quarta-feira, 7 de abril de 2010

Gravuras dos antigos habitantes da Escócia podem ser um tipo de escrita

Investigadores identificaram escrita através de processo matemático mas não a conseguem decifrar
A civilização dos pictos, que ocupou a actual Escócia entre 300 a 843 d.C, deixou uma série de pedras esculpidas. Até agora, as imagens nelas presentes eram consideradas arte rupestre ou vinculadas à heráldica. O novo estudo de um grupo de investigadores britânicos das Universidades de Lancaster e Exeter, publicado na «Proceedings of the Royal Society A», sugere que as imagens são afinal a linguagem escrita dos pictos, há muito desaparecida.

Duas rochas gravadas da civilização dos pictos

Esta civilização continua a ser enigmática. Quando os romanos chegaram à Grã-Bretanha deram-lhe o nome de pinctus, que significava “pintados”, pois estes usavam o corpo tatuado.
Os autores do estudo explicam que deixaram algumas centenas de pedras habilmente esculpidas com símbolos estilizados. Devido à sua natureza fragmentária, ainda não tinha sido possível percebe-se se representavam uma forma de linguagem escrita.
O investigador Rob Lee e a sua equipa analisaram todas as imagens encontradas nas poucas centenas de rochas. Utilizaram um processo matemático conhecido como “entropia da informação” e estudaram a forma, a direcção, a aleatoriedade e outras características de cada gravura.
Os dados foram depois comparados com inúmeras linguagens escritas, tais como os hieróglifos egípcios, textos chineses, escrita latina, anglo-saxão, língua nórdica antiga, galês antigo, entre outras. Apesar de não coincidirem com nenhuma delas, apresentam características de escrita baseada numa linguagem falada.

As imagens mais utilizadas nas gravuras

Rob Lee, citado pela Discovery News, explica que a escrita aparece em duas formas básicas: a lexicográfica, que se baseia no discurso, e a semasiográfica, onde as imagens veiculam a significação pré-definida.
Paul Bouissac, da Universidade de Toronto, um dos mais conceituados investigadores na área, afirmou à Discovery que é mais que plausível que os ‘símbolos’ Pictos sejam exemplos de escrita, no sentido em que a informação codificada também tinha uma forma falada.
Contudo, o que se conhece deste sistema não permite, ainda, a sua decifração. Talvez apareça uma espécie de «pedra de Roseta» (aquela que permitiu decifrar-se o código hieroglífico egípcio) que desvenda o mistério. Uma descoberta dessas seria muito importante para conhecer aquela civilização perdida.

In: CiênciaHoje - 2010-04-01

Espécie de hominídeo nunca antes identificado terá vivido na Sibéria há 40 mil anos

Investigadores dizem que serão necessários mais estudos para confirmar a descoberta deste ser
Na Gruta Denisova, na Sibéria, uma equipa de investigadores russos encontrou, durante uma escavação, o osso de um dedo. Foi no Verão de 2005 e na altura os cientistas puseram de parte o achado para o estudarem mais tarde por pensarem tratar-se de o osso de um Neandertal, comum naquela zona e, nomeadamente, naquela caverna. Finalmente, o osso foi analisado e está a surpreender a comunidade científica. Na revista «Nature» está agora publicado o estudo que revela que, provavelmente, se está perante uma espécie de hominídeo com 30 mil anos até agora desconhecido.

Svante Pääbo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology

Uma equipa de investigadores do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology extraíram e sequenciaram o DNA do fóssil. De facto, este não coincidia com o do Homo neanderthalensis nem com o homem moderno, que naquela época habitavam aquele espaço.
Os investigadores acreditam que se trata de uma espécie anterior não identificada que saiu de África muito antes dos seus “parentes” conhecidos. Pensa-se que será 500 mil anos mais velha do que os Neandertais. Svante Pääbo, um dos autores deste estudo de âmbito internacional, confessa-se surpreendido por este “resultado inesperado”.

Gruta Denisova, Sibéria

No entanto, este é apenas um estudo preliminar. O cientista Eske Willerslev, do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhaga, não envolvido no estudo, aplaude a descoberta mas sublinha que é necessário guardar algumas reservas, pois só com mais estudos se pode confirmar este estudo inicial.
Ainda há muitas perguntas para responder. Na gruta onde se encontrou este ser, designado para já de «Mulher X», foram também encontrados artefactos e ferramentas de pedra e de osso bastante sofisticados. Nas primeiras análises estes objectos não parecem pertencer à cultura mustierense, associada aos Neandertais.
A Caverna Denisova, nos Montes Altai, Sibéria, Rússia, próximo da vila Tchyorny Anui, era já conhecida como uma fonte rica em artefactos mustierenses, de técnica Levallois. Há mais de uma década que investigadores russos do Instituto de Arqueologia e Etnologia de Novosibirsk procuram os autores destes artefactos. Esta descoberta vem enriquecer ainda mais este local.
Agora, os investigadores estão agora a tentar sequenciar o genoma por completo. Se forem bem sucedidos, serão mais antigo genoma humano a ser sequenciado.

In: Ciência Hoje - 2010-03-25

terça-feira, 30 de março de 2010

Petição "EM DEFESA O MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA"

Quando há cerca de um ano o anterior Governo colocou a hipótese da transferência do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria nacional, o seu Grupo de Amigos (GAMNA) chamou logo a atenção para os riscos inerentes, dos quais o mais importante é o da segurança geotécnica do local e do próprio edificado da Cordoaria, para aí se poderem albergar as colecções do Museu Nacional português com colecções mais volumosas e com o maior número de peças classificadas como “tesouros nacionais”.
Após as últimas eleições pareceu ser traçado um caminho que permitia encarar com seriedade esta intenção política. A ministra da Cultura afirmou à imprensa que fora pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um parecer acerca das referidas condições geotécnicas e que seria feito projecto de arquitectura coerente, respeitador tanto da Cordoaria Nacional como do programa do Museu. Ao mesmo tempo garantiu que esse complexo seria totalmente afecto ao MNA, sem a instalação antecipada de outros serviços no local. Sendo assim, deixaria também de ser necessário alienar espaços do MNA nos Jerónimos, a título de garantia da ocupação antecipada da Cordoaria.
Causa, pois, profunda estranheza a sucessão de acontecimentos das últimas semanas, os quais vão ao ponto de comprometer ou até inviabilizar a continuidade da gestão do Director do Museu, que nos cumpre elogiar pelo dinamismo que lhe conseguiu imprimir e de cujos interesses se constitui, perante todos nós, em legítimo garante.
O estudo tranquilizador que se dizia ter sido pedido ao LNEC, deu afinal lugar a parecer meramente pessoal do técnico convidado para o efeito. O GAMNA, encomendou estudo alternativo, que vai em sentido contrário. O Director do Museu recolheu, ele próprio, outros pareceres, dos mais reputados especialistas da área da engenharia sísmica, que igualmente corroboram e ampliam as preocupações existentes. É agora óbvia a necessidade da realização de um programa de sondagens e de verificações in loco, devidamente controlado por entidade idónea, de modo a poder definir com rigor a situação da Cordoaria em matéria de riscos sísmicos, maremoto, efeito de maré, inundação e infiltração de águas salgadas. A recente tragédia ocorrida na Madeira, onde se perdeu quase por completo o acervo do Museu do Açúcar, devido a inundação, aí está para nos lembrar como não pode haver facilidade e ligeireza neste tipo de decisões.
Enquanto não estiver garantida a segurança geotécnica da instalação do MNA na Cordoaria Nacional, importa manter todas as condições de operacionalidade do Museu nos Jerónimos. Neste sentido consideramos intolerável a alienação pretendida da “torre oca” a curto prazo, até porque uma tal opção iria comprometer definitivamente qualquer hipótese futura de regressar a planos de remodelação e ampliação do MNA nos Jerónimos, conforme foi a opção consistente de sucessivos Governos, até há dois anos. O MNA merece todo o respeito e não pode ser considerado como mero estorvo num local onde aparentemente se quer fazer um novo Museu.
O poder político não pode actuar ignorando os pareceres técnicos qualificados e agindo contra o sentimento de todos os que amam o património e os museus. Apelamos ao bom senso do Governo, afirmando desde já a nossa disposição para apoiar o GAMNA na adopção de todas as medidas cívicas e legais necessárias para que seja defendida, como merece, a instituição mais do que centenária fundada pelo Doutor Leite de Vasconcelos, o antigo “museu do homem português” e actual Museu Nacional de Arqueologia.
Lisboa, em 29 de Março de 2010.

Os Peticionários

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Novo hominídeo descoberto por análise de ADN

Homens de Neandertal e modernos não estavam sós há 40 mil anos. Genética identifica outro que era desconhecido.
Viveu lado a lado - na mesma caverna, até, mas talvez em momentos diferentes - com os homens de Neandertal e os homens modernos, há cerca de 40 mil anos, mas até agora desconhecia--se que tivesse existido. Para já chamam-lhe um hominídeo desconhecido, ou referem-se à caverna de Denisova, no Sul da Sibéria, onde foi encontrado o fragmento de osso (uma falange) que permitiu conhecer a sua existência, através de análises de ADN (informação genética). Esse homem já extinto é um novo capítulo na história da evolução humana que hoje começa a ser escrito na revista Nature.
A caverna de Denisova fica nos montes Altai, no Sul da Sibéria, e sabe-se que foi ocupada por seres humanos nos últimos 125 mil anos. Foram ali descobertos inúmeros instrumentos primitivos e alguns ossos. Um deles foi a falange que está a ajudar a rescrever a história humana na sua migração para fora de África e a sua ocupação da Eurásia.


Esta falange foi ali encontrada em 2008 e a equipa de Johannes Krause, do Instituto Max Planck de Antropologia e Evolução, em Leipzig, decidiu olhar para o seu ADN mitocondrial (a informação genética de numa pequena estrutura celular chamada mitocôndria que só é passada por via maternal à descendência). Foi esta mesma equipa que sequenciou o ADN mitocondrial do homem de Neandertal, de um mamute e também de um esquimó que viveu há quatro mil anos.
Foi ao sequenciar aquele ADN que os investigadores se depararam com algo inesperado: aquele perfil não correspondia nem aos neandertais nem aos homem moderno, os únicos dois que se sabia terem existido há 40 mil anos, justamente a datação para o fragmento de osso. Estava encontrado outro homem, que levou também à descoberta de um novo hominídeo (antepassado humano).
Ao contrário de todas as outras descobertas até agora nesta área, em que os fósseis foram a sustentação do novo conhecimento, esta foi a primeira vez que se achou um novo hominídeo através de análises genéticas.
Segundo os investigadores, o antepassado comum ao homem de Denisova e ao homem moderno remonta há um milhão de anos, em África. Ele efectuou a sua própria migração entre há 300 mil e 500 mil anos. O homem moderno saiu de África há 50 mil anos.

In: Diário de Notícias, 25-03-2010

Catalunha em ambiente hostil há um milhão de anos

Estudo de sítio em Vallparadís revela que hominídeos do Pleistoceno Inferior estavam perfeitamente adaptados ao meio ambiente

O estudo de uma série de objectos líticos e de fauna encontrados na Catalunha (Terrasa) demonstra que aquele sítio foi habitado há um milhão de anos por hominídeos. A descoberta vem preencher a lacuna temporal que separa os hominídeos encontrados em Orce (com 1,3 milhões de anos) e o Homo antecessor, de Atapuerca, com 800 mil anos.
Os vestígios foram descobertos entre 2005 e 2007, quando obras de construção de uma estação de caminhos de ferros em Vallparadís destaparam o sítio. As escavações foram realizadas pelo Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES) e pelo Departamento de Pré-História da Universitat Rovira i Virgili (Terragona). Os resultados da investigação estão publicados no «Proceedings of the National Academy of Sciences».

Escavações em Vallparadís realizaram-se entre 2005 e 2007
(créditos: IPHES)

Na costa mediterrânea da Península Ibérica, há um milhão de anos, um hominídeo terá sobrevivido a um meio ambiente hostil graças a uma boa capacidade de adaptação. A fauna da época era composta por predadores como hienas e jaguares, com quem os hominídeos lutavam para sobreviver.
A escavação, dirigida por Joan Garcia e Kenneth Martinez, revelou que uma série de vestígios arqueológicos e paleontológicos do Pleistoceno Inferior. A indústria lítica de Vallparadís pertence ao Olduvaiense, a primeira e menos sofisticada das indústrias humanas. São seixos talhados que serviam para desossar e cortar carne.
Quanto à fauna, era composta maioritariamente por mamíferos herbívoros de grande porte, como cervídeos, equídeos e bovinos. Hipopótamos, elefantes e rinocerontes fazem também parte dos registos, bem como os carnívoros hienas e jaguares.

Quartzo talhado pertence à indústria do Olduvaiense
(créditos: IPHES)

É importante destacar que os restos dos animais herbívoros têm marcas de corte e de fracturas feitas por acção humana. Para os investigadores, este elemento é importante pois demonstra que os hominídeos tinham um acesso primário a estes cadáveres de animais em relação aos outros carnívoros.
Este terá sido o elemento-chave do sucesso adaptativo das primeiras populações ibéricas, já que lhes permitiu avançar com os recursos necessários para garantir a sua sobrevivência. Na verdade, o factor determinante que permitiu a sobrevivência a estes hominídeos que saíram de África foi terem uma dieta à base de carne.
Neste sítio, esses espécimes desenvolveram uma capacidade de adaptação tão grande que não eram selectivos na escolha da presa ou das matérias-primas com que produziam os utensílios. Esta estratégia de adaptação significa que os hominídeos não necessitariam de uma tecnologia muito avançada para explorar os recursos disponíveis.
Os investigadores acreditam que estas primeiras populações europeias sabiam como tirar partido das carcaças encontradas ao longo do rio, tornando-se assim grandes predadores e tomando o lugar dos grandes carnívoros no topo da cadeia alimentar.

In: Ciência Hoje, 2010-03-16

L'Anthropologie

Volume 114, Issue 1, Pages 1-140 (January-March 2010)
Paléolithique supérieur

science-direct


Destaque:

Le paléolithique supérieur au sud du Portugal : le site de Vale Boi
Upper Paleolithic in the south of Portugal: The site of Vale Boi

Nuno Ferreira Bicho (a), Juan Francisco Gibaja (a, b), Mary Stiner (c) and Tiina Manne (c)

(a) Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8000-117 Faro, Portugal
(b) Museu d’Arqueologia de Catalunya, Paseo Santa Madrona, 39-41, Parc de Montjuïc, 08038 Barcelona, Espagne
(c) Department of Anthropology, University of Arizona, Tucson, AZ,85731-0030, États-Unis

Résumé

Jusqu’au début des années 1990, l’occupation humaine au Paléolithique dans le sud du Portugal restait très mal connue. Cependant, cette situation a radicalement changé ces dernières années grâce au programme mené par les archéologues de l’université d’Algarve. Dans cet article, nous dresserons l’état des lieux de la recherche, en focalisant sur l’un des gisements les plus importants : Vale Boi. Nous présenterons sa large séquence chronoculturelle, qui comporte différentes occupations depuis le Paléolithique inférieur jusqu’au Néolithique, ainsi que les témoignages essentiels qu’il a livrés. Les études archéozoologiques ont ainsi révélé les modes d’exploitation des mammifères terrestres et l’approvisionnement en faune marine. Nous présenterons également l’industrie osseuse et l’important outillage en pierre. Enfin, nous évoquerons les objets qui renvoient à la sphère symbolique, notamment l’abondante parure en coquillage et sur dent animale, ainsi que l’exceptionnelle plaquette gravée d’animaux.

Abstract

Before the 90s, data on Paleolithic human occupation of southern Portugal was very scarce. During the last decade, the knowledge of the Upper Paleolithic of Algarve increased substantially due to the work of a research team based at the University of Algarve. The present paper is a report on the recent results from Algarve, focusing specially on the site of Vale Boi. It will present the chronology and stratigraphy of different human occupations from the early Upper Paleolithic up to the early Neolithic. It will focus on aspects of zooarchaeology and the exploitation of large and medium mammals as well as on marine fauna. In addition, we will present new data on stone and bone tools. Finally, we will also refer to the social and symbolic aspects present at the site, base on shell and teeth pendants and to an engraved plaquette with animal motifs.

terça-feira, 23 de março de 2010

JIA 2010 (Barcelona) - Sessão Demographic processes and cultural change: archaeological perspectives

Terá lugar, no âmbito do JIA 2010 (III Jornadas de Jóvenes en Investigación Arqueológica), que se realizará nos dias 5 a 7 de Maio de 2010 na Universidade Autónoma de Barcelona, a sessão Demographic processes and cultural change: archaeological perspectives. A sessão contará com a participação de investigadores de várias nacionalidades e com um painel temático relativamente abrangente, que vai desde a aplicação de estudos de ADN na compreensão da dispersão das populações neolíticas na bacia do Mediterrânico, à análise paleopatológica de factores de stress ocupacional enquanto proxy paleodemográfico.

Apresenta-se aqui o programa definitivo das comunicações:

1. Poblamiento y patrones de asentamiento de la alta montaña en el Pirineo central, durante la primera mitad del Holoceno (c. 9,5 – 4 ka Cal BP): Un enfoque arqueológico y paleoambiental

David Rodríguez Antón | CSIC Barcelona | drodriguez@imf.csic.es

2. El Poblamiento en los Pirineos Occidentales Catalanes ¿Continuidad o cambio?

David Garcia Casas | Universitat Autònoma de Barcelona | davit83@hotmail.com

3. A new explanatory model for the first Upper Paleolithic occupations in SW Iberia

Telmo Pereira | Universidade do Algarve | telmojrpereira@gmail.com

4. Territoriality and social networks in the Upper Solutrean of Southern Iberia: a review of facts and perspectives for the future

João Cascalheira | Universidade do Algarve | jmcascalheira@ualg.pt

5. Analysis of the Palaeodemography of Hunters and Gatherers of the Late Upper Palaeolithic in Europe

Inga Kretschmer | University of Cologne | ingakretschmer@aol.com

6. Territorialidade e uso do espaço no Tardiglacial do Algarve

Carolina Mendonça | Universidade do Algarve | mendoncarolina@gmail.com

7. Os Sistemas de Informação Geográfica como ferramenta de análise da ocupação do território na época mesolítica

Célia Gonçalves | Universidade do Algarve | ceelin@hotmail.com

8. The Neolithic in the Great Mediterranean context

Haidé Martins | University of Bristol | arhmdcm@bris.ac.uk

9. Robustez femoral, sulco pré-auricular e articulações acessórias ilíacas: Marcadores de stress ocupacional fiáveis? Estudo em indivíduos masculinos de duas Colecções de Esqueletos Identificados portuguesas

Vanessa Campanacho | Universidade de Coimbra | vanessa_campanacho@hotmail.com

segunda-feira, 22 de março de 2010

Laetoli Footprints Preserve Earliest Direct Evidence of Human-Like Bipedal Biomechanics

Laetoli Footprints Preserve Earliest Direct Evidence of Human-Like Bipedal Biomechanics

David A. Raichlen1*, Adam D. Gordon2, William E. H. Harcourt-Smith3,4, Adam D. Foster1, Wm. Randall Haas, Jr1

1 School of Anthropology, University of Arizona, Tucson, Arizona, United States of America, 23 Department of Anthropology, Lehman College, Bronx, New York, United States of America, 4 Division of Vertebrate Paleontology, American Museum of Natural History, New York, New York, United States of America Department of Anthropology, University at Albany–SUNY, Albany, New York, United States of America,

Abstract

Background

Debates over the evolution of hominin bipedalism, a defining human characteristic, revolve around whether early bipeds walked more like humans, with energetically efficient extended hind limbs, or more like apes with flexed hind limbs. The 3.6 million year old hominin footprints at Laetoli, Tanzania represent the earliest direct evidence of hominin bipedalism. Determining the kinematics of Laetoli hominins will allow us to understand whether selection acted to decrease energy costs of bipedalism by 3.6 Ma.

Methodology/Principal Findings

Using an experimental design, we show that the Laetoli hominins walked with weight transfer most similar to the economical extended limb bipedalism of humans. Humans walked through a sand trackway using both extended limb bipedalism, and more flexed limb bipedalism. Footprint morphology from extended limb trials matches weight distribution patterns found in the Laetoli footprints.

Conclusions

These results provide us with the earliest direct evidence of kinematically human-like bipedalism currently known, and show that extended limb bipedalism evolved long before the appearance of the genus Homo. Since extended-limb bipedalism is more energetically economical than ape-like bipedalism, energy expenditure was likely an important selection pressure on hominin bipeds by 3.6 Ma.

Journal of Archaeological Science


Journal of World Prehistory


Quaternary Science Reviews


Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology


Quaternary Geochronology


Volume 5, Issues 2-3, Pages 83-390 (April-June 2010)
12th International Conference on Luminescence and Electron Spin Resonance Dating (LED 2008)
Edited by R. Grün

sciencedirect

segunda-feira, 15 de março de 2010

Franceses reconstituem cérebro de Cro-Magnon1 em 3D

Molde do crânio será exposto em Washington
Milhares de pedaços arqueológicos do Museu do Homem, em Paris (França), estão a ser revisitados, um a um, por novas tecnologias.
Dois paleoantropólogos franceses, Antoine Balzeau e Dominique Grimaud-Hervé, do Centro Nacional da Pesquisa Científica e do Museu de História Natural parisiense, conseguiram, pela primeira vez, reconstituir em 3D o formato do cérebro do homem de Cro-Magnon 1 – o nosso mais velho antepassado Homo sapiens (com 28 mil anos).

Crânio no Museu do Homem, Paris

Os investigadores, bastante satisfeitos, digitalizaram o interior do crânio através de um scanner médico (tomografia computadorizada), que permitiu descobrir estruturas anatómicas internas até agora inacessíveis – no endocrânio. A tecnologia permite um acesso não invasivo, de forma a preservar a integridade do fóssil original.

Balzeau e Grimaud-Hervé verificaram que “a dimensão do cérebro do Cro-Magnon é maior do que a média actual”. E explicaram “que, ao longo da evolução, a dimensão corporal do homem foi diminuindo, assim como o seu crânio”.

Cro-Magnon é o que mais semelhanças tem ao homem actual

Os esqueletos de três homens, uma mulher e uma criança foram descobertos em 1868, numa gruta, em Dordogne. Um deles é o do Cro-Magnon 1, um idoso de há 28 mil anos – chamado, por isso, de “O velho” –, que tinha o crânio praticamente intacto, contendo apenas uma pequena fractura junto ao sobrolho. Este foi o primeiro Homo sapiens descoberto com mais semelhanças ao homem actual.

Segundo os investigadores, a reconstituição fez parte de um processo de “um longo e delicado trabalho”. A descoberta permitirá estudar as mudanças no formato do cérebro do Homo sapiens durante a evolução e levar a novos avanços em termos de museologia. A moldagem do cérebro deverá estar em exposição a partir do dia 17 de Março, no Museu Nacional de História Natural, em Washington, ao lado do fóssil do Cro-Magnon 1.

IN: Ciência Hoje
2010-03-12

domingo, 14 de março de 2010

JIA 2010 (Barcelona) - Análisis tecnológicos y funcionales en la interpretación de los comportamientos humanos

Caros colegas, estamos a organizar, no âmbito do JIA 2010 (III Jornadas de Jóvenes en Investigación Arqueológica), que se realizará nos dias 5 a 7 de Maio de 2010 na Universidade Autonoma de Barcelona, uma sessão intitulada "Análisis tecnológicos y funcionales en la interpretación de los comportamientos humanos.". Gostaria de vos convidar a participar na mesma com a apresentação dos vossos actuais temas de investigação. A comunicação deverá integrar-se no âmbito da sessão, cujo programa envio em anexo.

Os interessados deverão enviar a sua proposta de comunicação até 17 de Março :
- Autor(es), contacto (email e morada) e instituição.
- Resumo até 1000 palavras. (título, resumo, palavras-chave e bibliografia específica)
- As línguas oficiais são o português, castelhano e inglês

As propostas deverão ser enviadas aos organizadores da sessão:

João Manuel Marreiros
FCHS – Departamento de História, Arqueologia e Património
Universidade do Algarve, 8005 – Gambelas, FARO
jmmarreiros@ualg.pt
(00351) 96 478 1889

Marcel Bradtmöller
Neanderthal Museum y
Departamento de Prehistoria
Universidad de Colonia
Talstraße 300
40822 Mettmann
Fon 02104.9797-54
bradtmoeller@neanderthal.de

Paloma de la Peña
Departamento de Prehistoria
Facultad de Geografía e Historia
Universidad Complutense de Madrid
0034-638170654
palomap@ghis.ucm.es

En castellano (lo sinto por mi malo castellano):

Señoras y señores, en el marco del JIA 2010 (III Jornadas de Jóvenes en Investigación Arqueológica), que se celebrará del 5 al 7 de mayo de 2010 en la Universidad Autónoma de Barcelona, estamos organizando una sesión titulada "Análisis tecnológico y funcional en la interpretación Comportamientos de los humanos. ". Me gustaría invitar todos a participar en la sesión con la presentación de sus temas de investigación actual. La comunicación debe estar integrada en el tema da sésion, el programa envío en anexo.

Los interesados deberán presentar su propuesta anunciada el 17 de marzo:
- Autor (s), contacto (correo electrónico y dirección) y la institución.
- Resumen hasta 1000 palabras. (título, resumen, palabras clave, y bibliografía específica),

Las propuestas deben ser enviadas a los organizadores de la sesión:

João Manuel Marreiros
FCHS – Departamento de História, Arqueologia e Património
Universidade do Algarve, 8005 – Gambelas, FARO
jmmarreiros@ualg.pt
(00351) 96 478 1889

Marcel Bradtmöller
Neanderthal Museum y
Departamento de Prehistoria
Universidad de Colonia
Talstraße 300
40822 Mettmann
Fon 02104.9797-54
bradtmoeller@neanderthal.de

Paloma de la Peña
Departamento de Prehistoria
Facultad de Geografía e Historia
Universidad Complutense de Madrid
0034-638170654
palomap@ghis.ucm.es