sábado, 12 de maio de 2012

1.º Seminário SHIU


A história da arqueologia tem ganho cultores entre nós, não obstante a maioria se encontrar alheada da sua importância. Com efeito, encontramo-nos ainda longe do registado noutras comunidades científicas, sobretudo anglo-saxónicas, onde a história e a filosofia das ciências se enraizaram há muito no meio universitário.
Partindo de uma pergunta provocatória, o 1.º Seminário SHIU demonstrará como a história da arqueologia importa aos arqueólogos de hoje. Através dela e com ela, elucidam-se pormenores, lançam-se pistas,  renovam-se  abordagens e (re)abrem-se caminhos para a investigação.
Assegurado por representantes dos  sete grupos de trabalho da UNIARQ  – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, o 1.º Seminário SHIU demonstrará a relevância da historiografia arqueológica na elaboração e execução de projectos de investigação actuais, questionando, em permanência, em que medida os estudos de ontem importam às análises de hoje.

Horário:
10h00-18h00 (intervalo de 60m)
Tempo das comunicações: 30m

Oradores:
Amílcar Guerra
Ana Cristina Martins
Ana Margarida ArrudaAntónio Carvalho
Carlos Fabião
Catarina Viegas
Mariana Diniz
Nuno Bicho
Victor S. Gonçalves

Comissão científica (directores dos Grupos de Trabalho da UNIARQ):
G4 – Ana Cristina Martins
G2 – Ana Margarida Arruda
G3 – Carlos Fabião
G7 – Catarina Viegas
G5 – João Luís Cardoso
G6 – Nuno Bicho
G1 – Victor S. Gonçalves

Coordenação:
Ana Cristina Martins (SHIU)
Para inscrições contactar: Catarina Viegas (c.viegas@fl.ul.pt)
Lugares limitados à capacidade da Sala.

MAIS INFORMAÇÕES EM http://www.uniarq.net/

Journal of Anthropological Archaeology


7ª Jornadas de Gestão do Território e 2ª Jornadas Técnicas de SIG

Decorrem nos dias 28 e 29 de Maio, no Instituto Politécnico de Tomar-IPT, as 7.ª Jornadas de Gestão do Território e as 2.ª Jornadas Técnicas de Sistemas de Informação subordinadas à temática Gestão Integrada de Territórios Intermunicipais | O Papel dos Sistemas de Informação Geográfica.Com inscrições abertas até ao dia 21 de Maio as jornadas decorrem em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e com o patrocínio exclusivo da EsriPortugal.

O programa encontra-se disponível em www.ipt.pt

Concurso Arqueociências

Abertura de candidaturas e apresentação de propostas de 20 de Abril a 14 de Maio

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR, IP), através da participação directa do seu Laboratório de Arqueociências vai dar início a um novo programa de cooperação científica com a Comunidade Arqueológica Nacional. Neste sentido, os responsáveis por Projectos de Investigação Plurianuais - submetidos e aprovados no âmbito do Plano Nacional de Trabalhos Arqueológicos (PNTA) - poderão apresentar candidaturas ao IGESPAR, IP, para a realização de estudos específicos e prestação de serviços, de 20 de Abril a 14 de Maio de 2012, nas áreas disciplinares de Arqueozoologia (de mamíferos, peixes, aves, anfíbios e répteis), Paleobotânica (análise polínica, de esporos e de outros micro-fósseis de origem vegetal; Carpologia) e Geoarqueologia (avaliação, no terreno, do contexto geológico e geomorfológico de sítios em curso de escavação; orientação na delineação de estratégias de intervenção).

Os concursos serão abertos anualmente e o anúncio - através de edital publicado no sítiohttp://www.igespar.pt/pt/patrimonio/arqueociencias/ - será tornado público 30 dias continuados antes do início da apresentação das propostas e decorrerá por um período de 15 dias úteis. As candidaturas serão objecto de uma avaliação rigorosa de modo a estabelecer uma hierarquia e fundamentar a respectiva selecção para estudo, de acordo com as informações contidas no Formulário de Candidatura.
No Formulário de Candidatura deverão constar os seguintes elementos:

1. Definição da Área Disciplinar a que a candidatura se submete: Arqueozoologia (A), Paleobotânica (B); Geoarqueologia (C); 
2. Nome do Investigador responsável (ou instituição proponente) pelo Projecto submetido e aprovado no âmbito do PNTA;
3. Título e Acrónimo do Projecto submetido e aprovado no âmbito do PNTA;
4. Localização geográfica da área (ou sítio) objecto de investigação: em coordenadas geográficas, UTM ou Gauss, indicando o respectivo Datum, e a sua implantação em imagem extraída do Google Earth;
5. Documentação já produzida no âmbito do Projecto (relatórios, publicações);
6. Descrição do(s) sítio(s), considerando os seguintes itens:

6.1. Tipologia da intervenção e tipologia do sítio, segundo os descritores considerados na Base de Dados do Património Arqueológico – Endovélico (http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/arqueologico-endovelico/);
6.2. Arquitectura estratigráfica, contexto sedimentar, cronologia da(s) ocupação(s) (absoluta ou relativa), estruturas; solicita-se a anexação de documentação gráfica (perfis e plantas, desenhos, etc., sempre que justificado);
6.3. Avaliação da integridade do contexto arqueológico e das amostras que serão objecto de análise e de estudo no Laboratório de Arqueociências do IGESPAR IP;
6.4. Métodos de recuperação da informação (mencionando a dimensão da malha utilizada na crivagem de sedimentos ou especificando outros meios utilizados);
6.5. Quantificação aproximada (N e/ou volume) e estado de conservação dos conjuntos arqueobiológicos (botânicos e zoológicos) que serão objecto de estudo no Laboratório de Arqueociências do IGESPAR IP;
6.6. Objectivos e relevância científica da candidatura.
Requisitos

Os conjuntos/amostras para estudo deverão estar devidamente etiquetados (com referência ao contexto arqueológico, espacial e estratigráfico de onde foram exumados), inventariados* e acondicionados antes de darem entrada no IGESPAR IP.

A equipa do Laboratório de Arqueociências estará disponível para prestar todos os esclarecimentos aos eventuais interessados antes da formulação da respectiva candidatura.

As candidaturas poderão ser submetidas via electrónica (arqueociencias@igespar.pt), enviadas por correio (contando para o efeito a data do respectivo envio) ou entregues, em mão, no IGESPAR IP, Laboratório de Arqueociências,na Rua da Bica do Marquês, nº 2, 1300-087 Lisboa (contactos: 213625369; 213627356; 213626328).

* Entende-se aqui por inventário a entrega de uma Base de Dados em formato digital (tipo folha Excel ou equivalente) com a descrição sumária de cada conjunto / amostra / ecofacto que será objecto de estudo (de modo a ser possível estabelecer uma correlação, em caso de dúvidas, com as informações contidas nas etiquetas que acompanham os materiais).

Património Arqueológico - Portal do Arqueólogo


O Portal do Arqueólogo é dedicado a todos os profissionais que trabalham na área da arqueologia profissional e de investigação. Este serviço pretende facilitar e agilizar procedimentos decorrentes da prática profissional da arqueologia no território continental e promover a dinâmica entre a tutela do património arqueológico e o trabalhador/investigador.

Neste espaço, podem pesquisar-se as ocorrências de património arqueológico, inventariadas no Endovelico (base de dados do património arqueológico), que tem como fontes os documentos técnicos existentes nos processos do Arquivo de Arqueologia, bibliografia especializada, e as ações de relocalização de novos sítios efetuadas pelos técnicos da instituição. 
A atualização da base de dados é diária e permanente. 
A localização geográfica dos sítios arqueológicos é fornecida para quem se regista no portal. 
Para que serve o portal?

• Consulta de Autorizações para trabalhos arqueológicos.
• Consulta de Relatórios entregues.
• Submissão on-line de pedidos de Autorização para trabalhos arqueológicos. Mais informações.
• Consulta e preenchimento de Curriculum vitae.
• Obtenção da localização geográfica exata de vestígios arqueológicos.
• Comunicação de correções ao nível das pesquisas on-line, da georreferenciação, sugestões e propostas.
• Repositório on-line de relatórios técnico-científicos (Em Construção)

Descobertos os mais antigos calendários Maias

Calendários estão pintados nas paredes de uma casa em ruínas
foto NATIONAL GEOGRAPHIC/AFP
Uma equipa de arqueólogos norte-americanos anunciou a descoberta, na Guatemala, dos calendários astronómicos Maias mais antigos, que remontam ao século IX. 

Os calendários, que documentam ciclos lunares e planetários, estão pintados nas paredes de uma casa, cujos vestígios foram encontrados no sítio arqueológico de Xultún.

Os resultados da descoberta serão publicados nas revistas "Science", esta sexta-feira, e "National Geographic", em junho.

Os investigadores sustentam que os carateres pintados no que poderá ter sido um templo da megacidade de Xultún, na região guatemalteca de Petén, são vários séculos mais antigos do que os códigos Maias escritos nos livros de papel de casca de árvore do período pós-clássico tardio.

Além disso, as inscrições são as primeiras da arte Maia a serem encontradas numa casa, realçou David Stuart, professor de arte meso-americana, na Universidade do Texas-Austin, nos EUA.

Uma das paredes da habitação tem uma série de cálculos que correspondem ao ciclo lunar, enquanto outra os símbolos que poderão relacionar-se com os ciclos de Marte, Mercúrio e, possivelmente, de Vénus.

Os arqueólogos creem que os calendários procuravam a harmonia entre as mudanças celestiais e os rituais sagrados.

De acordo com os especialistas, o lugar onde foi feita a descoberta poderá ter sido um espaço de reunião de astrónomos, sacerdotes e copistas dos calendários, mas também de uma autoridade, dada a riqueza da decoração das paredes.

Contrariamente a certas crenças populares, não há qualquer indicação nos calendários Maias de que o fim do mundo coincide com o final de 2012.

"Os antigos Maias previam que o mundo continuava e que, dentro de 7000 anos, as coisas estariam exatamente como estavam no seu tempo", sustentou o arqueólogo William Saturno, que dirigiu a expedição.

Para Anthony Aveni, professor de astronomia na Universidade Colgate, em Nova Iorque, e coautor da investigação, "o mais excitante da descoberta é a revelação de que os Maias rabiscavam os cálculos dos ciclos calendários em paredes, centenas anos antes de os escribas os escreverem nos Codex", que representam os arquivos da civilização pré-colombiana destruídos, em grade parte, pelos conquistadores espanhóis.

Megalitismo do Concelho de Castelo de Vide

Journal of Archaeological Science


Pages 1655-1914, June 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Colecções Osteológicas - ciclo de seminários

Human migrations: Eastern odyssey

Humans had spread across Asia by 50,000 years ago. Everything else about our original exodus from Africa is up for debate.

The Andaman Islands: a stop for migrants 'beach-hopping' around Asia?   |   O. BLAISE/GETTY
One day some 74,000 years ago, in a swampy valley in the south of India, dawn never came. In the half-light, greyish dust sifted down, blanketing the ground and turning trees to ghosts. Far to the east, a volcano called Toba on the Indonesian island of Sumatra had unleashed one of the greatest eruptions ever known, flinging thousands of cubic kilometres of rock into the atmosphere and spreading a pall of ash across southern Asia.

Clive Oppenheimer, a volcanologist at the University of Cambridge, UK, has studied the ash deposits in India's Jurreru Valley to reconstruct the events that followed. Within days, the trees shed their whitened foliage; rains later swept ash into layers several metres thick on the valley floor. Eventually, the lakes and swamps vanished, perhaps because the climate had become drier and cooler. Toba had transformed a lush habitat into a wasteland. 

The catastrophe had witnesses. Archaeologists digging beneath the ash layer have found stone artefacts indicating that humans were living in the valley before the eruption. But were they modern humans — people like us — or some other, now extinct, branch of the human lineage?

Today, the thick ash deposits of the Jurreru Valley mark a division not only in the geological record but also between archaeologists debating one of the field's biggest questions: when and how did modern humans leave their African cradle and colonize Asia, Earth's largest landmass? It was the first great expansion of the human species, carrying people some 12,000 kilometres to Australia by about 50,000 years ago. But just how early the pioneers set out is controversial — as are the routes they followed, the tools they carried and, most fundamental of all, what triggered the migration. Were they enticed into the wider world by a favourable climate, or propelled by a revolution in technology and culture?

In archaeologists' shorthand, the debate boils down to a simple question: pre-Toba or post-Toba? At one pole of the debate, Paul Mellars at the University of Cambridge argues passionately that modern humans left Africa long after the Toba eruption, 60,000 years ago at the earliest. Equipped with new technologies, including bows and arrows, they beach-hopped along the coastline of the Arabian peninsula, India and southeast Asia, reaching Australia in short order. Genetic analyses of contemporary Asians that point to a late, rapid colonization have bolstered his confidence. “I'm more convinced than ever that I'm right,” he says, before adding, “I guess they all say that.”

His opposite number, Michael Petraglia at the University of Oxford, UK, certainly does. He is convinced that people spread into Asia at least 74,000 years ago, and perhaps as early as 125,000 years ago, well before Toba, during a wet, warm interlude between ice ages, carrying tools no more sophisticated than those made by earlier humans. Rather than following the coast, he thinks they wandered along river valleys and lake shores, advancing and retreating as the environment allowed, more like wildlife than a wave of colonists (see 'Asian migration'). He takes heart from discoveries that testify to the presence of modern humans in the Arabian Peninsula, on the very doorstep of Asia, more than 100,000 years ago. “I'm feeling more and more confident through time,” he says.

It is a full-throated academic duel. Petraglia calls Mellars' view “baseless archaeologically”; Mellars vows to “demolish the pre-Toba model”. Their passion is fuelled both by the prize of understanding the first great human migration — and by the lack of decisive evidence. That leaves many other archaeologists in the same position as Chris Stringer of London's Natural History Museum, who says he is “sitting on the fence” until researchers unearth more data. The wait may not be long. Archaeologists are busily hunting for artefacts and even fossils of the first modern Asians, which could finally put the debate to rest.

Mais em nature.com

Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology


Quaternary International...


Volume 261, Pages 1-182
30 May 2012