http://eja.sagepub.com/ - European Journal of Archaeology
http://jsa.sagepub.com/ - Journal of social archaeology
http://ant.sagepub.com/ - Anthropological theory
http://coa.sagepub.com/ - Critique of Anthropology
As Jornadas Europeias do Património, sob o mote VI(r)Ver o Património, decorrem a partir de hoje e até domingo, em diversos pontos do Algarve. O objectivo é promover o acesso aos monumentos e sítios.
As pessoas são convidadas a descobrir as heranças culturais, reforçar o sentimento de identidade e de afirmação do património comum, cuja riqueza reside na sua diversidade. E há iniciativas para todos os gostos...
Faro
- Inauguração da exposição «Figuras de Convite», de Júlio Pomar, com a presença do artista, na Casa Rural, nas Ruínas Romanas de Milreu, em Estoi, dia 25, às 18 horas. (Drcalg, Galeria Ratton e Junta de Freguesia)
Lagos
- Concerto pelo Grupo Coral de Lagos, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, dia 25, às 21h30.
- «Museu em Família», destinado a famílias com crianças entre os 6 e os 10 anos, no Museu Municipal Dr. José Formosinho, dia 26, das 15h00 às 17h00, e no dia 27, das 10h00 às 12h00, com inscrição prévia.
- Workshop de Danças Europeias com baile, no Forte Ponta da Bandeira, dia 26, às 21h30.
Loulé
- Batida Fotográfica pelo Património de Loulé, dia 26, das 10h00 às 16h00, aberta a fotógrafos amadores. (Câmara Municipal)
Portimão
- Visitas acompanhadas aos monumentos megalíticos de Alcalar, na Mexilhoeira Grande, pelo arqueólogo Rui Parreira, dia 27, entre as 10h00 e as 16h30.
- Inauguração das exposições «As Carrinhas de Portimão» e «A Arte do Cerco», dia 26, às 18h00, no Museu de Portimão.
Silves
- «Música à volta do poço», pelo Quarteto Pedro Frias Band, no Museu Municipal de Arqueologia, dia 26, às 21h30.
- Visitas guiadas ao poço-cisterna, no Museu de Arqueologia, no dia 27, às 10h00, 12h00, 14h30, 16h30.
Vila do Bispo
- Peça de teatro com ateliê lúdico e educativo «De Ulisses... Nunca digas tolices – o regresso a Ítaca», pela VATe (Vamos Apanhar o Teatro), no parque de estacionamento da Fortaleza de Sagres, dia 25 de manhã e à tarde. (organizado por Drcalg e ACTA)
- Lançamento de oito postais ilustrados com selos personalizados e possibilidade de efectuar «Postais Máximos», no Centro de Acolhimento da Igreja de Guadalupe, Raposeira, dia 26, às 11 horas;
Lançamento do Concurso Literário 2009/2010 «O Infante D. Henrique no Algarve», através do envio postal do regulamento para as escolas secundárias do Algarve, dia 26, às 13 horas. (Núcleo de Filatelia de Faro com apoio da Drcalg e Drealg)
- Observação astronómica nocturna, na Fortaleza de Sagres, dia 26, entre as 21h30 e as 23h00. Iniciativa sujeita a inscrição prévia. (Drcalg, Ano Internacional da Astronomia e Centro de Ciência Viva do Algarve)
Vila Real de Santo António
- Visita acompanhada a Cacela Velha e à exposição «Cerâmicas islâmicas de Cacela Velha», dia 25, às 10h00. Ponto de encontro no largo principal, junto à cisterna.
A exposição fica patente no Antigo Cemitério até ao final de Outubro e pode ser visitada todos os dias, entre as 10h00 e as 15h00.
- Serão de partilha de contos antigos «Estórinhas algarvias», orientado por António Fontinha, no Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, no dia 25, às 21h30. (Câmara Municipal e Centro de Investigação)
Iniciativa comum em Portimão, Faro e Vila do Bispo
- Espectáculo de música e poesia «Lendas do País do Sul», dia 25, às 16 horas, na Ermida da Nossa Senhora de Guadalupe, na Raposeira (Vila do Bispo), dia 26, às 16 horas, no Centro Interpretativo da Ruínas Romanas de Milreu (Estoi), em Faro, e no dia 27, às 11 horas, nos monumentos megalíticos de Alcalar, (Portimão).
O mesmo espectáculo alusivo aos Descobrimentos tem lugar no Auditório da Fortaleza de Sagres, dia 27, às 16 horas. (Drcalg e Associação Cultural Bons Ofícios)
Nota: A entrada nos monumentos, sítios arqueológicos e museus é gratuita, durante as Jornadas Europeias
En estos últimos años se ha generado un desarrollo importante en distintos campos de la investigación sobre el Paleolítico superior de la Península Ibérica. Se han descubierto nuevos yacimientos; han aflorado nuevos territorios desconocidos en cuanto al potencial de recursos; se han desarrollado aproximaciones innovadoras en lo que se refiere al estudio de los materiales del registro arqueológico y al entorno de los yacimientos…
Por esto hemos creido oportuno desde el SERP de la Universitat de Barcelona organizar unas jornadas que sirvan de plataforma para la presentación de estas novedades. Queremos que el coloquio actue de foro de encuentro, de diálogo y de intercambio abierto a los investigadores.
Queremos también que estas jornadas sean una plataforma generadora de reflexiones colectivas acerca de distintos aspectos del conocimiento sobre el Paleolítico superior peninsular.
Las Jornadas tendrán lugar del 27 al 29 de enero de 2010 en la Facultat de Geografia i Història de la Universitat de Barcelona.
O evento assume este ano o seu formato regular, objectivando-se a apresentação de comunicações e posters resultantes de trabalhos (de campo ou estudos de materiais) ocorridos na região do Algarve, no biénio de 2008/2009.
Os temas em destaque nos vários painéis que terão lugar durante os três dias do encontro são os seguintes: “Pré-História do Algarve”, “Proto-História do Algarve”, “O Algarve na Época Romana”, “A permanência islâmica no Algarve”, “As Necrópoles do Algarve da Pré-História à Actualidade” e “O Algarve moderno e contemporâneo”. Haverá, também, uma mesa redonda, que abordará “A Arqueologia e as outras ciências. Contributo das arqueociências para a interpretação do Património Arqueológico Algarvio”.
Para mais informações deverão contactar o Gabinete de Arqueologia, Conservação e Restauro, através do email maria.gonçalves@cm-silves.pt ou do telefone 282 444 100.
BIOANTROPOLOGIA:
"A Bioantropologia define-se como a disciplina que estuda a origem, evolução e diversidade da espécie humana. Na sua vertente que se debruça sobre o passado, a disciplina baseia-se em vários indícios para elaborar a história do nosso passado, desde o esqueleto ao ADN (ácido desoxirribonucleico), passando pelas assinaturas químicas detentoras de informação sobre modos de vida (oligoelementos e isótopos estáveis). Contudo, o instrumento básico de trabalho em Paleoantropologia é o esqueleto humano, já que é dele que se extraem todas estas informações, macro- ou microscópicas".
GEOARQUEOLOGIA:
"A Área de Geoarqueologia pretende disponibilizar à comunidade científica portuguesa a utilização dos instrumentos das ciências da Terra no quadro da investigação arqueológica, numa perspectiva integrada e multidisciplinar.
A aproximação geoarqueológica tem como finalidade última a compreensão das inter-relações entre o ambiente físico e as comunidades humanas do passado, através do estudo das modificações do território, da utilização dos recursos naturais, do impacte antrópico, dos processos de formação e de conservação dos sítios arqueológicos, etc".
PALEOBOTÂNICA:
"Os territórios antigos revelam-se através do estudo dos depósitos micro-estratificados dos pântanos e lagoas e dos sedimentos e estruturas arqueológicas.
Nesta investigação utiliza-se a análise polínica, que estuda ao microscópio as associações de grãos de pólen, esporos, e outras micro-estruturas de origem biológica, preservadas através dos tempos em condições particulares. São micro-partículas produzidas aos biliões, que o vento transporta a todo o lado, e que desta forma reflectem vastas regiões, em tornos dos sítios estudados".
PALEOTECNOLOGIA LÍTICA:
"A perspectiva tecnológica aplicada ao estudo das indústrias líticas é um campo autónomo de investigação, que visa reconstituir não só os processos e as modalidades de fabrico do equipamento de caça e de uso doméstico das comunidades humanas do Passado, mas também o artesão, o indivíduo que opera na matéria através do gesto, que a transforma segundo determinados esquemas mentais e a sua própria tradição enquanto membro de um grupo, de uma cultura, com um Tempo e um Espaço próprios."
ZOOARQUEOLOGIA:
"A Zoo-Arqueologia estuda os restos faunísticos encontrados nos sítios arqueológicos. Permite-nos ampliar a compreensão do passado, trazendo respostas a questões quer de carácter ambiental ou económico, quer relativas aos próprios animais e ao conhecimento dos factores que foram responsáveis pela sua incorporação e conservação naqueles contextos".
Bibliografia:
MATEUS, José Eduardo e MORENO-GARCÍA, Marta (2003)
Paleoecologia Humana e Arqueociências: um Programa Multidisciplinar para a Arqueologia sob a Tutela da Cultura. Trabalhos de Arqueologia 29. IPA: Lisboa.
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Espaço onde se podem ver vestigíos com 1500 anos de intervalo
Foto de Raquel Esperança
Preservação assegurada
O complexo arqueológico começou a ser explorado em 1997, um ano depois de se ter percebido a extensão da sua riqueza pré-histórica, após se terem cancelado os trabalhos para se plantar uma nova vinha na Herdade do Esporão, pertencente a José Roquette. Dois terços do complexo estão localizados nesta herdade e são classificados como "reserva arqueológica". O restante espaço encontra-se situado noutros terrenos, mas está sob várias condicionantes, o que dá garantias em relação à preservação do recinto. Além disso, o complexo dos Perdigões tem vantagens de exploração porque não está sob outras construções, como acontece a outros antigos povoados, que mesmo tendo uma maior dimensão do que este não podem ser explorados na sua totalidade.
Já a rede de rega do Alqueva tem feito aparecer zonas com grande interesse arqueológico no Alentejo, que têm conduzido à ideia de que as chamadas "sociedades pré-históricas" são, afinal, mais complexas do que o que se pensava anteriormente.
Miguel Lago, o director da Era-Arqueologia afirma, em relação ao estudo nos Perdigões, que o projecto é "de várias gerações", pois diz que, em poucos anos, não é possível desvendar o "enorme potencial" do recinto.
Essa demora no ritmo de investigação só é possível, segundo Miguel Lago, por ser um projecto privado. Financiado pela Era-Arqueologia, pelo Esporão e pela Sociedade Alentejana de Investimento e Promoção e ainda com o suporte logístico assegurado pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, esta pesquisa não sofre pressões de âmbito comercial, o que facilita a adopção dessa "dinâmica diferente". Os interessados na investigação são, normalmente, académicos da área que respeitam directrizes científicas e é com base nas suas análises que poderá ser conseguida uma maior credibilidade para o complexo, tornando possível a continuação da aposta nesse ritmo diferente.
Nesse sentido, o trabalho levado a cabo pelo Departamento de Pré-História da Universidade de Málaga, encabeçado por José Márquez Romero, deverá apresentar resultados definitivos da investigação feita num fosso a nordeste do recinto, no início do próximo ano. Para já, foram descobertos cornos de bovino e mandíbulas de porco na sua escavação, onde, ao longo dos anos, têm sido encontrados outros restos de fauna, segundo disse Miguel Lago. A equipa espanhola ambiciona descobrir se o enchimento desse fosso desde a sua abertura decorreu de forma natural e aleatória, ou se, de outra maneira, resultou de uma acção ritual dos povos que habitavam a área.
Estes artefactos agora conhecidos juntam-se assim, por exemplo, a uma mandíbula humana ou a figuras zoomórficas, como uma minúscula forma milenar de um coelho, presentes no museu arqueológico da herdade.
In: Público
13.08.2009 - 10h00
Diogo Cavaleiro
