quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Conferência: "Arqueologia em Moçambique: uma perspectiva histórica"

Ciclo de Conferências: Arqueologia ao Sul
"Arqueologia em Moçambique: uma perspectiva histórica"
Obrigada pela conferência, Omar e Mussa!




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Arqueologia ao Sul: Ciclo de Conferências "Arqueologia em Moçambique: uma perspectiva histórica" - Omar Madime e Mussa Raja


O Núcleo de Alunos de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve convida a assistir à palestra "Arqueologia em Moçambique: uma perspectiva histórica" por Omar Madime e Mussa Raja (Universidade do Algarve), a realizar-se no dia 12 de Novembro às 17h30 no sala 2.35 da FCHS, Campus de Gambelas.

Contamos com a vossa presença!

Conferência: Arqueologia subaquática em Portugal: percursos e desafios

Ciclo de Conferências: Arqueologia ao Sul
"Arqueologia subaquática em Portugal: percursos e desafios"
Obrigada pela conferência, Gonçalo!




sábado, 18 de outubro de 2014

Arqueologia ao Sul: Ciclo de Conferências "A Arqueologia Subaquática em Portugal: percursos e desafios" - Gonçalo Lopes



O Núcleo de Alunos de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve convida a assistir à palestra "A Arqueologia Subaquática em Portugal: percursos e desafios" por Gonçalo Lopes (CHAM - Universidade Nova de Lisboa), a realizar-se no dia 29 de Outubro às 17h30 no Anfiteatro A do Complexo Pedagógico, Campus de Gambelas.

Contamos com a vossa presença!

sábado, 4 de outubro de 2014

Reunião do NAP - Aviso de alteração de sala

Avisam-se os alunos de Arqueologia e Património e Arqueologia da Universidade do Algarve que a reunião do NAP (8 de Outubro, 17h15) terá lugar na sala 2.35 da FCHS em vez de no laboratório J24.
Contamos com a vossa presença!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Reunião do NAP

Convidamos todos os alunos de Arqueologia e Património e Arqueologia da Universidade do Algarve (licenciatura, mestrado e doutoramento) a participarem na próxima reunião do NAP (Núcleo de Alunos de Arqueologia e Paleoecologia) a realizar-se no dia 8 de Outubro, às 17h15, no laboratório J24.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Workshop em Osteologia Humana



24 e 25 de Novembro 2014
ICArEHB, Universidade do Algarve

Encontram-se abertas as inscrições para o workshop introdutório em osteologia humana a decorrer nos dias 24 e 25 de Novembro nas instalações do ICArEHB na Universidade do Algarve, pelo preço de 50€.
No presente wokshop serão introduzidos conceitos e metodologias aplicadas em osteologia humana, e serão abordados os seguintes tópicos:  
- Conceitos anatómicos e identificação óssea
- Diagnose sexual e estimativa da idade à morte
Cada sessão será acompanhada por exercícios práticos com material esquelético.
O workshop é organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia (NAP) e será leccionado por:

Cláudia Umbelino, doutorada pela Universidade de Coimbra e professora auxiliar no Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, investigadora do Centro em Investigação em Antropologia e Saúde e membro do Conselho Editorial da revista Antropologia Portuguesa. Possui uma vasta experiência em Antropologia física, com publicações nacionais e estrangeiras, nomeadamente em paleodietas, paleopatologia e antropologia forense.

   
Vanessa Campanacho, Mestre em Evolução e Biologia Humanas, actualmente a fazer doutoramento na Universidade de Sheffield, em Inglaterra, sobre a possível influência que o tamanho esquelético poderá ter sobre o envelhecimento ósseo em adultos e como isso afecta a estimativa da idade à morte. Também pertence ao Centro em Investigação em Antropologia e Saúde e é secretária do Grupo de Estudos em Evolução Humana. Possui publicações nacionais e estrangeiras em paleodemografia, paleopatologia e cremações ósseas. 



Programa:

1º dia
Manhã (9:00 – 10:30) – Conceitos anatómicos e identificação óssea humana. Os ossos do crânio.
10:30 – 10:45 – Coffee-Break
10:45 – 12:00 – O esqueleto axial.
12:00 – 13:00 – Almoço
Tarde (13:00 – 16:00) – O esqueleto apendicular. Determinação da lateralidade dos principais ossos.

2º dia
Manhã (9:00 – 10:30) – Diagnose sexual: dimorfismo sexual, abordagem de diferentes métodos que permitem diagnosticar o sexo a partir de diferentes ossos do esqueleto.
10:30 – 10:45 – Coffee-Break
10:45 – 12:00 – Aplicação dos conhecimentos adquiridos a material osteológico humano.
12:00 – 13:00 – Almoço
Tarde (13:00 – 16:00) – Estimativa da idade à morte. Não adultos versus adultos. Diferente metodologia utilizada para estimar a idade aquando da morte em não adultos e adultos. Aplicação dos conhecimentos adquiridos a material osteológico humano.

Programa sessões
1. Conceitos anatómicos e identificação óssea
- Importância de estudar esqueletos humanos
- Distinção entre ossos humanos e de fauna.
- Função do esqueleto e breve referência à anatomia dos ossos (ex: osso trabecular e osso cortical)
- Variação óssea entre indivíduos, sexos e entre diferentes grupos etários
- Conceitos anatómicos (tipos de ossos, orientação dos ossos e planos anatómicos)
- Apresentação dos diferentes ossos do esqueleto, com a exclusão dos dentes, segundo a seguinte ordem:
Crânio
Esqueleto pós-craniano: axial e apendicular
Exercício: identificação dos diferentes ossos abordados e determinados pontos anatómicos (estes não serão exaustivos)

Exercício final: colocar um esqueleto em posição anatómica

Objectivo: Reconhecerem os ossos e saberem qual a sua orientação anatómica

Nota: os exercícios serão realizados em grupo.

2. Diagnose sexual
- A importância da diagnose sexual em população arqueológicas e em contextos forenses
- O dimorfismo sexual
- A problemática da diagnose sexual em não adultos
- Métodos que permitem diagnosticar o sexo de indivíduos adultos a partir do osso ilíaco, do crânio, dos ossos longos e dos ossos do pé.

Exercício: Diagnosticar o sexo de um indivíduo adulto a partir dos seus e restos ósseos utilizando a metodologia previamente apresentada. No final cada grupo divulgará os seus resultados, as dificuldades sentidas e comentários adicionais que queiram fazer.

3. Estimativa da idade à morte
- A importância de estimar a idade à morte a partir de restos esqueléticos 
- Estimativa da idade cronológica a partir de processos biológicos
- Subadultos (breve referência): desenvolvimento dentário, maturação óssea (comprimento dos ossos longos e união das epífises às diáfises)
- Adultos:
Maturação óssea em jovens adultos (ex: extremidade esternal da clavícula)
Obliteração nas suturas cranianas
Degeneração óssea: extremidade esternal das costelas, sínfise púbica, superfície auricular, acetábulo
- Breve referência: métodos microscópicos, atrito dentário, métodos multifactoriais


Exercício: Estimar a idade à morte de um indivíduo adulto (analisar se a maturação óssea está completa; analisar as suturas cranianas, costelas, sínfise púbica, superfície auricular). No final cada grupo divulgará os seus resultados, as dificuldades sentidas e comentários adicionais que queiram fazer.



NAP no XVII UISPP


O Núcleo de Alunos de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve e o ICArEBH estiveram no XVII UISPP – União Internacional de Ciências Pré-históricas e Proto-históricas em Burgos, Espanha! O UISPP é um congresso internacional que reúne arqueólogos e investigadores em Pré-História e Proto-História de todo o mundo e este ano foi organizado pela Fundación Atapuerca. Participaram no congresso mais de 3000 investigadores de 55 países, com 1653 comunicações em 114 sessões temáticas que abarcaram as várias áreas e problemáticas cronológicas, geográficas e analíticas, desde os primórdios da evolução humana à Idade do Bronze, reunindo os maiores especialistas em tecnologia lítica, arqueologia experimental, bioarqueologia, datações, entre muitos outros. Para mais detalhes sobre as contribuições neste congresso, consultar os links abaixo.
A celebração do XVII UISPP em Atapuerca, Burgos, local da descoberta dos vestígios humanos mais antigos da Europa ocidental, permitiu o contacto com um dos maiores centros de estudos em Evolução Humana, o CENIEH, a visita ao Museu de Evolución Humana e aos sítios arqueológicos de Atapuerca.
O XVIII UISPP realizar-se-á em 2017 em Melbourne, Austrália.
Abaixo estão algumas fotos do congresso e links de interesse.

UISPP: www.uispp.org/
UISPP Burgos: http://www.burgos2014uispp.es
Museo de Evolución Humana: http://www.museoevolucionhumana.com/
Fundación Atapuerca: http://www.atapuerca.org/







sexta-feira, 2 de maio de 2014

Arqueologia ao Sul. Palestra Nelson Almeida - Os registos arqueofaunísticos do Baixo e Médio Vale do Tejo durante o processo de neolitização

Caros colegas,

O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Nelson Almeida, com o tema "Os registos arqueofaunísticos do Baixo e Médio Vale do Tejo durante o processo de neolitização: resultados preliminares de um projecto de investigação", que se realizará no próximo dia 8 de Maio pelas 17h30 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas)



RESUMO

Está em desenvolvimento um projecto de investigação que pretende, através da revisão de colecções arqueofaunísticas anteriormente observadas e do estudo de outras inéditas, enquadrar estes registos nas discussões sobre o processo de neolitização. Para tal, optou-se por tomar como área de estudo o Baixo e Médio Vale do Tejo e como âmbito crono-cultural os contextos do Neolítico antigo até ao Calcolítico inicial. Através de uma metodologia assente na análise zooarqueológica e tafonómica procura-se i) realizar considerações específicas ao nível dos contextos estudados e sua formação, e ii) elaborar uma tentativa de síntese actualizada dos registos arqueofaunísticos no Vale do Tejo.
Nesta comunicação são apresentados alguns dados preliminares focando contextos na Estremadura, Alto Ribatejo e Extremadura espanhola. Os sítios em análise representam distintos modelos de ocupação territorial, tanto em gruta (e.g., Gruta do Cadaval), como em ar livre (e.g., Espargueira/Serra das Éguas). Tendo como base indicadores tafonómicos é discutida a formação destes registos, salientando-se a relevante acumulação de vestígios de leporídeos nas ocupações em gruta. Diferenças de representatividade de espécies e padrões demográficos, entre outros, serão também apresentados e discutidos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Arqueologia ao Sul. Palestra Karina Croucher - Living with the dead: Mortuary practices from the Neolithic Near East

Caros colegas,

O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Karina Croucher, com o tema "Living with the dead: Mortuary practices from the Neolithic Near East", que se realizará no dia 2 de Abril de 2014 pelas 17h30 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas).

Esta é uma palestra que conta com a colaboração da Associação Arqueológica do Algarve (http://www.arqueoalgarve.org/)


Abstract

This presentaion discusses mortuary evidence from the Neolithic of the Near East (Southwest Asia), a crucial period in the development of civilization, seeing the introduction of farming and the first settled towns. There were multiple ways of treating the dead, including fragmentation of the human body and the reuse of body parts, particularly the skull. Practices included the plastering of the skulls of the dead, where the faces of the deceased were recreated onto the skulls of the deceased using lime, mud and gypsum plasters. This paper discusses recent interpretations of this enigmatic phenomenon, including the connections between the living and the dead, and the tangible role of the dead in the lives of the living.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Biographies, Practices and Social Change: multiscalar research at the Late Neolithic-Early Bronze age collective burial of Bolores, Portugal

Caros colegas,

O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Katina Lillios, com o tema "Biographies, Practices and Social Change: multiscalar research at the Late Neolithic-Early Bronze age collective burial of Bolores, Portugal", que se realizará no dia 26 de Março de 2014 pelas 17h30 no Anfiteatro A do edifício do Complexo Pedagógico (Gambelas).


Abstract

In order to better articulate the lifeways and deathways of Late Neolithic peoples in the Iberian Peninsula and shed light on the nature of the social landscape during this time, interdisciplinary and collaborative excavations have been conducted since 2007 at the Late Neolithic-Early Bronze Age burial of Bolores, Portugal. In my talk, I discuss our analyses of the use of space in this small artificial cave, the biographies of the adults and children buried in it, and the interactions the living had with these dead over time. The methodological and interpretative frameworks used to analyze the site, which consist of bioarchaeological and archaeothanatological analyses combined with GIS, are also presented.  


segunda-feira, 17 de março de 2014

"Os hipogeus de Aljezur: velhos dados e novas descobertas",

Caros colegas,

O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve vem anunciar mais uma conferência do ciclo de palestras Arqueologia ao Sul, desta vez por Elisabete Barradas, com o tema "Os hipogeus de Aljezur: velhos dados e novas descobertas", que se realizará no dia 28 de Março de 2014 pelas 16h00 na sala 2.35 do edifício da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Gambelas).

Resumo

No último quartel do século XIX, foi identificado e escavado por Estácio da Veiga, junto à Igreja de N. Srª de Alva, em Aljezur, um monumento funerário coletivo, por ele designado como Estação-tumulus de Aljezur. Neste sepulcro surgiram restos osteológicos pertencentes a pelo menos 30 indivíduos e recolheu-se um espólio rico e diversificado, compatível com cronologias do Neolítico final / Calcolítico inicial, destacando-se um importante conjunto de placas de xisto, para além de outros artefactos usuais neste tipo de contextos funerários. O monumento, hoje muito provavelmente destruído, seria uma gruta artificial escavada na rocha, com uma planta irregular, sem paralelos no território português, formada por seis hemiciclos dispostos em planos escalonados, segundo as descrições e desenhos apresentadas pelo autor nas Antiguidades Monumentais do Algarve. 
As escavações realizadas em 2011 e 2013 no Sítio da Barrada, no âmbito de um projeto de investigação plurianual dirigido por Silvina Silvério, Elisabete Barradas e Maria João Dias da Silva, permitiram descobrir dois hipogeus, relativamente próximos do local  onde terá existido o referido sepulcro. O hipogeu I da Barrada, cuja escavação está quase concluída, encontrava-se selado pelo abatimento da cúpula e tem revelado um grande potencial científico. É constituído por uma antecâmara e uma câmara funerária com planta irregular, semelhante à do sepulcro escavado por Estácio da Veiga, e apresenta inumações humanas e espólio funerário associado, incluindo instrumentos de pedra polida, lâminas e geométricos de sílex, alguns elementos de adorno (bracelete em concha de Glycymeris sp., contas de pedras variadas), tendo-se conservado indícios relacionados com o ritual funerário, nomeadamente o uso de ocre. O hipogeu II, embora muito destruído, apresenta a mesma morfologia e espólio semelhante. 
Pretende-se nesta comunicação, com base nas informações antigas e nos dados das escavações recentes, caracterizar os hipogeus de Aljezur e aprofundar algumas questões relacionadas com as práticas funerárias destas comunidades que depositaram aqui os seu mortos nos finais do 4º e inícios do 3º milénio a.C.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Caros,

O Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia (NAP) irá, a partir deste mês, organizar reuniões mensais para debate de artigos científicos com impacto, publicados recentemente em revistas nacionais e internacionais de Arqueologia, Paleoecologia e Evolução Humana. As reuniões decorrerão de modo informal, pretendendo-se, sobretudo, fomentar o espírito crítico e uma maior integração de alunos, docentes e investigadores em Arqueologia da Universidade do Algarve.

A primeira reunião realizar-se-á no próximo dia 13 de Março pelas 15h na sala 0.20 da FCHS, e o artigo seleccionado é o seguinte (PDF em anexo):

Kintigh, K., Altschul, J., Beaudry, M., Drennan, R., Kinzig, A., Kohler, T., Limp, W., Maschner, H., Michener, W., Pauketat, T., Peregrine, P., Sabloff, J., Wilkinson, T., Wright, H., Zeder, M. 2014. Grand challenges for archaeology. American Antiquity 79 (1), 5-24.

O debate terá inicio com uma pequena introdução aos conteúdos do artigo por João Marreiros.

Estão desde já todos convidados a participar.

Os melhores cumprimentos

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dia Aberto da Jazida Arqueológica Paleolítica de Vale Boi

Celebra-se de novo, este ano, em colaboração do Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve e da Câmara Municipal de Vila do Bispo, o Dia Aberto da Jazida Arqueológica Paleolítica de Vale Boi. No próximo dia 27, entre as 10 e as 16:00 horas, o sítio arqueológico, localizado perto da EN125, a meio caminho entre Lagos e Vila do Bispo, encontra-se aberto ao público. Aí todos os que queiram terão oportunidade de ver em detalhe o trabalho de escavação arqueológica, observar e mexer nos artefactos exumados com mais de 30 mil anos e fazer, na primeira pessoa, todas as perguntas que tenham aos arqueólogos e jovem estudantes a trabalhar em Vale Boi.
Neste âmbito, serão ainda celebradas duas palestras sobre o tema, uma no dia 1 de Agosto pelas 17:00 horas, em português, no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, e outra no dia 2 de Agosto, pelas 15:00 horas, em inglês, na Fortaleza de Sagres.
O sítio arqueológico foi descoberto em 1998 como resultado dos trabalhos de prospecção nos vales fluviais da Costa Vicentina. Situada a leste da Ribeira de Vale Boi (concelho de Vila do Bispo), em frente da pequena localidade com o mesmo nome, a jazida paleolítica localiza-se a cerca de 2 km da atual linha de costa. Os vestígios arqueológicos apresentam uma dispersão superior a 10 000m2, ocupando toda a vertente, que é limitada a Este por um afloramento calcário com 10 metros de altura e a Oeste pelo aluvião da Ribeira.
Os trabalhos arqueológicos tiveram início no ano de 2000 e têm-se pautado pela intervenção em três áreas distintas da jazida, que revelaram uma longa sequência cronológica, iniciada há mais de 30 mil anos com os mais antigos elementos da nossa espécie em Portugal.

Para além de inúmeros artefactos de caça e de actividades diárias, foram também exumados milhares de ossos de animais caçados, incluindo veado, auroque, cavalo, javali e coelho que terão servido para a alimentação desses caçadores-recoletores, bem como leão, lobo, raposa e lince, provavelmente caçados devido às suas peles. O marisqueio fazia também parte da vida diária desses primeiras comunidades humanas no Algarve. Ainda de realçar, no sítio arqueológico de Vale Boi, a presença de elementos de arte móvel, característica do período paleolítico na Península Ibérica.