segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Anthropologists Discover Earliest Cemetery in Middle East

Graves from the Middle Epipalaeolithic cemetery of ‘Uyun al-Hammam. (Credit: Lisa A. Maher, Jay T. Stock, Sarah Finney, James J. N. Heywood, Preston T. Miracle, Edward B. Banning. A Unique Human-Fox Burial from a Pre-Natufian Cemetery in the Levant (Jordan). PLoS ONE, 2011; 6 (1): e15815 DOI: 10.1371/journal.pone.0015815)

Anthropologists at the University of Toronto and the University of Cambridge have discovered the oldest cemetery in the Middle East at a site in northern Jordan. The cemetery includes graves containing human remains buried alongside those of a red fox, suggesting that the animal was possibly kept as a pet by humans long before dogs ever were.

More in ScienceDaily (Feb. 2, 2011)

Secrets in Stone: Rare Archaeological Find in Norway

These unusual petroglyphs were found in a burial mound in Stjørdal, central Norway. (Credit: Anne Haug, NTNU Museum of Natural History and Archaeology)

It looked to be a routine excavation of what was thought to be a burial mound. But beneath the mound, archaeologists from the Norwegian University of Science and Technology's Museum of Natural History and Archaeology found something more: unusual Bronze Age petroglyphs. "We believe these are very special in a Norwegian context," says museum researcher and project manager Anne Haug.

More in ScienceDaily (Jan. 31, 2011)

Modern Humans Reached Arabia Earlier Than Thought, New Artifacts Suggest

Jebel Faya rockshelter from above, looking north, shows eboulis blocks from roof collapse and the location of excavation trenches. (Credit: Copyright Science/AAAS)

Artifacts unearthed in the United Arab Emirates date back 100,000 years and imply that modern humans first left Africa much earlier than researchers had expected, a new study reports. In light of their excavation, an international team of researchers led by Hans-Peter Uerpmann from Eberhard Karls University in Tübingen, Germany suggests that humans could have arrived on the Arabian Peninsula as early as 125,000 years ago -- directly from Africa rather than via the Nile Valley or the Near East, as researchers have suggested in the past.

More in ScienceDaily (Jan. 27, 2011)

Climatic Fluctuations in Last 2,500 Years Linked to Social Upheavals

The scientists use specialist drills to extract wood samples from historic buildings in Lötschental, Switzerland. These data help in the reconstruction of our climate of the last 2,500 years. (Credit: Jan Esper)

It would seem that there are striking chronological parallels between significant variations of climate and major historical epochs, such as the Migration Period and the heyday of the Middle Ages. This is the conclusion reached following a study undertaken by researchers from Switzerland, Germany, Austria, and the USA, in which they were able to reconstruct the summer climate in Europe over the last 2,500 years from the information provided by annual tree rings.


More in ScienceDaily (Jan. 27, 2011)

O "Homo sapiens" terá começado a espalhar-se pelo mundo muito mais cedo, há 125 mil anos

In Público 27.01.2011 - 19:50, Por Ana Gerschenfeld

E se, há uns 125 mil anos, muitas dezenas de milénios antes de se lançarem à conquista da Europa e do resto do mundo, vindos do seu berço africano, os primeiros humanos modernos tivessem começado por atravessar um estreito braço de mar para se instalarem em terras que hoje fazem parte dos Emirados Árabes Unidos? Uma equipa internacional de arqueólogos, liderada por Hans-Peter Uerpmann, da Universidade Eberhard Karls de Tubingen, sugere precisamente isso, com base em escavações realizadas na localidade de Jebel Faya, a uns 50 quilómetros do Golfo Pérsico. Os seus resultados são publicados sexta-feira na revista "Science".


Estes machados encontrados na Península Arábica têm 125 mil anos e levaram os cientistas a uma nova hipótese (Universidade de Tübingen)

O debate sobre como e quando os primeiros homens modernos emigraram de África e se espalharam pelo mundo vem de longe. Há quem diga que houve uma única vaga de migração e quem diga que houve várias. Mas seja como for, os dados conhecidos até aqui indicavam que o êxodo tinha acontecido há mais ou menos 60 mil anos. Quanto à rota seguida por aqueles emigrantes até a Europa e Ásia, também aí havia consenso: através do Vale do Nilo e do Médio Oriente.

O que os cientistas encontraram agora na Península Arábica são ferramentas que, segundo eles foram fabricadas com tecnologias semelhantes às utilizadas pelas populações de "Homo sapiens" que viviam no Leste de África, mas diferentes das tecnologias originárias do Médio Oriente. Isso não seria problemático se elas tivessem menos de 60 mil anos de idade. Mas acontece que, quando foram datadas (pela técnica dita de luminescência), revelaram ter... 125 mil anos.

Ou seja, estas ferramentas — pequenos machados e lâminas de pedra, entre outros — parecem contar uma história diferente. Uma história de emigração directa, há muito mais tempo, de África para a Arábia — e daí, dizem os cientistas, para o Crescente Fértil e para a Índia. Porém, nem todos os especialistas concordam com esta interpretação.

Os humanos ‘anatomicamente modernos’ — como nós — emergiram em África há uns 200 mil anos e a seguir povoaram o resto do mundo”, diz em comunicado Simon Armitage, da Universidade de Londres e co-autor do trabalho. “Os nossos resultados deveriam estimular uma reavaliação da maneira como nós, os humanos modernos, nos tornamos uma espécie global.

Os cientistas analisaram ainda as condições climáticas que reinavam na região há uns 130 mil anos, durante o último período interglaciar, para ver se a passagem de África para a Arábia teria sido fácil. E de facto, concluíram que o estreito de Bab al-Mandab, que separa a Península Arábica do Corno de África, tinha naquela altura pouca água devido ao baixo nível do mar, permitindo a passagem em segurança sem grandes problemas.

E mais: a Península Arábica era então uma região muito mais húmida, com vegetação abundante, com lagos e rios — muito mais acolhedora do que hoje. “Em Jebel Faya”, salienta Armitage, “a datação revela uma visão fascinante, na qual humanos modernos emigraram de África muito mais cedo do que se pensava, ajudados pelas flutuações globais do nível do mar e pelas mudanças climáticas.

Uma voz dissonante
Num artigo jornalístico que acompanha na revista "Science" a publicação dos resultados da datação das ferramentas de Jebel Faya, surge uma voz dissonante entre os comentários entusiastas de vários especialistas. Paul Mellars, arqueólogo da Universidade de Cambridge, diz que, quanto a ele, apesar da descoberta das ferramentas ser importante e a datação bem feita, as conclusões estão erradas.

Não há qualquer indício aqui que sugira que foram feitas por humanos modernos, nem de que eles vinham de África”, declara. E salienta que, ao contrário do que afirmam os autores da descoberta, não fica excluída de forma convincente a hipótese de se tratar de ferramentas fabricadas pelos Neandertais — ou até pelo "Homo erectus", antepassado dos humanos modernos que se sabe ter emigrado de África para Ásia há cerca de 1,8 milhões de anos.

Hans-Peter Uerpmann, um dos líderes da equipa que fez as escavações em Jebel Faya, concede que para “poder ter a certeza absoluta” de que as ferramentas foram fabricadas pelo Homo sapiens, vai ser preciso encontrar ossos fossilizados. Várias equipas de arqueólogos já declararam que tencionam lançar-se nessa procura.

American Journal of Archaeology Online Reviews (January 2011)

The American Journal of Archaeology publishes quarterly public-access book and museum reviews: http://www.ajaonline.org/index.php?ptype=oreview. These reviews are listed in the table of contents of the respective printed issue of the Journal and are available for free download on the Journal’s Web site. Below is a list of book and museum exhibition reviews published in tandem with our printed January 2011 issue (volume 115, number 1). We hope you enjoy.

Visit our new blog to discuss the reviews: http://www.ajaonline.org/blog/
The Editors

Journal of Archaeological Science


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Revista Portuguesa da Arqueologia Nº 12 (2)

Está já disponível o segundo volume da Revista Portuguesa de Arqueologia nº 12, publicado pelo IGESPAR e dedicado à apresentação de resultados de trabalhos arqueológicos realizados em território nacional ou de materiais de diversa natureza neles recolhidos. Os contributos, que não decorrem directamente da arqueologia de campo, referem-se a questões epigráficas e linguísticas da Hispânia romana e pré-romana, temas que, de resto, têm merecido a atenção de diversos investigadores desde o primeiro número da RPA.
No tocante aos limites cronológicos dos textos, estes reportam-se a sítios e a materiais que vão do Neolítico ao século XIX.

Índice

Quaternary International

Archaeological Prospection

Journal of Anthropological Archaeology


Colóquio ERA

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Paleolithic landscapes and seascapes of the west coast of Portugal

Caros colegas,

No âmbito do Ciclo de Conferências Arqueologia ao Sul realizar-se-á no próximo dia 3 de Fevereiro pelas 17h30 a conferência:

"Paleolithic landscapes and seascapes of the west coast of Portugal"
por Jonathan Haws.

O evento terá lugar na sala 2.35 do edifício da FCHS da Universidade do Algarve (Campus de Gambelas).