
Saiu a edição de Março, n.º1 do 16º Volume, da revista Journal of Archaeological Method and Theory!
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Não tem formação na área da Arqueologia, mas partiu à procura de achados históricos. Mário Tavares, antigo emigrante, de 58 anos, escavou em terrenos públicos de Valpaços e Chaves e encontrou 113 artefactos das épocas romana e medieval. Foi constituído arguido pela Polícia Judiciária.
Apaixonado pelas antiguidades, há já cerca de quatro anos que Mário Tavares perfurava espaços de povoamento antigo nas zonas de Lebução, em Valpaços, e Cabeça de Polide, em Chaves, à procura de restos materiais de séculos longínquos.
Autêntico autodidacta na área da Arqueologia, encontrou 113 peças das épocas romana e medieval, entre as quais moedas e objectos em bronze, barro e em granito. Face à riqueza histórica das peças, não há sequer uma cotação de mercado para os artefactos encontrados pelo antigo emigrante nos Estados Unidos da América.
Mário Tavares guardava todo o material em casa, não vendendo as peças arqueológicas, que agora se encontram na posse do museu de Macedo de Cavaleiros.
O homem, identificado pela PJ numa acção inédita, já havia sido notícia no CM. O nosso jornal publicou, em Março de 2008, a história do entusiasta que trouxe à luz do dia artefactos romanos. "Fui eu que descobri. O espaço é privado, tinha autorização do proprietário para fazer escavações e não tinham nada que intrometer-se", disse Mário Tavares sobre a então intervenção do Instituto Português do Património Arquitectónico. "Espero agora que as instituições promovam um levantamento do local. Sozinho não consigo", lamentou o agora arguido.
APONTAMENTO
LEGISLAÇÃO ESPECIAL
Mário Tavares incorre no crime de violação de vestígio arqueológico, integrado numa legislação especial. O ex-emigrante arrisca até três anos de cadeia
Findos os estudos universitários, em 1831, participou como naturalista na viagem do navio inglês Beagle. De regresso a Inglaterra, em 1836, Darwin deu início ao estudo científico baseado nas suas experiências e descobertas e lançou uma publicação científica com o nome Journal of Researches, em 1839.
A doutrina proposta por Darwin, segundo a qual a luta pela vida e a selecção natural são mecanismos da evolução dos seres vivos, é conhecida por Darwinismo. Esta teoria defende que as espécies existentes evoluíram a partir de formas ancestrais mais simples, por um processo de selecção natural que originou a grande variabilidade existente entre as actuais espécies. O fundamento principal do darwinismo é a selecção natural, que funciona como o mecanismo essencial que dirige a evolução das espécies. Segundo o darwinismo, apenas os mais aptos sobrevivem, transmitindo as suas características mais favoráveis.
Legado
A teoria de Darwin de que evolução ocorreu através da selecção natural mudou a forma de pensar em inúmeros campos de estudo, desde a Biologia à Arqueologia. O seu trabalho estabeleceu que a "evolução" havia ocorrido: não necessariamente por meio da selecção natural e sexual (sendo este último só geralmente reconhecido após a
redescoberta do trabalho de Gregor Mendel no início do século XX e do desenvolvimento da Síntese Moderna). Outros antes dele haviam já delineado a ideia de selecção natural: na sua vida, Darwin reconheceu como tal os trabalhos de William Charles Wells e Patrick Matthew que eles (e praticamente todos os outros naturalistas da época) desconheciam quando ele publicou a sua teoria. Contudo, é claramente reconhecido que Darwin foi o primeiro a desenvolver e publicar uma teoria científica de Selecção Natural e que trabalhos anteriores ao seu não contribuíram para o desenvolvimento ou sucesso da Selecção Natural como uma teoria testável.
O homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével de sua origem primitiva.— Darwin
A ideia de que não mais havia uma clara separação entre homens e animais faria com que Darwin fosse lembrado como aquele que removeu o homem da posição privilegiada que ocupava no universo. Para alguns de seus críticos, entretanto, ele continuou sendo visto como o "homem macaco" frequentemente desenhado com um corpo de macaco.

Esta relação desenha-se na maneira como o Homem gere os recursos disponíveis. A análise de proveniência de matérias-primas, mostra-se cada vez mais preponderante na compreensão do comportamento humano, no que toca ao relacionamento entre si e com o território.
Como se movem as populações?
Qual a natureza dos seus movimentos?
Como podemos nós, arqueólogos, observar esses movimentos ancestrais?
A disciplina de Estudo de Materiais em Arqueologia tem como objectivo principal o estudo do ciclo de existência dos artefactos, de forma a caracterizar e definir o local de aprovisionamento das matérias-primas.

Este estudo tem como objectivo conhecer o seu processo de exploração, de transformação e, por fim, o uso que teve. A esta fase descritiva segue-se a interpretação. Esta última procura responder a questões relacionadas com os modos de produção, manufactura artefactual e às suas formas de troca, local ou regional.
Case study (Shokler, 2006)
Mudanças nas estratégias de mobilidade, movimento e exploração de recursos são resposta, por parte dos caçadores-recolectores do plistocénico antigo, a mudanças ambientais, demográficas e sociais no sudoeste europeu.

O vale de Rio maior desempenhou durante a Pré-história antiga um papel importante na economia da matériaprima e na movimentação dos grupos de caçadores-recolectores. Rio Maior não foi unicamente um ponto de ocupações humanas, mas também um importante ponto de transição e movimentação de matéria-prima entre comunidades humanas que ocuparam toda a Estremadura.
Bibliografia
- Andrefsky, W. (2009)
The analysis of stone tool procurement, production, and maintenance. Journal of Archaeological Research 17: 65-103.
- Baxter, M. et al. (2008)
On statistical approaches to the study of ceramic artefacts using geochemical and petrographic data. Archaeometry 50(1): 142-157.
- Shokler, J. (2006)
Hunter-gatherer movement in the Portuguese Upper Paleolithic: archaeological results of a regional lithic sourcing project. In N. Bicho (ed.), From the Mediterranean basin to the Portuguese Atlantic shore: papers in honor of Anthony Marks. Actas do IV Congresso de Arqueologia Peninsular: 141-162. Faro: Universidade do Algarve.
João Marreiros
Mestrando em Arqueologia, Teoria e Métodos
Universidade do Algarve