Volumes 173–174, Pages 1-196
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Journal of Human Evolution
Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology
Anatomically modern human in Southeast Asia (Laos) by 46 ka
Abstract
Uncertainties surround the timing of modern human emergence and occupation in East and Southeast Asia. Although genetic and archeological data indicate a rapid migration out of Africa and into Southeast Asia by at least 60 ka, mainland Southeast Asia is notable for its absence of fossil evidence for early modern human occupation. Here we report on a modern human cranium from Tam Pa Ling, Laos, which was recovered from a secure stratigraphic context. Radiocarbon and luminescence dating of the surrounding sediments provide a minimum age of 51–46 ka, and direct U-dating of the bone indicates a maximum age of ∼63 ka. The cranium has a derived modern human morphology in features of the frontal, occipital, maxillae, and dentition. It is also differentiated from western Eurasian archaic humans in aspects of its temporal, occipital, and dental morphology. In the context of an increasingly documented archaic–modern morphological mosaic among the earliest modern humans in western Eurasia, Tam Pa Ling establishes a definitively modern population in Southeast Asia at ∼50 ka cal BP. As such, it provides the earliest skeletal evidence for fully modern humans in mainland Southeast Asia.
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| The researchers found skull fragments that date to 63,000 years ago. Photo by F. Demeter |
in www.pnas.org
domingo, 2 de setembro de 2012
Conferências Museu de Mação
Nós, os neandertais, os denisovanos e como tudo se complicou
| Réplica da falange que permitiu descobrir um novo grupo de humanos, os denisovanos (Instituto Max Planck para a Antropologia Evolutiva) |
A ponta de um dedo veio evidenciar ainda mais que, se há coisa que não é simples, é a história da evolução humana. Descoberto em 2008 na gruta Denisova, nos montes Altai, Sibéria, o pequeno osso da falange era afinal de um grupo de humanos desconhecido - os denisovanos, que viveram até há 30 mil anos. E se as surpresas não chegassem, também eles, tal como os neandertais, se reproduziram com a nossa espécie. Uma equipa publica nesta sexta-feira, na revista Science, a análise do genoma completo dos denisovanos, a partir do fragmento de dedo: dentro de nós há um pouco de neandertal e de denisovano, é verdade, mas a genética revelou agora uma nova teia de migrações e relações complexas entre nós e estes dois humanos já extintos.
A equipa de Svante Pääbo, do Instituto Max Planck para a Antropologia Evolutiva, Alemanha, já tinha ficado surpreendida com o que representava a descoberta da falange e de dois dentes molares. Quando os cientistas sequenciaram o ADN das mitocôndrias (as baterias das células), herdado só da parte da mãe e que está fora do núcleo celular, perceberam que era um novo grupo de humanos. O osso é de uma menina de cinco a sete anos de idade, que viveu há 80 mil anos. Tinha a pele escura, cabelos e olhos castanhos.
Em Maio de 2010, a revelação da sua existência espantou o mundo e, em Dezembro desse ano, a equipa de Pääbo avançava com a publicação de um primeiro rascunho do ADN do núcleo. Dizia já que os denisovanos se tinham misturado connosco e que a herança desse passado "promíscuo" não era igual em toda a Terra. Os europeus têm ADN dos neandertais, mas não têm material genético dos denisovanos, que por sua vez deixaram a sua pegada genética para os lados das ilhas da Melanésia.
No meio desta viagem à história da evolução humana através do ADN, a equipa de Pääbo disponibilizou na Internet, no início deste ano, toda a sequenciação do genoma dos denisovanos, para quem a quisesse usar na investigação. A leitura deste ADN antigo já era bastante rigorosa, graças a um método desenvolvido por Matthias Meyer, também do Instituto Max Planck, que permite ler até 30 vezes as letras do genoma (pequenas moléculas que compõem a grande molécula de ADN). Agora, a equipa aprofunda na Science as reflexões sobre essa informação e faz mais revelações, comparando o genoma da nossa espécie (os humanos modernos), dos denisovanos e dos neandertais.
"Pudemos confirmar que parentes de um indivíduo da gruta Denisova contribuíram geneticamente para os antepassados das pessoas actuais na Nova Guiné, mas esse fluxo genético não afectou o resto das pessoas da Eurásia continental, incluindo o Sudeste da Ásia continental", disse um dos autores do artigo, o geneticista David Reich, da Faculdade de Medicina de Harvard, numa conferência organizada pela revista. "No entanto, é claro que os denisovanos contribuíram com 3% a 5% de material genético para os genomas das pessoas da Austrália, Nova Guiné, os nativos das Filipinas e de algumas ilhas das redondezas. A confirmação foi muito forte", acrescentou.
Como se explica que o material genético dos denisovanos não se encontre sequer na Ásia continental, onde viveram, como mostra a falange e os dentes? "Diria que a mistura entre os denisovanos e os antepassados dos habitantes da Melanésia, Papuásia-Nova Guiné e aborígenes australianos deu-se provavelmente no Sudeste da Ásia continental. Quando os antepassados dos humanos modernos chegaram a essa área, encontraram-se com os denisovanos, misturaram-se e depois partiram para colonizar a Melanésia", disse Pääbo.
E agora vem a última descoberta, aquela que complica tudo. Envolve os neandertais, extintos há cerca de 28 mil anos e que durante mais de 150 anos estiveram no centro da polémica sobre se eles e nós tínhamos feito sexo e deixado descendentes. Sim, tinham já concluído outros estudos de Pääbo.
"As pessoas das regiões Leste da Eurásia [Ásia] e os nativos americanos têm mais material genético dos neandertais do que as da Europa, apesar de os neandertais terem vivido sobretudo na Europa, o que é mesmo muito interessante", considerou David Reich. "Vemos que há uma contribuição dos neandertais ligeiramente superior na Ásia do que na Europa- em cerca de 20% -, o que é surpreendente, porque os neandertais viveram na Oeste da Ásia e na Europa", acrescentou Pääbo.
Como aconteceu isto? De início, pensava-se que tinha havido um único intercâmbio genético entre neandertais e humanos modernos, que saíram de África há cerca de 50 mil anos. Talvez quando os dois tipos de humanos se encontraram no Médio Oriente. Depois a nossa espécie espalhou-se pelo mundo inteiro e teria levado consigo essa herança.
"Agora tudo se tornou mais complicado com os neandertais", disse Pääbo. "Vemos que toda a gente fora de África teve uma contribuição dos neandertais. A maneira mais simples de explicar isto é que algo ocorreu assim que os humanos modernos saíram de África, se encontraram com os neandertais no Médio Oriente e se misturaram com eles." Como hipóteses, a equipa diz que pode ter havido uma segunda mistura entre humanos modernos e neandertais na Ásia Central, reforçando aí a carga genética destes. Ou a contribuição genética dos neandertais na Europa foi diluída com a chegada tardia de humanos modernos vindos de África e que não tinham um pouco de Neandertal no genoma.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Archaeology, Ethnology and Anthropology of Eurasia
sábado, 25 de agosto de 2012
Migrações humanas começaram mais cedo do que se pensava
Um esqueleto muito antigo foi encontrado numa gruta nas montanhas Anamitas, no norte do Laos. Os fragmentos demonstram que as migrações humanas para o Sudeste Asiático começaram 20 mil anos antes do que se pensava, segundo revelou um estudo norte-americano publicado na PNAS.
Os fragmentos, onde se encontrava também um crânio, têm entre 46 mil e 63 mil anos – constituindo os restos humanos mais antigos até agora descobertos no e sugere que o êxodo não ocorreu apenas junto à costa marítima.
A descoberta vem mostrar ainda que os primeiros seres humanos também se instalaram no interior em locais pouco conhecidos, quando se deslocaram da áfrica para a Austrália, segundo refere no estudo Laura Shackelford, paleoantropóloga da Universidade de Illinois (EUA).
A investigadora considera que o fóssil encontrado apoia o Modelo Fora de África (ou Hipótese da origem única) que defende que todos os seres humanos hoje vivos descendem de um único grupo de Homo sapiens, surgido entre há 200 mil e 100 mil anos, que teria deixado posteriormente o continente africano há aproximadamente três mil gerações, ou entre 55 mil e 60 mil anos.
Os resultados de estudos genéticos levados a cabo pela equipa de Shackelford indicam a passagem dos primeiros humanos na região há pelo menos 60 mil anos.
In Ciência Hoje
Quaternary International
Volumes 272–273, Pages 1-362
12 September 2012
The Magdalenian Settlement of Europe
Edited by Lawrence Guy Straus, Thomas Terberger and Denise Leesch
Neanderthal breeding idea doubted
By Jonathan Ballin
in BBC News
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| Neanderthals were close evolutionary cousins of our own species - Homo sapiens |
That is according to research carried out at the University of Cambridge and published this week in PNAS journal.
Previously, it had been suggested that shared parts of the genomes of these two populations were the result of interbreeding.
However, the newly published research proposes a different explanation.
The origin of modern humans is a hotly debated topic; four main theories have arisen to describe the evolution of Homo sapiens.
All argue for an African origin, but an important distinction in these competing theories is whether or not interbreeding - or "hybridisation" - occurred between Homo sapiens and other members of the genus Homo.
In the current study, Cambridge evolutionary biologists Dr Anders Eriksson and Dr Andrea Manica used computer simulations to reassess the strength of evidence supporting hybridisation events.
They argue that the amount of DNA shared between modern Eurasian humans and Neanderthals - estimated at between 1-4% - can be explained if both arose from a geographically isolated population, most likely in North Africa, which shared a common ancestor around 300-350 thousand years ago.
When modern humans expanded out of Africa, around 60-70,000 years ago, they took that genetic similarity with them.
By contrast, previous ancient DNA studies of Neanderthal remainshave shown that their genomes harbour genetic signatures - polymorphisms - that are also seen in the genomes of modern Europeans, East Asians and Oceanians (from Papua New Guinea) but not in modern African populations.
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| Professor Julian Parkhill visits the Wellcome Collection to unravel the science behind the genome |
The findings challenged previously held views - based on several lines of evidence - that modern humans had replaced the Neanderthals with little or no gene flow occurring between the two groups.
The observations from the Neanderthal genome led some evolutionary biologists to argue that this genetic similarity had arisen through hybridisation between Neanderthals - already resident in Europe and western Asia - and the ancestors of present-day non-Africans.
Prof David Reich, from Harvard University in Cambridge, US - an exponent of the hybridisation theory - is not convinced that the data represents a powerful argument against interbreeding.
By using methods that are able to differentiate between genetic similarity caused by gene flow via hybridisation vs shared ancestry, he argues that "the patterns observed [in our analyses] are exactly what one would expect from recent gene flow" - a view shared by his collaborator Professor Svante Paabo from the Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology in Leipzig, Germany.
Prof Reich went on to say that their data shows that Neanderthals and non-Africans last exchanged genetic material 47-65,000 years ago.
Etiquetas:
ADN,
EVOLUÇÃO HUMANA,
HOMO SAPIENS,
NEANDERTAL
Quaternary Research
Evolution and Human Behavior
Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology
sábado, 11 de agosto de 2012
Journal of Archaeological Science
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