has robustly defended its position.

Lucy's diet?
"Needless to say we don't agree with their interpretation," said Shannon McPherron from the Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, Leipzig, Germany. "But this is science; debate is good - we welcome it." The earliest indisputable evidence for early-human tool use comes from two locations in Ethiopia separated by about 100km, in the nearby Gona and Bouri areas of the country. These date to about 2.6 million years ago. Dr McPherron and colleagues first presented their fossil bone evidence in August. It comprised the rib of a cow-sized animal and the thigh bone of a goat-sized antelope discovered in the Dikika region. The specimens were said to have the sort of damage stone tools would produce if ancestral humans had tried cleave the meat from the bones and get inside them to extract the marrow. The fossils were dated to about 3.4 million years ago, putting them in the time frame of the famous hominin Australopithecus afarensis, better known as "Lucy". But Dr Dominguez-Rodrigo's team is now contesting this view. The researchers compared the other group's findings with previous studies that have detailed the natural processes - such as animals stepping on objects - capable of leaving marks on fossil surfaces. According to the Spanish team, most of the purported tool marks on the Dikika bones can be put down to trampling and geological abrasion.

'The totality'
The evidence from the two bones is not sufficient to overturn the consensus timeline of human behavioural evolution, the scientists say. The Dikika region of Ethiopia: The hunt goes on for the origin of humans. "This might seem like an obscure debate but if [McPherron and colleagues] are correct, the implications are huge," argued Dr Dominguez-Rodrigo. "In the future, we may find traces of hominins eating meat and using stone tools long before we already know. But if they are right that means these features appear long before creatures had the brain to actually do this, from the interpretation we have from the last 40 years. So it's a big statement that has to have a special kind of evidence." At the time of its publication in the journal Nature, the McPherron team tried to head off criticism that the marks were inflicted by animals. In its view, the stone-tool origin of the damage was "unambiguous". Dr McPherron said he was disappointed that the Spanish team had not examined the bones directly - only pictures of them. "There are quite a few marks on these bones and on a few of them they think that the pattern that you see falls within the range you see for trampling," he said. "But the point is to explain the totality of the marks on these bones, and the totality fits very well within the pattern for cut-marked, or stone-tool-modified, bones," he told BBC News.

Quantitative Archaeology Wiki

Welcome. This wiki is dedicated to the development of free documentation about quantitative methods in archaeology, using free/open source software. This means that:

  1. you can contribute and improve the existing documentation, even with small pieces
  2. you should contribute documentation about free and open source software (but general documentation about algorithms and statistical methods is also good)
  3. anyone will be able to read, edit and possibly improve your contributions

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Ciclo de Conferências ARQUEOLOGIA AO SUL

No âmbito das iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia (NAP) da Universidade do Algarve, é com grande prazer que informamos que se iniciará, já no próximo dia 25 de Novembro, o ciclo de conferências Arqueologia ao Sul.
Pretendendo ser um projecto a longo prazo e sem periodicidade definida, os principais objectivos do Arqueologia ao Sul são, por um lado, a apresentação de temas actuais nas áreas da Arqueologia e Paleoecologia Humana e, por outro, a criação de um espaço, aberto a todos os interessados, onde se possam debater as ideias e temáticas apresentadas pelo orador convidado.
A inauguração do ciclo fica a cargo de Francisco Almeida com uma conferência dedicada aos “Novos desafios ao estudo da transição Gravetense-Solutrense em Portugal” que terá lugar dia 25 de Novembro pelas 17h30, na sala 2.35 do edifício da FCHS da UAlg (Campus de Gambelas).



Nota biográfica
Francisco Almeida, arqueólogo de profissão, licenciou-se em História – variante Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1992. O gozo pela Pré-História antiga, desde cedo, o faz rumar aos Estados Unidos da América para frequentar o programa de pós-graduação em Arqueologia na Southern Methodist University (Dallas, Texas). Nesta universidade completa o Mestrado em 1996, seguido do Doutoramento em 2000, com a dissertação: O Gravetense terminal da Estremadura Portuguesa, variabilidade tecnológica das indústrias líticas (Almeida, 2000). Regressa a Portugal para trabalhar como investigador no ex-IPA, actual IGESPAR., coordenando, desde então, os trabalhos arqueológicos no Abrigo do Lagar Velho, Leira. Actualmente é investigador de Pós-Doutoramento na Faculdade das Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Dissertação de Doutoramento
ALMEIDA, F. (2000) - The Terminal Gravettian of Portuguese Estremadura. Technological variability of the lithic industries. Unpublished PhD Dissertation. Southern Methodist University, Dallas, Texas, EUA.

Síntese bibliográfica
ALMEIDA, F. (1998) - O Método das Remontagens Líticas: Enquadramento Teórico e Aplicações. In Trabalhos de Arqueologia da EAM, 3, Lisboa, Colibri, pp.1-40.

ALMEIDA, F. (2001) - Cores, tools, or both? Methodological contribution for the study of carinated lithic elements: the Portuguese case. In HAYS, M.; THACKER, P. (eds.) Questioning the Answers: Resolving Fundamental Problems of the Early Upper Paleolithic. Oxford: Archaeopress (British Archaeological Reports International Series; 1005), pp. 91-97.

ALMEIDA, F. (2002) – O Paleolítico. In FONTES, J.L. (Coord.) A dos Cunhados – Itinerários de Memória, Pró-Memória, A dos Cunhados, pp. 49-54.

ALMEIDA, F.; ARAÚJO, A.C.; AUBRY, T. (2003) Paleotecnologia lítica: dos objectos aos comportamentos. In MATEUS, J.E.; MORENO, M. (ed.) Paleoecologia humana e Arqueociências. Um programa multidisciplinar para a Arqueologia sob a tutela da Cultura. Trabalhos de Arqueologia, nº 29, Lisboa, IPA, pp. 299-349.

ALMEIDA, F. (2007) Refitting at Lapa do Anecrial: Studying Technology and Micro Scale Spatial Patterning through Lithic Reconstructions. In SCHURMANS, U. & DE BIE, M. (ed.) Fitting Rocks: Lithic Refitting Examined, BAR International Series 1596, pp. 55-74..

ALMEIDA, F. (2008) Big Puzzles, Short Stories: advantages of refitting for micro-scale spatial analysis of lithic scatters from Gravettian occupations in Portuguese Estremadura. In AUBRY, T.; ALMEIDA, F.; ARAÚJO, A.C.; TIFFAGOM, M. (eds.) Proceedings of the XV World Congress UISPP (Lisbon, 4-9 September 2006) 21 Space and Time: Which Diachronies, which Synchronies, which Scales? / Typology vs Technology. BAR S1831, pp. 69-79.