quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estudos funcionais recentes em matérias-primas alternativas ao sílex: avanços metodológicos e inferências arqueológicas”

Estão disponíveis online e em CD-Rom as actas do encontro internacional “Estudos funcionais recentes em matérias-primas alternativas ao sílex: avanços metodológicos e inferências arqueológicas” realizado em Maio de 2008 (23-25 de Maio) no Padrão dos Descobrimentos, financiado pelo Fundo de Apoio à Comunidade Cientifica da FCT e em parceria com o IGESPAR, I.P..




Organizadores
• Marina de Araújo Igreja
LAMPEA – UMR 6636 du CNRS (França), pos-doutoramento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia no Centro de Arqueologia da F.L.L. (Uniarq)
• Ignacio Clemente-Conte
Laboratório de Tecnología Prehistórica, Departamento de Arqueología y Antropología, IMF-CSIC, Barcelona (Espanha).

São vários os métodos de registo e de análise do vestígio arqueológico desenvolvidos nos últimos 50 anos, os quais permitiram alargar o leque de inferências sobre as sociedades humanas da Pré-historia. A Traceologia em particular, consiste em determinar a função dos artefactos arqueológicos através da análise dos vestígios de utilização conservados nas suas superfícies. Tendo como método a arqueologia experimental e a observação ao microscópio, este tipo de estudo é complementar às restantes técnicas arqueológicas. Apesar de fundamental para a reconstituição dos modos de comportamento das sociedades do passado, nas suas componentes técnicas, económicas e sociais, a traceologia é uma área ainda pouco utilizada em Portugal.
Em muitos contextos arqueológicos os artefactos fabricados em pedra, constituem a principal fonte de informação sobre os sistemas técnicos, quando não a única, permitindo reconstituir uma parcela importante do comportamento das sociedades pré-históricas. Eles revelam uma multiplicidade de opções técnicas, desde a matéria-prima seleccionada às modalidades de exploração e de utilização adoptadas.
Os artefactos em sílex foram durante muito tempo os objectos preferencialmente estudados concentrando o interesse dos investigadores nas diferentes áreas disciplinares. Os utensílios fabricados em outros tipos de rochas como o quartzito, o quartzo, ou o basalto, por exemplo, foram negligenciados devido às características físicas destas rochas que dificultam o trabalho de leitura e de interpretação.
Assiste-se nos últimos anos a um interesse crescente pelo estudo de indústrias líticas fabricadas nestas matérias-primas, com a multiplicação dos trabalhos de investigação que contemplam não só a componente metodológica - desenvolvimento de técnicas de análise específicas para a observação destas rochas com o recurso a equipamentos microscópicos sofisticados variados – como também a de estudos de materiais arqueológicos – os resultados obtidos para os artefactos fabricados nestas rochas documentam esquemas operatórios originais e estratégias de gestão distintas das do sílex..
Resultados de um projecto de Pós-doutoramento financiado pela FCT sobre a traceologia dos artefactos de pedra lascada de contextos do Paleolítico Superior, motivaram a organização do encontro internacional “Estudos funcionais recentes em matérias-primas alternativas ao silex: avanços metodológicos e inferências arqueológicas” que teve lugar nos dias 23-25 Maio de 2008 no Padrão dos Descobrimentos, financiado pelo Fundo de Apoio à Comunidade Cientifica da FCT e em parceria com o IGESPAR. Este encontro pretendia fazer um balanço dos novos métodos disponíveis e dos resultados arqueológicos obtidos no âmbito de trabalhos recentes.
Tratou-se da 1ª reunião realizada em Portugal sobre este tema, com especialistas portugueses e estrangeiros convidados nas áreas da Tecnologia e da Traceologia. A publicação das actas, agora disponível gratuitamente em suporte digital (Internet e CD-Rom), é fundamental para os projectos de investigação que se encontram em curso em Portugal, permitindo completar os quadros de interpretação do papel desempenhado por estas matérias-primas nos contextos arqueológicos portugueses cujo conhecimento é ainda lacunar.

Citação bibliográfica das actas
CD-Rom
RECENT FUNCTIONAL STUDIES ON NON FLINT STONE TOOLS: METHODOLOGICAL IMPROVEMENTS AND ARCHAEOLOGICAL INFERENCES, 23-25 May 2008, LISBOA - Proceedings of the workshop [CD-ROM]. Lisbon (Padrão dos Descobrimentos): Marina de Araújo Igreja, Ignacio Clemente Conte, 2009. ISBN 978-989-20-1803-4.
Website
RECENT FUNCTIONAL STUDIES ON NON FLINT STONE TOOLS: METHODOLOGICAL IMPROVEMENTS AND ARCHAEOLOGICAL INFERENCES, 23-25 May 2008, LISBOA - Proceedings of the workshop [Em linha]. Lisbon (Padrão dos Descobrimentos): Marina de Araújo Igreja, Ignacio Clemente Conte, 2009, actual. 2009. Disponível em: http://www.workshop-traceologia-lisboa2008.com/. ISBN 978-989-20-1804-1.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Dentes do menino do Lapedo são "pouco modernos"

A análise aos dentes do menino do Lapedo aproximam este exemplar de hominídeo do Paleolítico Superior encontrado em Dezembro de 1998, em Leiria, mais dos Neandertais do que dos homens modernos.

É esta a conclusão de um artigo publicado esta semana na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), e assinado por uma equipa internacional de que fazem parte os investigadores portugueses João Zilhão e Cidália Duarte, a par com o especialista norte-americano Erik Trinkaus, da Universidade de Washington.
Tanto Zilhão como Trinkaus protagonizaram desde o achado do Lapedo uma acesa discussão na comunidade científica internacional ao defenderem que a criança provava que Neandertais e os primeiros homens modernos não só coexistiram como procriaram. E que aquele achado era a prova disso.
Do outro lado da barricada estão outros nomes sonantes da arqueologia, como os espanhóis Juan Luis Arsuaga, co-director de investigação da importante jazida fóssil da serra de Atapuerca, em Espanha, e Carles Lalueza-Fox, da Universidade de Barcelona, que afirmam que, mesmo sendo mestiça, a criança do Lapedo não prova nada em relação à evolução do homem moderno. E continuam a acreditar que os Cro-Magnons, os primeiros homens modernos, substituíram por completo os Neandertais, sem miscigenação. A revista PNAS foi, aliás, palco da publicação de vários artigos sobre este lado da discussão.
Mas Zilhão e Trinkaus voltam agora ao ataque: "Esta nova análise dos dentes da criança do Abrigo do Lagar Velho [sítio onde foi encontrado] traz um conjunto de informação nova e mostra que estes primeiros homens modernos não eram tão modernos como isso", diz João Zilhão. A equipa descreve que os dentes da frente da criança eram muito subdesenvolvidos para serem considerados de um homem moderno. E que tinham uma formação diferente da dos homens modernos, com mais dentina, o tecido logo abaixo do esmalte do dente, e com mais polpa, a parte nervosa responsável pela nutrição do dente. Tinham também muito menos esmalte.



"O estudo confirma que a anatomia da criança do Lagar Velho, nomeadamente a dentição, não coincide com os primeiros ou com os mais recentes homens modernos e só se encontra entre os Neandertais", insistem os investigadores.
A criança do Lapedo, que teria quatro a cinco anos à altura da morte, datada de há 30 mil anos, é um tesouro para a arqueologia na medida em que tem 90 por cento do esqueleto intacto. A análise aos dentes foi feita com recurso a microtomografia e reconstrução tridimensional, diz a equipa no artigo.

Adornos milenares

No mesmo número da PNAS, João Zilhão assina um segundo artigo sobre um tema que tem fascinado a arqueologia: quando é que a humanidade começou a usar adornos, jóias e maquilhagem?
Em 2006, uma equipa britânica descobriu na Argélia vestígios de conchas para fazer colares com 100 mil anos.
Mas Zilhão afirma neste novo artigo que estas manifestações de pensamento simbólico eram partilhadas com os Neandertais chegados à Europa, depois de ter descoberto vestígios de adornos e de pigmentação para uso ornamental numa jazida espanhola datada de há 50 mil anos.


09.01.2010 - 08:06
Por Ana Machado

Neanderthal 'make-up' discovered

Scientists claim to have the first persuasive evidence that Neanderthals wore "body paint" 50,000 years ago.

The team report in Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) that shells containing pigment residues were Neanderthal make-up containers.
Scientists unearthed the shells at two archaeological sites in the Murcia province of southern Spain.


Did Neanderthals wear make-up?
The team says its find buries "the view of Neanderthals as half-wits" and shows they were capable of symbolic thinking.
Professor Joao Zilhao, the archaeologist from Bristol University in the UK, who led the study, said that he and his team had examined shells that were used as containers to mix and store pigments.
Black sticks of the pigment manganese, which may have been used as body paint by Neanderthals, have previously been discovered in Africa.
"[But] this is the first secure evidence for their use of cosmetics," he told BBC News. "The use of these complex recipes is new. It's more than body painting."
The scientists found lumps of a yellow pigment, that they say was possibly used as a foundation.
They also found red powder mixed up with flecks of a reflective brilliant black mineral.
Some of the sculpted, brightly coloured shells may also have been worn by Neanderthals as jewellery.
Until now it had been thought by many researchers that only modern humans wore make-up for decoration and ritual purposes.


The shells were coated with residues of mixed pigments
There was a time in the Upper Palaeolithic period when Neanderthals and humans may have co-existed. But Professor Zilhao explained that the findings were dated at 10,000 years before this "contact".
"To me, it's the smoking gun that kills the argument once and for all," he told BBC News.
"The association of these findings with Neanderthals is rock-solid and people have to draw the associations and bury this view of Neanderthals as half-wits."
Professor Chris Stringer, a palaeontologist from the Natural History Museum in London, UK, said: "I agree that these findings help to disprove the view that Neanderthals were dim-witted".
But, he added that evidence to that effect had been growing for at least the last decade.
"It's very difficult to dislodge the brutish image from popular thinking," Professor Stringer told BBC News. "When football fans behave badly, or politicians advocate reactionary views, they are invariably called 'Neanderthal', and I can't see the tabloids changing their headlines any time soon."


Publicado em:
2010/01/09 01:47:15 GMT

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

200 Séculos da História do Vale do Côa: incursões na vida quotidiana dos caçadores-artistas do Paleolítico.

Acaba de ser editado, pelo IGESPAR, I.P. e no âmbito do Museu do Côa, o número 52 da colecção Trabalhos de Arqueologia, dedicado ao Vale do Côa.


Preâmbulo
Mais de um século após a descoberta dos frescos da gruta de Altamira, o grande público, mas também o meio científico, tomou consciência, com a descoberta de gravuras ao ar livre nas vertentes rochosas do Vale do Côa, da verdadeira diversidade das manifestações artísticas do Paleolítico e das primeiras monumentalizações de um espaço natural.
A surpreendente conservação destas representações, testemunhos da humanidade contemporânea da última era glaciar, levanta muitas questões. Quando foram realizadas? Como foram percepcionadas pelas gerações de caçadores-recolectores que se sucederam neste território? O que sabemos realmente da vida quotidiana e da cultura que permitiu o desenvolvimento de um tal suporte gráfico de comunicação? Quais eram as relações estabelecidas entre os diversos grupos humanos da Península Ibérica?
Para tentar responder e abrir pequenas janelas sobre este passado, 25 investigadores de origem portuguesa, francesa, espanhola e suíça aceitaram a aposta de conservação in situ das gravuras do Côa e as suas implicações científicas e culturais.
Os dados e as perspectivas que abrem com a investigação realizada são apresentados neste trabalho.

Thierry Aubry,
Coordenação Científica
in:

Há cem mil anos a despensa dos humanos já teria cereais

Descoberta feita numa gruta em Moçambique relevou que a nossa espécie terá começado a ingerir cereais, e a aproveitar o seu amido energético, há bastante mais tempo do que se supunha. Alguns arqueólogos não estão, no entanto, totalmente convencidos.
O advento da agricultura era então algo ainda longínquo e os humanos da nossa espécie, Homo sapiens sapiens, baseavam a sua alimentação na caça e na recolha dos frutos, nozes e raízes que encontravam. Os cereais, pelo menos tanto quanto as descobertas arqueológicas permitiam dizer, iriam ainda manter-se arredados milhares de anos da despensa dos seres humanos. Afinal, pode não ser bem assim: vestígios de sorgo encontrados numa gruta em Moçambique revelaram que há cem mil anos já comíamos cereais.
Em 2007, o arqueólogo Julio Mercader, da Universidade de Calgary (Canadá), esteve a escavar na gruta de Ngalue, no Noroeste do país, com colegas moçambicanos da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Ao fim de um corredor com 20 metros de comprimento, a gruta desemboca numa câmara escura, com 50 metros quadrados e um tecto a oito metros de altura, que foi habitada de forma intermitente, ao longo de mais de 60 mil anos, por caçadores-recolectores.
Bem no interior da gruta, encontraram-se diversos tipos de ferramentas de pedra, ossos de animais e restos de plantas, depositados em camadas de sedimentos com 42 mil a 105 mil anos. Ora nas camadas com mais de cem mil anos o arqueólogo deparou-se com ferramentas que apresentavam vestígios de amido, oriundo principalmente de sorgo selvagem (quase 90 por cento dos restos de amido provinham deste cereal), segundo revela Mercader num artigo científico que publicou na revista Science. Outros vestígios de amido detectados provinham da palmeira-africana (que dá vinho), da batata-africana ou da bananeira-da-abissínia.

Esta é apresentada como a prova directa mais antiga do consumo
dos cereais pelos humanos modernos.

Início da agricultura
Qual a importância da descoberta relativa ao sorgo? É apresentada como a prova directa mais antiga do consumo dos cereais pelos humanos modernos, como se chama também à nossa espécie, surgida há cerca de 200 mil anos.
Até há pouco tempo, pensava-se que os humanos só começaram a comer grandes quantidades de cereais com a domesticação das plantas há dez mil anos - ou seja, com o aparecimento da agricultura. Esta ideia foi abalada em 2004, quando uma equipa de cientistas disse ter descoberto vestígios de trigo e cevada numa ferramenta de pedra com 23 mil anos, encontrada em Israel. O artigo de Mercader na Science veio portanto revelar que começámos a comer cereais cerca de 80 mil anos mais cedo do que se supunha até agora.
Pensava-se que os cereais teriam entrado tardiamente na alimentação humana por uma simples razão: como não é fácil torná-los saborosos, têm de ser transformados em farinha e cozidos em pão ou papas. Além do dispêndio de energia, isso é tecnologicamente difícil, pelo que se pensou que só bastante tarde os humanos começaram a tirar proveito do seu conteúdo em amido, como uma reserva energética. Hoje, o sorgo é o principal cereal consumido na África subsariana, onde a sua farinha até é fermentada em bebidas alcoólicas.
"Isto alarga a cronologia do uso de cereais pela nossa espécie e prova a existência de uma dieta sofisticada mais cedo do que pensávamos. Aconteceu numa altura em que, convencionalmente, se considerava a recolha de grãos selvagens como uma actividade irrelevante e não tão importante como a da apanha de raízes, frutas e nozes", sublinhou Mercader, citado numa nota da sua universidade.

Passo na evolução humana
"Tem-se colocado a hipótese de que o amido representa um passo crítico na evolução humana, ao melhorar a qualidade da dieta humana na savana africana e nas terras húmidas, onde evoluíram os humanos modernos. Isto pode ser considerado um dos exemplos mais precoces desta transformação na dieta", acrescenta o arqueólogo. "A inclusão de cereais na nossa dieta é um importante passo na evolução humana por causa da sua complexidade técnica e da manipulação culinária que exige para transformar os grãos em bens de consumo."
Nem toda a gente concorda com a interpretação de Mercader. Por exemplo, o arqueólogo Curtis Marean, da Universidade Estadual do Arizona, considera que os cereais podem ter sido utilizados em muitas coisas, como servir de cama, segundo declarações suas numa notícia tambémda Science: "O custo do processamento dos cereais selvagens é muito elevado. Além disso, a maioria dos ambientes africanos tem uma diversidade de alimentos mais produtivos para os caçadores-recolectores."
Na mesma linha crítica, Huw Barton, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, diz que os resíduos de sorgo estão em ferramentas que não eram utilizadas no processamento de cereais. "Isto não tem qualquer sentido para mim", comenta.
A tudo isto, Mercader responde: "Por que é que alguém iria levar sorgo para uma gruta, a não ser que estivesse a fazer alguma coisa com ele? A explicação mais simples é a de que era um bem alimentar."
Seja qual for a interpretação mais próxima da realidade, o certo é que a descoberta na gruta de Ngalue lançou o debate sobre o que guardavam os primeiros Homo sapiens sapiens nas suas despensas.

In: Público
Por Teresa Firmino
04.01.2010 - 10:46

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Novas publicações




L'Anthropologie
Volume 113, Issue 5, Part 2, Pages 795-1018 (December 2009)
Représentations préhistoriques. Images du sens (3/3)

Volume 113, Issue 5, Part 1, Pages 679-794 (December 2009)
Représentations préhistoriques. Images du sens (2/3)

Volume 113, Issues 3-4, Pages 463-678 (July-November 2009)
Représentations préhistoriques. Images du sens (1/3)





Archaeological and Anthropological Sciences

Journal of archaeological science

Volume 37, Issue 3, Pages 437-670 (March 2010)









Journal of Archaeological Research





Acesso b-on

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mesolithic Miscellany

Welcome to the new Mesolithic Miscellany pages!

Mesolithic Miscellany is now running as an internet newsletter and there will no longer be any subscription fee. The newsletter will be produced twice a year as an informal communication among individuals interested in the European Mesolithic.

The newsletter will be posted on this site as a PDF to download and an email will be circulated to let everyone know - if you are not on the mailing list and wish to be added please subscribe


Volume 20.2, 2009 ready for download!



Boas Festas...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quaternary International



Volume 211, Issues 1-2, Pages 1-156 (1 January 2010)
Hominin Morphological and Behavioral Variation in Eastern Asia and Australasia: Current Perspectives
Edited by Christopher Norton and Jennie J.H. Jin

Journal of World Prehistory



Volume 22, Number 4 / December, 2009
Special Issue: Modelling Early Metallurgy II

L'Anthropologie






Volume 113, Issues 3-4, Pages 463-678 (July-November 2009)

Représentations préhistoriques. Images du sens (1/3)

Quaternary Research

Volume 73, Issue 1, Pages 1-162 (January 2010)
Environmental Changes in Arid and Semi-arid Regions
Edited by Xiaoping Yang and Louis A. Scuderi

Archaeology, Ethnology and Anthropology of Eurasia


Volume 37, Issue 3, Pages 1-160 (September 2009)

Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology

Volume 284, Issues 3-4, Pages 115-396 (30 December 2009)

Quaternary Science Reviews


Volume 28, Issues 27-28, Pages 3011-3460 (December 2009)