terça-feira, 29 de junho de 2010

Bulletin de la Société préhistorique française


"Publié sans interruption depuis 1904, le Bulletin de la Société préhistorique française est la plus importante revue de Préhistoire française. Il publie des articles originaux de Préhistoire, depuis le Paléolithique jusqu’au premier Âge du Fer."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Divergência na linhagem entre Neandertal e Homo Sapiens


Estudo aponta que separação se produziu 500 mil anos antes daquilo que se pensava
Investigadores espanhóis analisaram os dentes de praticamente todas as espécies de hominídeos existentes nos últimos quatro milhões de anos, conseguindo identificar rasgos Neandertais em antigos povos europeus. Os fósseis dentais apontam que a separação se fez há pelo menos um milhão de anos, ou seja, antes dos dados baseados em análises de DNA.
Aida Gómez Robles, durante o seu trabalho de campo
Aida Gómez Robles, durante o seu trabalho de campo
A divergência pode ter-se produzido há menos de um milhão de anos, mais de 500 mil anos antes do que se pensava. Uma tese de doutoramento realizada no Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humana (CENIEH), associada à Universidade de Granada, analisou dentes de quase todas as espécies de hominídeos dos últimos quatro milhões de anos, utilizando métodos quantitativos.
O objectivo fundamental de Aida Gómez Robles, autora, foi reconstruir a história evolutiva da nossa espécie a partir de informação dentária, procedentes de uma ampla mostra de fósseis de África, Ásia e Europa, valorizando as diferenças morfológicas e cada classe e a capacidade que cada dente, isoladamente, tem de determinar a espécie a que o indivíduo pertenceu.
A investigadora concluiu que é possível identificar correctamente a que espécie pertence cada dente, com uma probabilidade de 60 a 80 por cento. Mesmo que estes valores não sejam muito altos, estes aumentam à medida que se adicionam diferentes classes dentárias; ou seja, se se contar com diferentes tipos de dentes do mesmo indivíduo, a probabilidade de determinar a sua espécie correctamente poderá roçar os 100 por cento.
Investigadora estudou fósseis provenientes de escavações arqueo-paleontológicas
Investigadora estudou fósseis provenientes de escavações arqueo-paleontológicas
Aida Gómez Robles assinalou ainda que, de todas as espécies que se conhecem actualmente,“nenhuma tem uma hipótese superior a cinco por cento de ser ancestral dos Neandertais e dos Homo sapiens e portanto, é possível que o último elo comum entre estas linhagens ainda não se tenha encontrado”.
Simulação por computador
Para realizar o estudo, Robles usou técnicas de simulação por computador para observar o efeito de distintas variações ambientais na evolução. Outras investigações semelhantes analisaram o desenvolvimento de vários grupos mamíferos, mas nunca se tinham aplicado ao âmbito da evolução humana. Usou ainda materiais provenientes de várias escavações arqueo-paleontológicas, como da Gran Dolina, Sima de los Huesos, situados na Serra de Atapuerca (Burgos), em Dmanisi, na República da Geórgia; para além de ter visitado imensas instituições internacionais para estudar colecções fósseis ou actuais – Museu Nacional da Geórgia, Instituto de Paleontologia Humana e o Museu do Homem, em Paris, o Centro Europeu de Investigações de Tautavel (França), Instituto Senckenberg de Frankfurt e o Museu de História Natural de Berlim (Alemanha), entre outras.
Este trabalho é também pioneiro na utilização de fórmulas matemáticas para estimar a correspondência entre determinados descendentes da árvore filogenética da nossa espécie. “Apesar da tese apenas ter analisado a forma dental, a mesma metodologia pode ser empregue em diferentes partes do esqueleto”, acrescentou. Os resultados já foram publicados em diferentes revistas da área, tal como o «Journal of Human Evolution».

terça-feira, 22 de junho de 2010

Luise Leakey escava em busca da origens da humanidade

5º CONGRESSO DO NEOLÍTICO PENINSULAR

5º CONGRESSO DO NEOLÍTICO PENINSULAR
FARO - 7, 8 E 9 ABRIL 2011
UNIVERSIDADE DO ALGARVE – CAMPUS GAMBELAS

1ª Circular
JUNHO DE 2010
O 5º Congresso do Neolítico Peninsular, organizado pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ), realizar-se-á, em Faro, na Universidade do Algarve, entre os dias 7 e 9 de Abril de 2011.
Os interessados em participar com comunicação ou poster podem submeter as suas contribuições em qualquer domínio de investigação sobre o Neolítico peninsular. Os resumos (até 200 palavras) devem ser enviados por correio electrónico para a caixa de correio do Congresso.
Datas
Inscrição e Submissão de Resumos: até 17 de Dezembro de 2010
Resposta aos autores: até 31 de Janeiro de 2011
Inscrições sem comunicação/poster podem ser efectuadas até à realização do Congresso.
Contactos
Fax: +351 289 80067
Email: cnp5@ualg.pt

 Mais informações em http://www.fl.ul.pt/cnp5


Comissão Coordenadora
Nuno Bicho (UNIARQ - UALG)
Victor S. Gonçalves (UNIARQ - FLUL)
Comissão Executiva
António Faustino Carvalho (UNIARQ - UALG)
Mariana Diniz (UNIARQ - FLUL)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Conferência - A Evolução Holocénica do rio Lis e da laguna da Pederneira

Bio: 
Pedro Manuel Lourenço Gonçalves.
Nasceu em Leiria em 15-06-1974 (35 anos).
Em 1997 termina a Licenciatura em Arquitectura, obtida na Universidade Lusíada de Lisboa.
Em 1998 volta para a Leiria, onde começa a exercer Arquitectura, o que ainda hoje faz, a nível profissional, tendo executado e projectado uma variedade de Projectos de Arquitectura, nomeadamente edifícios de habitação colectiva, estabelecimentos comerciais e edifícios institucionais. Dedica-se também ao desenho de mobiliário.
Em 2004, seguindo uma antiga paixão pela geografia, geologia e as problemáticas do território, inscreve-se no Mestrado em Geociências – ramo de Ambiente e Ordenamento do Território, na Universidade de Coimbra. Em 2008 termina esse mesmo mestrado, apresentando a tese: “A evolução holocénica do rio Lis e da laguna da Pederneira”. Este trabalho analisa e relata a evolução ambiental e geomorfológica do estuário do rio Lis e da laguna da Pederneira, assim como das respectivas bacias hidrográficas, durante o Holocénico. Trata-se de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar que recorre a diversos quadrantes do conhecimento, nomeadamente as Ciências da Terra e Ciências Históricas, para de uma forma abrangente contribuir para a compreensão e conhecimento dos factores naturais e antrópicos enquanto agentes na evolução holocénica de lagunas e estuários do centro de Portugal. Finalmente, este estudo foca e sublinha a importância do estudo da evolução geomorfológica para a definição das políticas de Ordenamento do Território, de modo a diminuir riscos e vulnerabilidades dos sistemas e estruturas sociais através da compreensão das lições e ilações do passado, como factores incontornáveis para uma avaliação prévia da sua eficácia no futuro.

A Evolução Holocénica do rio Lis e da laguna da Pederneira

Palavras-chave: Holocénico; evolução de sistemas estuarinos e lagunares; rio Lis; laguna; lagoa da Pederneira; rio Alcoa; erosão; sedimentação; impacto antrópico; ocupação humana; História; mudanças climáticas.

Breve Resumo: Durante o Holocénico sucederam-se alterações globais complexas no planeta Terra. Estas mudanças parecem ter na sua origem a quantidade e o modo como a Terra recebe a radiação vinda do Sol. A evolução registada nesta região durante o Holocénico foi sobretudo induzida por alterações no sistema clima/oceano no Atlântico Norte.
Até cerca de 5 ka BP os factores globais e naturais terão sido preponderantes na evolução costeira local. Ter-se-á assistido a uma subida generalizada do nível das águas do mar, em conjunto e devido a um aquecimento global. O oceano invadiu os relevos costeiros, criando uma costa recortada e formando rias em paleo-vales fluviais. A dinâmica sedimentar não conseguiu compensar essa subida. Terá sido portanto uma fase claramente transgressiva.
A partir de 5 ka BP, ganham preponderância os factores locais. As alterações no nível do mar terão sido muito menores. As dinâmicas sedimentares regionais, condicionadas pelo regime climático e oceânico tornam-se o principal factor de evolução territorial. O enchimento dos sistemas lagunares e estuarinos deu-se de um modo gradual através de fenómenos naturais, nomeadamente, o transporte de materiais friáveis por parte dos rios torrenciais da região e do noroeste da península Ibérica, a relativa estabilidade do nível do mar e o afluxo de areias eólicas a partir dos sistemas dunares litorais. Esta foi uma fase marcada por uma tendência genericamente regressiva, apesar de um pequeno aumento do nível eustático.
A intervenção humana, sobretudo por incremento de fenómenos erosivos, acelerou e potenciou esses fenómenos naturais a partir do Neolítico, com alterações do coberto vegetal e elevadas taxas de destruição de florestas, em grande parte para obtenção de áreas para actividades agro-pecuárias. A partir do séc. XIV acentuou-se essa mesma tendência, devido ao elevado aumento demográfico e urbano, com aumento exponencial de áreas impermeabilizadas e desflorestadas. Para além disso dá-se uma intervenção directa nos sistemas fluviais e marinhos. As dinâmicas sedimentares naturais foram profundamente alteradas, registando-se um aumento da erosão e uma maior acumulação de materiais nos troços terminais e junto da foz dos rios, levando a um rápido assoreamento e a diminuição das cargas sólidas para o mar, com défice de materiais nos sistemas costeiros.
A evolução geral do estuário do rio Lis e da laguna da Pederneira durante o Holocénico terá sido idêntica à generalidade dos sistemas lagunares e estuarinos da costa ocidental da Península Ibérica: rias – estuários – lagunas – sapais – pauis – várzeas aluvionares.
Existe concordância cronológica, pelo menos a nível regional, entre evolução cultural humana e mudanças climáticas, o que sugere relações de causalidade.


Dia 5 de Junho pelas 14h30
Laboratório de Arqueologia G22
Faculdade das Ciências Humanas e Sociais
Universidade do Algarve



Les premiers peuplements préhistoriques sur les différents continents

Colloque international dans le cadre du centenaire de l’Institut de Paléontologie humaine (1910 - 2010)

sábado, 29 de maio de 2010

Palestra "Modelos preditivos em SIG na localização de sítios arqueológicos de cronologia mesolítica no vale do Tejo"

Convidam-se todos os interessados para a seguinte palestra:

"Modelos preditivos em SIG na localização de sítios arqueológicos de cronologia mesolítica no vale do Tejo"

Dra. Célia Gonçalves (Doutoranda da Universidade do Algarve)

Dia 31 de Maio (2ª feira) | 14:30

Sala 1.37 do Edifício 1 (Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)

Campus Gambelas

Universidade do Algarve

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Arqueogenética e a difusão do cultivo do trigo no Norte de África e na Península Ibérica



Em colaboração com o Museu Nacional de Arqueologia e o Grupo de Estudos em Evolução Humana, o Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve co-organiza um ciclo de conferências na área da Arqueologia e outras disciplinas associadas. Para o efeito, foram convidados quatro investigadores portugueses que irão apresentar os resultados do seu trabalho nas respectivas áreas de investigação.
A primeira conferência está a cargo do Dr. Hugo Rafael Oliveira, actualmente a concluir Doutoramento na Universidade de Cambridge em Arqueogenética. A comunicação incidirá sobre a difusão do cultivo de trigo no Norte de África e na Península Ibérica e terá lugar no Museu Nacional de Arqueologia às 17 horas do dia 18 de Junho de 2010.

Lançamento do livro "Tecnologia lítica solutrense do Abrigo de Vale Boi (Vila do Bispo)"

Convidam-se todos os interessados a assistir ao lançamento do 5º Volume dos Cadernos da UNIARQ - Tecnologia lítica solutrense do Abrigo de Vale Boi (Vila do Bispo) de autoria de João Cascalheira.
O evento terá lugar no dia 27 de Maio pelas 16:00h, no Campus Gambelas da Universidade do Algarve (sala 2.35 do Edifício 1)
"O Solutrense é um dos períodos mais emblemáticos do Paleolítico Superior (talvez mesmo de toda a Pré-história antiga) do território português. Este facto deve-se, certamente, ao tipo e qualidade dos artefactos característicos dessa fase dos caçadores-recolectores da Península Ibérica, marcados pela presença de peças que esteticamente são excepcionais, as armaduras foliáceas bifaciais e as pontas de Parpalló, tão conhecidas dos manuais de Pré-história de todo o mundo (e que aparecem representadas na capa desta obra). São estes artefactos que frequentemente funcionam como fósseis-directores desse período, muitas vezes de forma errónea como é sabido na nossa historiografia arqueológica, e que permitem o reconhecimento simples e em número elevado de sítios arqueológicos deste período. Sem qualquer dúvida muito mais importante que a qualidade estética dos seus artefactos (ainda que agradável aos olhos dos especialistas e do público em geral) é a diversidade enorme das características culturais, isto é, os seus aspectos económicos, sociais, estilísticos e tecnológicos (e provavelmente também ideológicos do campo religioso e artístico) quando comparada com a que se conhece provinda das regiões tradicionais e centrais no estudo do Paleolítico Superior europeu: o Sudoeste francês e a Cantábria. (...)
O trabalho analítico, de grande qualidade levado a cabo por João Cascalheira (nome, aliás perfeitamente adequado para quem trabalha em tecnologia lítica do Paleolítico), foca a indústria da área do Abrigo do sítio de Vale Boi de cronologia solutrense. Contudo não foi esse estudo analítico apenas que fez o júri de provas de defesa de tese de mestrado (...) atribuir a nota máxima de vinte valores; foi sim, também, e talvez principalmente por isso, o contexto teórico desenvolvido por Cascalheira bem como os modelos ideológicos e cognitivos propostos pelo autor no sentido de se melhor entender a estrutura de redes sociais existentes no Sul da Península Ibérica durante o Último Máximo Glaciário e como essas estruturas ajudaram a adaptação humana nessa fase de degradação climática."
Do prefácio e contracapa, de Nuno Bicho

sexta-feira, 21 de maio de 2010

VI Internacional Symposium on Spatial Archaeology



The purpose of the VI International Symposium on Spatial Archaeology: Archaeology on Population is to probe into some of the themes currently under the greastest demand in archaeological research, such as Archaeology of the Population, wich involves implications in aspects as important as demography and population magnitudes, the social structures of kinship and class relatioships, individuals within their space, both domestic and funerary, and migratory processes.

Like the previously celebrated Symposiums on Spatial Archaeology there are no pre-arranged lectures. A summary of papers should be sent before 30th May, subsequent to their assessment by the Scientific Committee. They will be published before the Symposium in issue number 28 of the journal Spatial Archaeology, wich will be sent to all registered attendees. The Symposium will take place from 24th to 27th November and will exclusively focus on the discussion of all papers. All interventions will be recorded, transcribed and published in issue number 29 of Spatial Archaeology.

The organizers are the Teruel Seminar of Archaeology and Ethnology, the Hiberus Group of Excellence and the Department of Ancient Sciences of the Faculty of Social and Human Sciences from the Universtiy of Zaragoza.

http://www.arqueologia-espacial.com/