
Entretanto, foi colocada uma nova sondagem:
DAS VÁRIAS ÁRESAS DAS ARQUEOCIÊNCIAS E DA PALEOECOLOGIA HUMANA, QUAL A QUE MAIS TE INTERESSA?
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RESUMO
O trabalho aqui apresentado pretende dar continuidade ao projecto coordenado por Nuno Bicho – Ocupação Humana Paleolítica do Algarve – com início em 1998. Os objectivos primordiais eram o estabelecimento de uma cronologia para o paleolítico do Algarve e a identificação e caracterização do Paleolítico Superior e Epipaleolítico regionais.O trabalho A Tecnologia Lítica no Tardiglaciar do Algarve pretende estudar os materiais líticos correspondentes à ocupação Magdalenense dos sítios Ponta Garcia, Vale Santo 4, Vale Boi (camada Z do abrigo, campanha de 2006 e 2007), Lagoa do Bordoal, Praia da Albandeira e Praia da Galé, com cronologia entre os 16.000 e os 9.000 BP.Este trabalho debruça-se essencialmente sobre as questões de utilização de tecnologia referentes à produção de utensilagem lítica, tendo como objectivo principal um melhor conhecimento da utilização do espaço local e regional, bem como a integração dos sítios ao nível do Paleolítico Superior em Portugal.
Palavras-chave:
Paleolítico Superior, Tardiglaciar, Algarve, Tecnologia Lítica e Tipologia Lítica.
Esquema de padrões de mobilidadeEm oposição ao modelo uniformitarista proposto por Richard Lee e Irven De Vore (1968) surgiram, desde a década de 80, outros paradigmas defensores de que o sistema de aproveitamento de recursos naturais e consequentemente os padrões de mobilidade são dinâmicos (Binford, 1980; Lurie, 1989; Vierra, 1992), estando relacionados com as distintas particularidades culturais e naturais, quer sincrónica quer diacronicamente. São defendidos então dois tipos de mobilidade:
- Mobilidade do tipo residencial: grupos de número variável que a partir da base residencial desenvolvem expedições diárias para obtenção dos recursos.
- Mobilidade do tipo logístico: pequenos grupos deslocam-se para a obtenção de recursos não-locais, estabelecendo-se em acampamentos de curta duração, trazendo-os depois para os acampamentos principais (Bicho, 2002).
Entender e reconstruir os padrões de subsistência e mobilidade de um determinado grupo, implica ser-se capaz de responder a certas problemáticas:
- Duração da ocupação dos sítios
- Função e especialização dos sítios
- Espaço percorrido durante o ciclo anual
- Mapeamento dos recursos e conhecimento da sua sazonalidade
- Identificação das direcções e tempos de migração das espécies migratórias
Bibliografia:
BICHO, N.
2002. Sistemas de Povoamento, Mobilidade e Aproveitamento dos Recursos Naturais no Território Português Durante a Transição Plistocénico-Holocénico. Lusíada. Arqueologia, História da Arte e Património, 1: 31-58
BINFORD, L.
1980. Willow smoke and dog´s tails: hunter-gatherer settlement systems and archaeological site formation. American Antiquity, 31(2): 2-15
LEE, R. & VORE, I.
1968. Man the Hunter. Chicago: Aldine Publishing Company.
LURIE, R.
1989. Lithic technology and mobility strategies: the Koster Site Middle Archaic, in R. TORRENCE (ed.) – Time, energy and stone tools: 46-56. Cambridge: Cambridge University Press.
ROWLEY-CONWY, P.
2004. Complexity in the Mesolithic of the Atlantic Façade: Development or Adaptation?, in M. GONZÁLEZ MORALES & G. CLARK (eds.) – The Mesolithic of the Atlantic Façade: proceedings of the Santander Symposium: 1-12. Arizona State University.
VIERRA, J.
1992. Subsistence e Diversification and the Evolution of Microlithic Technologies: A study of the Portuguese Mesolithic. Tese de doutoramento, Universidade do Novo México.
Célia Gonçalves
Mestranda em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve


Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema "Território - Um Património Plural" (18 de Abril de 2007) em parceria com a Junta de Freguesia de Estoi e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve - com a realização de Actividades Educativas nas Ruínas de Milreu e uma conferência proferida pelo Sr. Arquitecto João Cerejeiro, responsável pelo projecto de recuperação e valorização dos Jardins históricos do Palácio de Estoi.
Assim, no Centro Histórico da Cidade de Silves, pelas 10h00, haverá visitas guiadas que ao espaço urbano, quer aos monumentos que nele se concentram, como sejam o Museu Municipal de Arqueologia, as Igrejas e o Castelo. Estas visitas terão o acompanhamento de técnicos da autarquia.
