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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os Concheiros de Muge...

O NAP informa que já está disponível o vídeo relativo à exposição:

Nas Margens do Passado - Os Concheiros de Muge

sexta-feira, 25 de março de 2011

O NAP foi à escola






No passado mês de Fevereiro o NAP foi à escola!
A convite de uma professora do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Escola E.B. 1 D. Francisca de Aragão (Quarteira), o NAP foi conversar com os mais pequenos sobre arqueologia. A recepção foi calorosamente recebida com um "hino"...



Abaixo fica o link do blog de uma das turmas que visitámos


quarta-feira, 23 de março de 2011

Programa Geral JIA 2011

Caros colegas,

O Comité Organizador do JIA 2011 tem o prazer de informar que já se encontra disponível em www.jia2011.com o Programa Geral das Jornadas, a realizar entre os dias 11 e 13 de Maio no Edifício da Faculdade de Economia, Campus de Gambelas, Universidade do Algarve, Faro.

Para além da lista de sessões temáticas anteriormente divulgadas, o evento irá contar com duas Mesas Redondas subordinadas aos temas:
  • Las dinámicas de individuación/colectivización en la negociación de las relaciones sociales. rasgos de identidad en la cultura material.
  • Coord.: Núria Gallego Lletjós; Sandra Lozano Rubio; Lucía Moragón; Manuel Sánchez-Elipe Lorente
  • Arqueología para qué, Arqueología para quién.
  • Coord.: Estrat Jove - Col·lectiu d’estudiants d’arqueologia de la Universitat Autónoma de Barcelona
Relembramos ainda que o último dia do JIA 2011, 14 de Maio, contará com uma excursão a um conjunto de sítios arqueológicos do Algarve, que em breve serão divulgados. A participação na excursão está incluída no preço da inscrição.

Para quem ainda não formalizou a sua inscrição poderá fazê-lo preenchendo o formulário disponibilizado em www.jia2011.com.
O valor da inscrição até 15 de Abril será de 50 euros com actas e 30 euros sem actas
Após esta data o valor será de 60 euros com actas e 40 euros sem actas

Os melhores cumprimentos

O Comité Organizador do JIA 2011

domingo, 20 de março de 2011

A Importância da Palinologia nas Arqueociências


Caros colegas,

No âmbito do Ciclo de Conferências Arqueologia ao Sul realizar-se-á no próximo dia 24 de Março pelas 17h30 a conferência:


"A Importância da Palinologia nas Arqueociências"
por Sandra Gomes.


O evento terá lugar na sala 2.35 do edifício da FCHS da Universidade do Algarve (Campus de Gambelas).

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nas margens do passado: os concheiros de Muge II



Teve lugar passado dia 5 pelas 17:00 horas a inauguração da explosição Nas margens do passado: os concheiros de Muge, a Capela do Paço real em Salvaterra de Magos. A exposição inclui materiais provenientes do Museu Geológico e das escavações recentes no concheiro do Cabeço da Amoreira.

Aqui ficam alguns momentos.



Relembramos que a exposição permanecerá aberta ao público até dia 30 de Março.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ciclo de Conferências "Territórios de Fronteira em Arqueologia"


Irá decorrer às 17 horas do próximo dia 3 de Março de 2011 novo ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP).

O ciclo inclui palestras de Catarina Tente (Docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) com As comunidades camponesas alto-medievais na bacia do Alto-Mondego; João Tereso (Doutorando em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) com A agricultura Romana no Norte de Portugal: o contributo de novos estudos de arqueobotânica; e Cleia Detry (pós-doutoranda no Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa - UNIARQ) com A alimentação de Cristãos e Muçulmanos no Castelo de Palmela: uma perspectiva zooarqueológica.

Conjuntamente com o novo ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP) será oferecido um certificado de participação.

Convidamo-vos todos a aparecer no MNA e assistir a este ciclo!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Acesso à Mail-list do NAP

Caros colegas, após os recentes problemas no acesso ao formulário da Mail-List do NAP, decidimos alterar o processo de inscrição. Agora basta aceder ao site do NAP no googlegroups e submeter os dados de adesão.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Paleolithic landscapes and seascapes of the west coast of Portugal

Caros colegas,

No âmbito do Ciclo de Conferências Arqueologia ao Sul realizar-se-á no próximo dia 3 de Fevereiro pelas 17h30 a conferência:

"Paleolithic landscapes and seascapes of the west coast of Portugal"
por Jonathan Haws.

O evento terá lugar na sala 2.35 do edifício da FCHS da Universidade do Algarve (Campus de Gambelas).

SEGUNDA CIRCULAR - JIA 2011

CONVOCATÓRIA DE COMUNICAÇÕES ORAIS E POSTERS

Terminado o prazo de entrega de propostas de sessões temáticas para o JIA 2011, os Comités Organizador e Científico levaram a cabo um processo de selecção do qual foram apuradas um total de 13 sessões.
Com a publicação desta segunda circular damos início ao período de submissão de propostas de participação dentro das sessões temáticas – mediante comunicação oral ou poster – e de posters de temática livre (aceitam-se apenas propostas em português, castelhano e inglês). Qualquer proposta que não cumpra quer o prazo de envio, quer os limites abaixo expostos não será aceite.

1. ENVIO DE COMUNICAÇÕES ORAIS E POSTERS PARA AS SESSÕES TEMÁTICAS
Os resumos das propostas de comunicação oral ou poster para cada sessão temática devem ser enviados, até ao dia 11 de Março, para os coordenadores de cada sessão, cujos dados de contacto poderão encontrar junto do resumo de cada sessão (vide sessões).
As propostas devem ser enviadas em formato Word (.doc ou .docx), contendo a seguinte informação:
  • Título da comunicação oral ou poster
  • Nome e ligação institucional dos autores
  • Palavras-chave (máximo 4 palavras)
  • Resumo (máximo 250 palavras)


2. ENVIO DE POSTERS DE TEMÁTICA LIVRE
No sentido de permitir a participação do maior número de jovens arqueólogos nas jornadas, a organização do JIA 2011 oferece ainda a possibilidade de participação através de posters de temática livre.As propostas devem ser enviadas, até ao dia 11 de Março, para o endereço posters@jia2011.com em formato Word (.doc ou .docx) contendo a seguinte informação:
  • Título do poster
  • Nome e ligação institucional dos autores
  • Palavras-chave (máximo 4 palavras)
  • Resumo (máximo 250 palavras)


LIMITES DE PARTICIPAÇÃO
Cada participante só poderá contribuir com uma comunicação dentro de cada sessão temática;
Cada participante só poderá contribuir com um poster em todo o congresso, seja dentro das sessões temáticas ou fora destas;
Só poderão participar no JIA 2011 os investigadores que não tenham obtido o doutoramento antes da celebração das mesmas.

INSCRIÇÕES
A partir do dia 1 de Fevereiro iniciar-se-á o período de formalização de inscrições no website www.jia2011.com.

O valor da inscrição até 15 de Abril será de:
  • 50 euros com actas;
  • 30 euros sem actas.

Após esta data o valor será de:
  • 60 euros com actas;
  • 40 euros sem actas.


DATAS
Submissão de propostas de comunicações orais e posters: até 11 de Março de 2011
Publicação do programa do JIA 2011: 13 de Março de 2011
Período de formalização das inscrições no JIA 2011: de 1 de Fevereiro a 1 de Maio de 2011

CONTACTOS
E-mail: secretaria@jia2011.com
Mais informações em www.jia2011.com

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

JIA 2011 - PAINEL DE SESSÕES SELECCIONADAS

Os Comités Organizador e Cientifico do JIA 2011 têm o prazer de informar as propostas aceites para integrar o painel de sessões das jornadas.

1. Tecnologias digitais e metodologias computacionais no processo de investigação arqueológica.
Coord. Vera Moitinho (UAB), Célia Gonçalves (UAlg), Maria del Castillo Bernal (UAB), Pedro Santos (U. York)
2. Arqueologia Subaquática – Dez anos de Convenção da UNESCO para a protecção do Património Cultural Subaquático.
Coord. Sónia Bombico (U. Évora), Michele Stefanile (U. Orientale di Napoli), David Abella (U. Santiago de Compostela)
3. From the landscape to the site: interdisciplinary approaches in archaeology.
Coord. Vera Aldeias (U. Pennsylvania), João Tereso (CIBIO)
4. The methodologies applied in bioarchaeology.
Coord. Vanessa Campanacho (CIAS), Luís Miguel Marado (CIAS)
5. Novas perspectivas nos estudos de Zooarqueologia.
Coord. Cláudia Costa (UAlg), Vera Pereira (UAlg)
6. Arte Rupestre no Holocénico: abordagens, técnicas, territórios e simbologia.
Coord. Andrea Martins (UAlg), Sara Garcês (Centro de Geociências - Grupo de Quaternário e Pré-História)
7. Do tecnológico ao simbólico: estudos recentes na análise de projécteis e adornos.
Coord. Luís de Jesus (UAlg), Marina Évora (UAlg), Ivo Santos (UAlg), Adriana Soto (U. del País Vasco) e Maria Borao
8. From Primate Archaeology to Human Evolution.
Coord. Susana Carvalho (U. Cambridge)
9. Procesos productivos y tecnológicos en las sociedades antiguas.
Coord. Óscar Bonilla, Sara Alconchel (U. Zaragoza), Begoña Serrano, (Universidad de Granada) e Rita Dias (UAlg)
10. ¿Arqueologías o arqueología postmedieval?
Coord. Maria del Carmen Ariza (UB), Valentín Álvarez Martínez, (U. Oviedo), Gemma Cardona Gómez, (UB)
11. A arqueologia e as “políticas das coisas”.
Coord. Sérgio Gomes (CEAUCP-CAM), Jaime Sánchez (JAS Arqueología SLU)
12. Food for thoughts! Some thoughts on food – reconstructing prehistoric food procurement.
Coord. Isabell Schmidt (University of Cologne) e Yvonne Tafelmaier (University of Cologne)
13. Archaeoacoustics, Experimental Archaeology and Music: Theoretical and methodological challenges in Music Archaeological Research.
Coord. Raquel Pasalodos (Universidad de Valladolid) e Carlos García Benito (FPU Universidad de Zaragoza)

Dentro de poucos dias será publicada a segunda circular com os resumos das sessões e consequente abertura de prazos de entrega de propostas de comunicações e posteres. 

Mais informções em www.jia2011.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

INFORMAÇÃO JIA 2011

Findo o período de submissão de propostas de sessões temáticas para o JIA 2011, é com enorme satisfação que o Comité Organizador informa que recebemos um total de 26 propostas, cumprindo todas elas os requisitos de qualidade a que estas jornadas já nos vêm habituando. Desde já vos agradecemos pela vossa contribuição e pela confiança e responsabilidade em nós depositadas.
A grande afluência verificada, trouxe, porém, à Organização e ao Comité Cientifico das jornadas, dificuldades extra na escolha das 12 sessões finais, cujo prazo de divulgação terminaria hoje dia 20 de Dezembro.
Desta forma, tendo em vista a integração do maior número de contribuições e para que vos possamos oferecer um painel de sessões tão diversificado e enriquecedor quanto possível, vimos informar que a publicação dos resultados será adiada para o final do mês de Dezembro.
Muito obrigado uma vez mais pelas vossas propostas e pela vossa compreensão.

Mais informações em http://www.jia2011.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas...

Encontro sobre os Concheiros de Muge

Temos o prazer de enviar a informação do Encontro sobre os Concheiros de Muge que vai decorrer no próximo dia 7 de Janeiro no Museu Geológico em Lisboa. A organização é da responsabilidade do Museu Geológico, da UNIARQ e do NAP.

Para mais informações contactar: museugeol@lneg.pt ou 213463915

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ciclo de Conferênciaas MNA

Relembra-se que o GEEvH, o NAP e o Museu Nacional de Arqueologia, realizam dia 14 de Dezembro, pelas 18 horas, a última conferência do ciclo de conferências "Arqueologia e Antropologia…. Territórios de fronteira"

"O arquivo clínico da última leprosaria portuguesa (Hospital-Colónia Rovisco Pais) e a sua importância para a paleopatologia da lepra"

Orador: Vítor Matos, vmatos@antrop.uc.pt
(Doutorado pela Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde)

Resumo:
Uma das lacunas relativamente à paleoepidemiologia da lepra reside na escassez de evidências paleopatológicas, o que contrasta com a abundância de registos históricos que revelam que esta doença era comum na Europa, sobretudo durante o período medieval. Com o intuito de contribuir para a problemática em torno do diagnóstico retrospectivo da lepra, efectuou-se uma investigação que recorreu ao cruzamento de dados clínicos – compilados do arquivo médico do Hospital-Colónia Rovisco Pais, Tocha, Portugal (1947-1996) – com os paleopatológicos – coligidos dos esqueletos provenientes do cemitério da leprosaria medieval de St. Jørgen’s de Odense, Dinamarca (séculos XIII-XVI/XVII).
Os resultados mais relevantes deste projecto são dados a conhecer, enfatizando-se as novidades e os desafios que trouxeram à paleopatologia.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

NAP no V Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular

No âmbito do V Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, em Almodôvar, estiverem presentes vários investigadores de várias nacionalidades, bem como algumas participações de membros do NAP.

Este V Encontro pretende juntar arqueólogos com trabalhos e projectos numa vasta zona ibérica, para apresentar e discutir a evolução e resultados da sua investigação. Os trabalhos decorrerão ao longo de três dias, agrupando as comunicações em grandes períodos cronológicos, com uma conferência inicial por um orador convidado.

Leandro Infantini, Carolina Mendonça - "As linhas de costa e a tecnologia lítica durante o tardiglaciar do Algarve"



Vera Pereira - "Alcarias de Odeleite sob perspectiva zooarqueológica"


Explosive archaeology - Safe demolition in karstic environments

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ciclo de Conferências ARQUEOLOGIA AO SUL

No âmbito das iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia (NAP) da Universidade do Algarve, é com grande prazer que informamos que se iniciará, já no próximo dia 25 de Novembro, o ciclo de conferências Arqueologia ao Sul.
Pretendendo ser um projecto a longo prazo e sem periodicidade definida, os principais objectivos do Arqueologia ao Sul são, por um lado, a apresentação de temas actuais nas áreas da Arqueologia e Paleoecologia Humana e, por outro, a criação de um espaço, aberto a todos os interessados, onde se possam debater as ideias e temáticas apresentadas pelo orador convidado.
A inauguração do ciclo fica a cargo de Francisco Almeida com uma conferência dedicada aos “Novos desafios ao estudo da transição Gravetense-Solutrense em Portugal” que terá lugar dia 25 de Novembro pelas 17h30, na sala 2.35 do edifício da FCHS da UAlg (Campus de Gambelas).



Nota biográfica
Francisco Almeida, arqueólogo de profissão, licenciou-se em História – variante Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1992. O gozo pela Pré-História antiga, desde cedo, o faz rumar aos Estados Unidos da América para frequentar o programa de pós-graduação em Arqueologia na Southern Methodist University (Dallas, Texas). Nesta universidade completa o Mestrado em 1996, seguido do Doutoramento em 2000, com a dissertação: O Gravetense terminal da Estremadura Portuguesa, variabilidade tecnológica das indústrias líticas (Almeida, 2000). Regressa a Portugal para trabalhar como investigador no ex-IPA, actual IGESPAR., coordenando, desde então, os trabalhos arqueológicos no Abrigo do Lagar Velho, Leira. Actualmente é investigador de Pós-Doutoramento na Faculdade das Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve.

Dissertação de Doutoramento
ALMEIDA, F. (2000) - The Terminal Gravettian of Portuguese Estremadura. Technological variability of the lithic industries. Unpublished PhD Dissertation. Southern Methodist University, Dallas, Texas, EUA.

Síntese bibliográfica
ALMEIDA, F. (1998) - O Método das Remontagens Líticas: Enquadramento Teórico e Aplicações. In Trabalhos de Arqueologia da EAM, 3, Lisboa, Colibri, pp.1-40.

ALMEIDA, F. (2001) - Cores, tools, or both? Methodological contribution for the study of carinated lithic elements: the Portuguese case. In HAYS, M.; THACKER, P. (eds.) Questioning the Answers: Resolving Fundamental Problems of the Early Upper Paleolithic. Oxford: Archaeopress (British Archaeological Reports International Series; 1005), pp. 91-97.

ALMEIDA, F. (2002) – O Paleolítico. In FONTES, J.L. (Coord.) A dos Cunhados – Itinerários de Memória, Pró-Memória, A dos Cunhados, pp. 49-54.

ALMEIDA, F.; ARAÚJO, A.C.; AUBRY, T. (2003) Paleotecnologia lítica: dos objectos aos comportamentos. In MATEUS, J.E.; MORENO, M. (ed.) Paleoecologia humana e Arqueociências. Um programa multidisciplinar para a Arqueologia sob a tutela da Cultura. Trabalhos de Arqueologia, nº 29, Lisboa, IPA, pp. 299-349.

ALMEIDA, F. (2007) Refitting at Lapa do Anecrial: Studying Technology and Micro Scale Spatial Patterning through Lithic Reconstructions. In SCHURMANS, U. & DE BIE, M. (ed.) Fitting Rocks: Lithic Refitting Examined, BAR International Series 1596, pp. 55-74..

ALMEIDA, F. (2008) Big Puzzles, Short Stories: advantages of refitting for micro-scale spatial analysis of lithic scatters from Gravettian occupations in Portuguese Estremadura. In AUBRY, T.; ALMEIDA, F.; ARAÚJO, A.C.; TIFFAGOM, M. (eds.) Proceedings of the XV World Congress UISPP (Lisbon, 4-9 September 2006) 21 Space and Time: Which Diachronies, which Synchronies, which Scales? / Typology vs Technology. BAR S1831, pp. 69-79.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ciclo de Conferênciaas MNA

Relembra-se que o GEEvH, o NAP e o Museu Nacional de Arqueologia, realizam amanhã, dia 10 de Novembro, pelas 18 horas, a segunda conferência do ciclo de conferências "Arqueologia e Antropologia…. Territórios de fronteira"

"As Origens do Olduvaiense: Serão os chimpanzés (Pantroglodytes) bons modelos para a evolução das primeiras tecnologias em África?"

por Susana Carvalho, scr50@cam.ac.uk
(Leverhulme Centre for Human Evolutionary Studies, University of Cambridge, Cambridge, 2 CB 1 QH, United Kindgom; CIAS – Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Universidade de Coimbra, 3000-056, Coimbra, Portugal)

Resumo:
Compreender como e porquê surge o uso de ferramentas em primatas humanos tem sido um objectivo essencial da arqueologia e antropologia, desde o aparecimento destas disciplinas. As tecnologias mais antigas datam de há 2.6 milhões de anos, e as evidências desta indústria conhecida como “Olduvaiense”, são maioritariamente compostas por pedras talhadas (líticos) que perduraram no registo arqueológico (Semaw et al. 1997). As características que permitem discriminar estes artefactos (i.e. pedras modificadas intencionalmente) são bem conhecidas dos arqueólogos (Bordes 1961, Leakey 1971, Tixier et al. 1980, Isaac and Harris 1997).

As tecnologias de percussão mais antigas incluem artefactos provenientes de escavações na África Oriental (Semaw et al. 1997; Delagnes and Roche 2005). Desde 1970, muitos estudos analisaram a tipologia e tecnologia destas colecções (e.g. Leakey 1971; Toth 1985; Isaac and Harris 1997), mas os martelos e as bigornas foram consideravelmente desvalorizados, sendo vistos como uma espécie de “parentes pobres” da tecnologia de talhe.

Durante a década de 60, Jane Goodall observou chimpanzés a fabricar e usar diversas ferramentas (Goodall 1963) e, um pouco antes, era descoberto o uso de pedras para partir nozes entre comunidades de chimpanzés da África Ocidental (Beatty 1951). Recentemente, a escavação de um sítio arqueológico de nut-cracking de chimpanzés com 4300 anos BP (Mercader et al. 2007) estabeleceu uma “Idade da Pedra” recente para esta tecnologia de primatas não-humanos.

Desde 2006, um projecto de investigação interdisciplinar, conjugando arqueologia e primatologia, investiga o nut-cracking praticado por chimpanzés em habitat natural, visando caracterizar estes utensílios, bem como analisar a distribuição espacial e variação regional destas ferramentas e suas áreas de actividade (Carvalho et al. 2008). O estudo foca-se no uso de ferramentas nas florestas de Bossou e Diecké (Guiné Conakry), e utiliza estes primatas não-humanos como modelos, procurando testar a hipótese que considera terem existido indústrias de percussão mais antigas, que ainda não terão sido detectadas no registo arqueológico. Os resultados preliminares desta investigação contribuíram para a recente proposta de uma nova disciplina: Arqueologia de primatas (Haslam et al. 2009).

Um laboratório ao ar livre no centro da floresta de Bossou, permite realizar experiências de nut-cracking, utilizando nozes disponíveis na floresta (Elaeis guineensis) e nozes estranhas ao habitat local (Coula edulis) (Matsuzawa 1994, Biro et al. 2003). Os dados recolhidos durante 5 anos de sessões experimentais revelaram a selecção e uso preferencial de determinados pares de ferramentas. Os chimpanzés repetem a combinação de alguns martelos com algumas bigornas de forma sistemática. O uso repetido dos mesmos pares de ferramentas pode amplificar as marcas de uso e aumentar a possibilidade de fractura dos elementos. Este padrão de utilização sugere que comportamentos semelhantes poderão ter originado os primeiros episódios de talhe acidental em hominínios (Mora e de la Torre 2005; Carvalho et al. 2009).