quinta-feira, 21 de junho de 2012

Virus “Fossils” Reveal Neanderthals’ Kin

An analysis of virus fossils suggests Denisovans, not humans, were Neanderthals' closest relatives.
Image courtesy of Flickr user Pabo76
Humans and Neanderthals are close cousins. So close, in fact, that some researchers argue the two hominids might actually be members of the same species. But a few years ago, anthropologists discovered a mysterious new type of hominid that shook up the family tree. Known only from a finger fragment, a molar tooth and the DNA derived from both, the Denisovans lived in Asia and were contemporaries of Neanderthals and modern humans. And they might have been Neanderthals’ closest relatives. A recent study of virus “fossils” provides new evidence of this relationship.

Hidden inside each, embedded in our DNA, are the genetic remnants of viral infections that afflicted our ancestors thousands, even millions of years ago. Most known virus fossils are retroviruses, the group that includes HIV. Consisting of a single strand of RNA, a retrovirus can’t reproduce on its own. After the retrovirus invades a host cell, an enzyme reads the RNA and builds a corresponding strand of DNA. The virus-derived DNA then implants itself into the host cell’s DNA. By modifying the host’s genetic blueprints, the virus tricks the host into making new copies of the retrovirus.

But sometimes the host fails to make new copies of the virus. If this happens in a sperm or egg cell, the virus DNA becomes a permanent part of the host’s genome and is passed on from generation to generation. These virus fossils have distinct genetic patterns that scientists can identify during DNA analyses. After the Human Genome Project was finished in 2003, researchers estimated that about 8 percent of human DNA is made up of virus DNA.

With that in mind, a team led by Jack Lenz of the Albert Einstein College of Medicine in New York used virus fossils as a way to sort out the degree of relatedness among humans, Neanderthals and Denisovans. The researchers discovered that most of the ancient viruses found in Denisovans and Neanderthals are also present in humans, implying that all three inherited the viral genetic material from a common ancestor. However, the team also found one virus fossil present in Neanderthals and Denisovans that is missing in humans. This implies Denisovans are more closely related to Neanderthals than we are, the researchers reported in Current Biology. Humans must have split off from the lineage leading to Neanderthals and Denisovans; then the infection occurred, and then Neanderthals and Denisovans split from each other.

This finding was not necessarily unexpected, as a previous genetic analysis also suggested Neanderthals and Denisovan are each other’s closest relatives. But it’s always nice to have confirmation. And the work demonstrates how ancient infections can be useful in the study of evolution.

Paleoflora y Paleovegetación Ibérica


Paleoflora y Paleovegetación Ibérica es un libro sobre los cambios en el paisaje vegetal, la flora y el clima en la Península Ibérica e Islas Baleares durante el final del período Terciario y el conjunto del período Cuaternario, incluyendo todas las grandes fases glaciares y aquellos episodios que contemplaron el surgimiento de nuestra propia especie. La obra aporta información monográfica sobre los principales registros paleobotánicos, incluyendo secuencias de polen fósil, carbón arqueológico, semillas y otros restos vegetales.

Mais em paleofloraiberica.net

Geomorphology


Volumes 163–164, Pages 1-118
15 August 2012

Meandering Channels 
Edited by J.D. Abad, İ. Güneralp, G. Zolezzi and J. Hooke

Ancient Warming Greened Antarctica, Study Finds

This artist's rendition created from a photograph of Antarctica
shows what Antarctica possibly looked like during
the middle Miocene epoch, based on pollen fossil data.
(Credit: NASA/JPL-Caltech/Dr. Philip Bart, LSU)
ScienceDaily (June 17, 2012) — A new university-led study with NASA participation finds ancient Antarctica was much warmer and wetter than previously suspected. The climate was suitable to support substantial vegetation -- including stunted trees -- along the edges of the frozen continent.

Evolution and Human Behavior


Pages 251-426, July 2012

sábado, 16 de junho de 2012

U-Series Dating of Paleolithic Art in 11 Caves in Spain

Pike et alli, 
Science 15 June 2012:
Vol. 336 no. 6087 pp. 1409-1413
DOI: 10.1126/science.1219957

ABSTRACT
Paleolithic cave art is an exceptional archive of early human symbolic behavior, but because obtaining reliable dates has been difficult, its chronology is still poorly understood after more than a century of study. We present uranium-series disequilibrium dates of calcite deposits overlying or underlying art found in 11 caves, including the United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization (UNESCO) World Heritage sites of Altamira, El Castillo, and Tito Bustillo, Spain. The results demonstrate that the tradition of decorating caves extends back at least to the Early Aurignacian period, with minimum ages of 40.8 thousand years for a red disk, 37.3 thousand years for a hand stencil, and 35.6 thousand years for a claviform-like symbol. These minimum ages reveal either that cave art was a part of the cultural repertoire of the first anatomically modern humans in Europe or that perhaps Neandertals also engaged in painting caves.


Quaternary Research


Volume 78, Issue 1, Pages 1-156
July 2012

Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology



Volumes 342–343, Pages 1-164
15 July 2012

Candidatura Jia 2013


Boa tarde,

O Comité Científico do JIA (Jovens em Investigação Arqueológica) vem por este meio informar que ainda se encontra em aberto o período de submissão de propostas para organizar e acolher as próximas jornadas JIA, a realizar em Maio de 2013. Realizando-se desde o ano de 2008, seria importante não deixar morrer este projecto, que tem vindo a impulsionar a investigação internacional dos jovens investigadores em arqueologia.

Qualquer proposta é bem vinda, sendo depois sujeita a apreciação por parte do Comité Científico. O prazo para as candidaturas tem a data limite de 1 de Julho. Segue em anexo o regulamento das candidaturas.

Cumprimentos,
A Comissão Científica do JIA 

Mais informações Candidatura Jia 2013

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os Neandertais poderão ter sido os primeiros artistas das cavernas

Há milhares e milhares de anos, numa gruta em Espanha, há um homem de cócoras, virado para a parede, muito concentrado no que está a fazer. Quem se aproxima pode vê-lo de costas, com uma mão apoiada na rocha, imerso numa ténue nuvem de pó vermelho. Está a pintar a sua mão em negativo, soprando suavemente para cima dela um pigmento. O homem sente uma presença e vira-se. E agora, aqui vai uma adivinha: é um Homo sapiens ou um Neandertal?

Umas destas imagens de mãos tem mais de 37 mil anos
e pode ter sido a de um Neandertal (Cortesia Pedro Saura)
Este é o enigma que tem agora pela frente uma equipa internacional de cientistas, da qual faz parte o conhecido arqueólogo português João Zilhão (actualmente a trabalhar na Universidade de Barcelona), cujos mais recentes resultados de datação de uma série de pinturas paleolíticas a publicar esta sexta-feira na revista Science, com direito às honras da capa da prestigiada publicação É que as novas datações fazem recuar, em cerca de dez mil anos, a idade das mais antigas pinturas das cavernas até agora conhecidas. E colocam, de facto, a hipótese de que os artistas destas obras tenham pertencido a esse outro tipo de humanos que conviveu com os homens modernos (nós) na Europa até à sua extinção, há cerca de 28 mil anos: os Neandertais.

Os cientistas, liderados por Alistair Pike, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, utilizaram um método até aqui pouco explorado na arquelogia para datar 50 pinturas espalhadas por 11 grutas do Norte de Espanha, entre as quais a famosa gruta de Altamira e mais duas — as de El Castillo e Tito Bustillo —, que, tal como Altamira, são Património Mundial da Humanidade.

Grãozinhos de calcite

Ao contrário da tradicional datação por radiocarbono, a técnica agora utilizada não exige que as amostras analisadas contenham vestígios orgânicos. Mede a desintegração radioactiva do urânio contido nas minúsculas estalactites de calcite (carbonato de cálcio) que se foram depositando por cima das pinturas ao longo de milénios. “Esta técnica, dita das séries do urânio em desequilíbrio”, diz Pike em comunicado, “é muito utilizada nas ciências da Terra e permite contornar os problemas do radiocarbono”.

E como salienta no mesmo comunicado um outro elemento da equipa — Dirk Hoffmann, da Universidade de Burgos —, “o avanço-chave é que o nosso método torna possível a datação de amostras de apenas dez miligramas, mais ou menos do tamanho de um grão de arroz, o que nos permitiu analisar [os minúsculos] depósitos que cobrem as pinturas”.

O que é que a idade da calcite permite dizer? Que a pintura que se encontra debaixo do depósito é, no mínimo, tão antiga — se não mais — do que esse depósito. Ora, acontece que, entre todas pinturas analisadas, algumas revelaram ser vários milhares de anos mais antigas do que qualquer outra pintura das cavernas alguma vez datada por radiocarbono. Assim, a idade de um disco vermelho pintado na gruta de El Castillo tem, segundo a nova técnica, 40.800 anos no mínimo, a de uma marca de mão em negativo na mesma gruta pelo menos 37.300 anos — e, na gruta de Altamira, no célebre grande painel policromado representado no tecto (e pintado em grande parte há uns 15 mil anos), há um símbolo “claviforme” (em forma de maço) que remonta a mais de 35.600 anos.

Duas hipóteses

A antiguidade destas pinturas vem “destronar” as da gruta Chauvet, no Sul de França, estimada por radiocarbono 30 mil anos e recentemente confirmada por métodos indirectos (ver “As pinturas da gruta Chauvet são as mais antigas do mundo” no PÚBLICO de 08/05/2012).

Existem por enquanto dois cenários compatíveis com os resultados a publicar esta sexta-feira: ou os homens modernos já pintavam quando, há uns 41.500 anos, terão chegado à Europa (vindos de África) ou... os Neandertais, que já cá viviam há mais de 300 mil anos, terão sido “os primeiros artistas das cavernas”, como disse Zilhão numa teleconferência de imprensa organizada pela revista Science.

A confirmar-se, este segundo cenário viraria do avesso a história “oficial” da arte pré-histórica na Europa. “Acho que 42 mil anos é actualmente o limite absoluto para além do qual não existem indícios significativos que possamos associar à presença de humanos modernos na Europa”, salientou João Zilhão. “Não há nada, absolutamente nada, antes disso. Portanto, se as imagens tiverem mais de 42 mil anos [o que é possível, uma vez que a datação só fornece uma idade mínima], isso implicaria neste momento que foram pintadas por Neandertais.

14.06.2012 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quaternary International


Volume 265, Pages 1-204
28 June 2012

Paleosols in soilscapes of the past and present
Edited by Sergey Sedov and Peter Jacobs

terça-feira, 12 de junho de 2012

Archaeology, Ethnology and Anthropology of Eurasia


Volume 40, Issue 1, Pages 1-160
March 2012

Arqueologia no Concelho de Alcoutim

Caros amigos,

Nesta próxima 5ª feira (14 de Junho) vai realizar-se uma palestra sobre a "Arqueologia no Concelho de Alcoutim", por Alexandra Gradim da Câmara Municipal de Alcoutim.

O evento ocorrerá das 16:00 às 18:00 na sala 2.35 do Edifício da FCHS, no Campus de Gambelas.

Realizada no âmbito da unidade curricular de Gestão do Património Arqueológico, trata-se de uma palestra aberta à comunidade académica em geral, pelo que são todos bem-vindos.

INTERAÇÕES HOMEM/ MEIO NA ZONA COSTEIRA: O MITO DE SÍSIFO NA JANGADA DE PEDRA


Journal of Archaeological Science


Volume 39, Issue 8, Pages 2593-2834
August 2012