domingo, 12 de abril de 2009

L'Anthropologie Volume 113, Issue 1, Pages 1-264 (January-March 2009)


Saiu o novo número da revista L'Anthropologia dedicado ao tema:

" Les premiers habitants de l'Europe - (XVe Congrès international de l'UISPP, Colloque C13, Lisbonne 2006)"

Download gratuito em ScienceDirect

quinta-feira, 9 de abril de 2009

VII Reunião do Quaternário Ibérico

VII Reunião do Quaternário Ibérico: “O futuro do ambiente da Península Ibérica - as lições do passado geológico recente” 05 a 08 de Outubro de 2009 - Faro, Portugal.


INSCRIÇÃO:
Participantes 200 Euros
membros GTPEQ e AEQUA 180 Euros
Estudantes 75 Euros
As taxas incluem: o volume de resumos, beberete inaugural e almoços.


LOCALIZAÇÃO:
A VII Reunião do Quaternário Ibérico realizar-se-á no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro. As modernas instalações dentro duma area verde situada entre o aeroporto internacional e a cidade de Faro são de fácil acesso e proporcionam um ambiente ideal para o encontro.

CALENDÁRIO 2009:
15 de Fevereiro - Envio da pré-incrição;
30 de Março - Envio da 2ª circulaR;
1 de Junho - Data limite para o envio de resumos;
1 de Julho - Notificação sobre a aceitação de resumos;
30 de Julho - Pagamento da taxa de inscrição;
15 de Setembro - Envio do programa definitivo da VII REQUI.


ORGANIZAÇÃO DA REUNIÃO:
As actividades científicas compreenderão a apresentação de comunicações (orais e em painel), a realização de conferências, a organização de simpósios, reuniões de grupo, bem como duma excursão.
As línguas oficiais da reunião serão o Português, o Espanhol e o Inglês.

PROGRAMA CIENTÍFICO:
Para tornar a reunião o mais abrangente possível o tema geral da reunião estará subordinado ao título “O futuro do ambiente da Península Ibérica - lições do passado geológico recente”, integrando 4 subtemas:

1. Quaternário continental,
2. Quaternário marinho,
3. Alterações climáticas e evolução dos ecosistemas,
4. Ocupação humana na Península.

Posteriormente, à recepção dos resumos, o programa científico será adaptado a tópicos mais específicos.

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS:
A comissão organizadora convida todos os quaternaristas a apresentarem trabalhos científicos a esta reunião. Os resumos respectivos (máximo de 4 páginas A4 incluindo figuras e bibliografia) devem ser enviados até 1 de Junho de 2009

Entidade organizadora da VII REQUI:
CIMA-FCMA
Universidade do Algarve
Campus de Gambelas
8000-139 Faro, PORTUGAL
Telefone: (351) 289 800 900 ext.7766
Email:
cima@ualg.p


Ficha_Inscrição(PT)
1ª_Circular (PT)
1ª_Circular (ES)
1st_Announcement (ENG)
Mais informações AQUI.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Milreu

Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema "Território - Um Património Plural" (18 de Abril de 2007) em parceria com a Junta de Freguesia de Estoi e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve - com a realização de Actividades Educativas nas Ruínas de Milreu e uma conferência proferida pelo Sr. Arquitecto João Cerejeiro, responsável pelo projecto de recuperação e valorização dos Jardins históricos do Palácio de Estoi.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - Silves

A Câmara Municipal de Silves (CMS) organiza, no próximo dia 18 de Abril, uma série de actividades comemorativas do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.



Assim, no Centro Histórico da Cidade de Silves, pelas 10h00, haverá visitas guiadas que ao espaço urbano, quer aos monumentos que nele se concentram, como sejam o Museu Municipal de Arqueologia, as Igrejas e o Castelo. Estas visitas terão o acompanhamento de técnicos da autarquia.

Também a Biblioteca Municipal se associa a estas comemorações, levando a efeito, pelas 15h30, uma Conferência intitulada “Cristãos e Mouros em Confronto: Portugal e Silves no Reinados de D. Sancho II". Esta palestra será proferida pelo Professor Doutor Hermenegildo Nuno Goinhas Fernandes e insere-se num Ciclo de Palestras sobre “As Relações dos Reis de Portugal com a Cidade de Silves”.Ainda no Centro Histórico da Cidade de Silves e no Castelo, mas pelas 21h00, terá lugar mais um percurso, desta feita subordinado á temática Astronomia e História. As observações astronómicas ocorrerão no Castelo com a presença da Astrónoma Bárbara Monteiro, técnica do Centro de Ciência Viva do Algarve. Ocorrerão, igualmente, visitas nocturnas guiadas aos Monumentos.

Quem desejar mais informações sobre estas iniciativas deverá contactar a Divisão de Educação, Cultura, Turismo e Património (DCTP), através do telefone 282 440 800, do Fax 282 440 856 ou do email geral@cmsilves.pt.



Programa:
Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Entradas gratuitas 09H00 - 17H30

Centro Histórico da Cidade de Silves
Visitas Guiadas 10H00

Poço Cisterna - Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Visitas: 10H00 - 12H00 e das 15H00 - 17H00

Conferência: "Cristãos e Mouros em Confronto: Portugal e Silves no Reinado de D. Sancho II",
Professor Doutor Hermenegildo Fernandes, Biblioteca Municipal 15H30

Percurso Astronomia e História:

Centro Histórico da Cidade de Silves e Castelo 21H00

Observações Astronómicas: Castelo de Silves
astrónoma Bárbara Monteiro 22H00


terça-feira, 10 de março de 2009

Matriz de Harris

Surgida da necessidade do aperfeiçoamento do registo de dados em escavações arqueológicas com milhares de unidades estratigráficas, a matriz de Harris objectivava a elaboração de um esquema perfeitamente legível, onde se colocasse em evidência as relações estratigráficas essenciais, mostrando assim a ordem de deposição/formação das mesmas ao longo do tempo, de uma forma organizada e sequencial.
Através de um rigoroso registo dos dados resultantes das escavações arqueológicas, em fichas de unidades estratigráficas, estas realidades são identificadas, numeradas e registadas aquando do seu reconhecimento.

São definidos os três princípios base de estratigrafia em arqueologia:

· Princípio da sobreposição da estratigrafia arqueológica;
· Princípio da horizontalidade;
· Princípio da continuidade.



Aliados a estes, a ideia de interface, a percepção da existência de estruturas positivas e negativas e a identificação de relações cronológicas entre as camadas, pretendia colocar em evidência o princípio da sucessão estratigráfica, segundo as leis da sobreposição - o lugar exacto de uma unidade estratigráfica numa matriz encontra-se entre a mais recente (mais alta) de todas as unidades que cobre e a mais antiga (mais baixa) de todas as unidades que a cobrem – sendo que, desde que mantenham contacto físico entre ambas, é redundante qualquer outro tipo de relação. Contudo, as matrizes podem ainda representar mais dois tipos de relações: a correlação, que se estabelece sempre que duas unidades estratigráficas tenham sido apenas uma; e a diferença, onde as unidades não apresentam uma conexão estratigráfica directa.

Assim, e através da numeração das realidades estratigráficas aquando do registo de campo (não sendo esta necessariamente sequencial), é possível representar graficamente todas as relações entre as unidades, através da elaboração da matriz - do mais antigo para o mais recente, de baixo para cima - de modo a compreende-las e a reconstituir o seu contexto original.

Por fim, e uma vez que a matriz em si não apresenta dados cronológicos, deve-se proceder ao faseamento da mesma.

Desde Janeiro de 2008, o "Principles of Archaeological Stratigraphy" encontra-se disponível on-line. Para fazer o download em PDF basta clicar aqui.


Bibliografia
*Harris, E. (1997) Principles of Archaeological Stratigraphy, Second edition, London: Academic Press Limited.


Vera Pereira
Mestrando em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve

Silves recebe Colóquio Internacional sobre os Moçárabes no Gharb Al-Andalus


O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, numa organização conjunta com o Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, promove o primeiro Colóquio Internacional subordinado ao tema “Os Moçárabes no Gharb Al-Andalus. Sinais de uma cultura”, no dia 14 de Março,no Auditório do Instituto Superior Jean Piaget, em Silves.

Os Moçárabes, realidade social e cultural que existiu entre os séculos VIII e XII, são uma área tradicionalmente pouco estudada em Portugal.

Com este primeiro encontro, o CELAS afirma pretender «fazer o ponto da situação sobre os conhecimentos actuais em Portugal e noutros países, delinear perspectivas de futuras investigações e promover a regularidade dos encontros com um leque cada vez mais alargado de especialistas».

Temas como “Existe una identidad mozárabe?”, “Novos elementos sobre a arte moçárabe em território português”, “Identidade e resistência. São Vicente e os Moçárabes de Lisboa”, “Os Moçárabes de Coimbra na frente de resistência à monarquia leonesa (séc.XI-XII)”, “Nos traços dos Moçárabes para uma investigação de hagiotoponímia no espaço português”, “Cronística Moçárabe (séculos VIII a XII)”, serão abordados pelos Professores e investigadores Maria de Jesus Viguera Molins, Paulo Almeida Fernandes, Pedro Picoito, Mário Campos de Gouveia, Isabel Alves Moreira, António Rei, vindos da Universidade Complutense de Madrid, da Nova de Lisboa e de outras instituições.

Após o debate, decorrerá o lançamento do nº 6 da revista «Xarajib», publicação do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, que apresenta nesta edição mais um importante conjunto de estudos, muitos deles inéditos, referentes à história, à cultura e ao património árabo-islâmicos e do Al-Andalus, da autoria de eméritos investigadores tanto portugueses como estrangeiros.

Este evento é apoiado pela Direcção Regional de Cultura do Algarve, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pela Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural de Silves, pela Gráfica Zambuja e pelo Instituto Superior Jean Piaget.

As inscrições podem ser efectuadas junto do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves: Apartado 57, 8300-999 Silves, pelo telemóvel 966345976, ou pelo e-mail silveslusoarabe@hotmail.com.


Barlavento On-line

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Museu de Arqueologia de Silves apresenta exposição de reservas

O Museu Municipal de Arqueologia de Silves tem patente a mostra «Reservas em Exposição», até ao próximo dia 30 de Maio.

O objectivo desta exposição é mostrar espólio arqueológico proveniente de três escavações realizadas na área urbana da cidade de Silves: castelo, rua da Arrochela e residência paroquial. Este legado é apenas uma amostra dos inúmeros achados encontrados nestas zonas. Entre as diferentes matérias encontradas, metal (cobre, bronze e ferro), cerâmica, osso e pedra, os bens apresentados em exposição correspondem, na sua maioria, a produções cerâmicas, sendo que este é o tipo de material mais comum encontrado nas escavações até hoje efectuadas nas zonas mencionadas. Mostram-se, agora, ao público, algumas das peças mais significativas que foram conservadas e restauradas e que têm permanecido em reserva neste museu.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bulletin de la Société préhistorique française



Para o pessoal paleolítico, encontram-se disponiveis para download as edições da revista Bulletin de la Société préhistorique française, da Sociedade francesa de pré-historia.
Infelizmente os volumes mais recentes não estão acessiveis....Esperemos que estejam para breve...

Para aceder basta clicar em cima da foto!


Journal of Archaeological Method and Theory - Volume 16, Number 1 / March, 2009


Saiu a edição de Março, n.º1 do 16º Volume, da revista Journal of Archaeological Method and Theory!

Para consulta (acesso b-on)

http://springerlink.com/content/l8060865w24r/?p=878e00dd3944449d854c133801df7fe0&pi=0

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Consequência da falta de informação....

Inédito: Judiciária identifica ex-emigrante de 58 anos

Descobria peças de valor histórico

Não tem formação na área da Arqueologia, mas partiu à procura de achados históricos. Mário Tavares, antigo emigrante, de 58 anos, escavou em terrenos públicos de Valpaços e Chaves e encontrou 113 artefactos das épocas romana e medieval. Foi constituído arguido pela Polícia Judiciária.

Apaixonado pelas antiguidades, há já cerca de quatro anos que Mário Tavares perfurava espaços de povoamento antigo nas zonas de Lebução, em Valpaços, e Cabeça de Polide, em Chaves, à procura de restos materiais de séculos longínquos.

Autêntico autodidacta na área da Arqueologia, encontrou 113 peças das épocas romana e medieval, entre as quais moedas e objectos em bronze, barro e em granito. Face à riqueza histórica das peças, não há sequer uma cotação de mercado para os artefactos encontrados pelo antigo emigrante nos Estados Unidos da América.

Mário Tavares guardava todo o material em casa, não vendendo as peças arqueológicas, que agora se encontram na posse do museu de Macedo de Cavaleiros.

O homem, identificado pela PJ numa acção inédita, já havia sido notícia no CM. O nosso jornal publicou, em Março de 2008, a história do entusiasta que trouxe à luz do dia artefactos romanos. "Fui eu que descobri. O espaço é privado, tinha autorização do proprietário para fazer escavações e não tinham nada que intrometer-se", disse Mário Tavares sobre a então intervenção do Instituto Português do Património Arquitectónico. "Espero agora que as instituições promovam um levantamento do local. Sozinho não consigo", lamentou o agora arguido.

APONTAMENTO

LEGISLAÇÃO ESPECIAL

Mário Tavares incorre no crime de violação de vestígio arqueológico, integrado numa legislação especial. O ex-emigrante arrisca até três anos de cadeia

Correio da Manhã

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Para a biologia, há um antes de Darwin e um depois de Darwin. Neste ano, Charles Darwin é duplamente lembrado. O cientista nasceu há 200 anos, e publicou The Origin of Species há 150. Para arqueologia ele é igualmente importante, "note-se a coincidência entre as datas das publicações das teorias de Darwin e a descoberta oficial dos primeiros vestígios de Neandertais, no Vale de Dussel, por Schaaffhausen em 1957, publicada em 1861, e o trabalho de Thomas Huxley em 1963" (BICHO, 2006).

Vida e Obra
Naturalista e biólogo inglês, Charles Robert Darwin nasceu a 12 de Fevereiro de 1809, em Shrewsbury, e morreu a 19 de Abril de 1882, em Dawn, Kent.

Findos os estudos universitários, em 1831, participou como naturalista na viagem do navio inglês Beagle. De regresso a Inglaterra, em 1836, Darwin deu início ao estudo científico baseado nas suas experiências e descobertas e lançou uma publicação científica com o nome Journal of Researches, em 1839.

Mais tarde, em 1859, publicou a célebre obra em que expôs a sua teoria, The Origin of Species by Means of Natural Selection. Apesar de reconhecer que os seus conhecimentos sobre hereditariedade eram limitados, representou em forma de árvore a relação entre os animais e plantas da actualidade com outros já extintos, seus ancestrais. The Origin of Species by Means of Natural Selection foi alvo de várias críticas por parte de outros cientistas que alegavam falta de provas e explicações para fundamentar as teorias apresentadas. Em 1871 Darwin aplicou a sua teoria ao estudo da origem do homem, dando importância ao factor sexual na selecção natural, na obra The Descent of Man and Selection in Relation to Sex.



A doutrina proposta por Darwin, segundo a qual a luta pela vida e a selecção natural são mecanismos da evolução dos seres vivos, é conhecida por Darwinismo. Esta teoria defende que as espécies existentes evoluíram a partir de formas ancestrais mais simples, por um processo de selecção natural que originou a grande variabilidade existente entre as actuais espécies. O fundamento principal do darwinismo é a selecção natural, que funciona como o mecanismo essencial que dirige a evolução das espécies. Segundo o darwinismo, apenas os mais aptos sobrevivem, transmitindo as suas características mais favoráveis.

Legado
A teoria de Darwin de que evolução ocorreu através da selecção natural mudou a forma de pensar em inúmeros campos de estudo, desde a Biologia à Arqueologia. O seu trabalho estabeleceu que a "evolução" havia ocorrido: não necessariamente por meio da selecção natural e sexual (sendo este último só geralmente reconhecido após a redescoberta do trabalho de Gregor Mendel no início do século XX e do desenvolvimento da Síntese Moderna). Outros antes dele haviam já delineado a ideia de selecção natural: na sua vida, Darwin reconheceu como tal os trabalhos de William Charles Wells e Patrick Matthew que eles (e praticamente todos os outros naturalistas da época) desconheciam quando ele publicou a sua teoria. Contudo, é claramente reconhecido que Darwin foi o primeiro a desenvolver e publicar uma teoria científica de Selecção Natural e que trabalhos anteriores ao seu não contribuíram para o desenvolvimento ou sucesso da Selecção Natural como uma teoria testável.

Apesar da grande controvérsia que marcou a publicação do trabalho de Darwin, a evolução por selecção natural provou ser um argumento poderoso contrário às noções de criação divina e projecto inteligente comuns na ciência do século XIX.

O homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével de sua origem primitiva.— Darwin

A ideia de que não mais havia uma clara separação entre homens e animais faria com que Darwin fosse lembrado como aquele que removeu o homem da posição privilegiada que ocupava no universo. Para alguns de seus críticos, entretanto, ele continuou sendo visto como o "homem macaco" frequentemente desenhado com um corpo de macaco.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Gestão de Matérias-Primas

Desde tempos mais remotos que mudanças tecnológicas, económicas, culturais, sociais, demográficas, na organização social e nas estratégias de subsistência, surgem inteiramente associadas ao relacionamento entre o Homem e a natureza.


Esta relação desenha-se na maneira como o Homem gere os recursos disponíveis. A análise de proveniência de matérias-primas, mostra-se cada vez mais preponderante na compreensão do comportamento humano, no que toca ao relacionamento entre si e com o território.

Como se movem as populações?
Qual a natureza dos seus movimentos?
Como podemos nós, arqueólogos, observar esses movimentos ancestrais?


A disciplina de Estudo de Materiais em Arqueologia tem como objectivo principal o estudo do ciclo de existência dos artefactos, de forma a caracterizar e definir o local de aprovisionamento das matérias-primas.



Este estudo tem como objectivo conhecer o seu processo de exploração, de transformação e, por fim, o uso que teve. A esta fase descritiva segue-se a interpretação. Esta última procura responder a questões relacionadas com os modos de produção, manufactura artefactual e às suas formas de troca, local ou regional.

Case study (Shokler, 2006)

Mudanças nas estratégias de mobilidade, movimento e exploração de recursos são resposta, por parte dos caçadores-recolectores do plistocénico antigo, a mudanças ambientais, demográficas e sociais no sudoeste europeu.



O vale de Rio maior desempenhou durante a Pré-história antiga um papel importante na economia da matériaprima e na movimentação dos grupos de caçadores-recolectores. Rio Maior não foi unicamente um ponto de ocupações humanas, mas também um importante ponto de transição e movimentação de matéria-prima entre comunidades humanas que ocuparam toda a Estremadura.

Bibliografia
- Andrefsky, W. (2009)
The analysis of stone tool procurement, production, and maintenance. Journal of Archaeological Research 17: 65-103.
- Baxter, M. et al. (2008)
On statistical approaches to the study of ceramic artefacts using geochemical and petrographic data. Archaeometry 50(1): 142-157.
- Shokler, J. (2006)
Hunter-gatherer movement in the Portuguese Upper Paleolithic: archaeological results of a regional lithic sourcing project. In N. Bicho (ed.), From the Mediterranean basin to the Portuguese Atlantic shore: papers in honor of Anthony Marks. Actas do IV Congresso de Arqueologia Peninsular: 141-162. Faro: Universidade do Algarve.




João Marreiros
Mestrando em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve